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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Poupança X Fundo DI X CDB X LFT X LCI/LCA

Atualizado em 16/06/2016. É sempre recomendável ter uma reserva financeira para emergências. Ter à disposição algo equivalente a seis meses de despesas é o mínimo desejável. Desta forma, você poderá enfrentar imprevistos com tranquilidade, tal como uma doença na família ou a perda inesperada do emprego.

Para esse tipo de reserva, aconselha-se aplicações com liquidez, baixo risco de crédito e baixo risco de mercado, mesmo que isso implique em uma baixa remuneração. Por essa razão, apresentamos a Calculadora: Poupança X Fundo DI X CDB X LFT X LCI/LCA, que compara o rendimento dos investimentos mais líquidos e menos arriscados do país.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

CDB - Certificado de Depósito Bancário

Uma das formas mais tradicionais de investimento no Brasil se chama Certificado de Depósito Bancário, ou simplesmente CDB. No presente artigo vamos explicar o que é um CDB, como funciona, vantagens e desvantagens em relação a outras formas de investimento, tributação e riscos desse produto exclusivo de instituições financeiras.


O banco empresta dinheiro mas também toma dinheiro emprestado

De uma forma simples, o CDB é um empréstimo remunerado que o cliente faz em favor de sua instituição financeiro (banco, financeira etc.). Com os recursos captados pelo CDB, bem como depósitos à vista e outras fontes de captação (inclusive capital próprio), as instituições financeiras executam sua principal função que é emprestar dinheiro as pessoas e empresas.

Por ser um depósito à prazo, o CDB não é considerado um título ou valor mobiliário. Portanto, o cliente detentor de um CDB não pode negociá-lo livremente no mercado, ou então vendê-lo para outra pessoa física ou jurídica, devendo a liquidação do CDB ser tratada exclusivamente junto à instituição financeira onde o CDB foi adquirido.

Remuneração

Quanto à remuneração, o CDB pode ser pósfixado (mais comum), prefixado (menos comum) ou indexado à um índice de referência (raro). Abaixo, apresentamos as características de cada forma de remuneração:

  • pósfixado: nessa modalidade o CDB varia de acordo com uma taxa de mercado. Normalmente, o CDI é o referencial no qual a maioria dos CDBs são atrelados. Por isso, é muito comum ouvirmos falar CDB com remuneração equivalente a um percentual do CDI. Exemplo: CDB com rendimento de 90% do CDI, quando o CDB renderá a seu titular rentabilidade equivalente a 90% da rentabilidade do CDI para o período;
  • prefixado: nessa modalidade, o CDB tem valor futuro prefixado. Ou seja, você sabe exatamente quanto valerá seu CDB na data de resgate, tal como um título prefixado. Exemplo: CDB com rendimento igual R$ X,XX. Ou seja, faça chuva, faça sol, o cliente resgatará R$ X,XX na data de vencimento do certificado;
  • indexado: nessa modalidade, o CDB é indexado a um índice de inflação, tal como o IPCA, ou então à Taxa Referencial (TR). Por vezes, além do índice ao qual o CDB é indexado, é paga uma remuneração adicional, por exemplo: IPCA + 3% ao ano.

Prazos

Quem define o prazo de vencimento do CDB é o banco emissor. Tal como um contrato de adesão, cabe ao investidor avaliar se o prazo estipulado atende às suas necessidades. Como regra geral, quanto maior for o prazo exigido, maior será a rentabilidade oferecida pelo banco.

Os grandes bancos costumam trabalhar com prazos menores ou então com CDBs resgatáveis a qualquer tempo. Tal regra, entretanto, não se aplica às instituições financeiras de menor porte.

Riscos

Por se tratar de um empréstimo do investidor a um banco, o primeiro e mais importante risco envolvido no CDB é o chamado risco de crédito, isto é, o risco do banco não possuir recursos para pagar o investidor no vencimento do CDB. Para minimizar esse risco, os bancos garantem CDBs de até R$ 250 mil através do Fundo Garantidor de Crédito, ou FGC. Para saber como funciona o FGC, clique aqui.

Como dissemos anteriormente, alguns CDBs tem prazo fixo para seu vencimento e, até lá, o cliente não pode negociar tal certificado em mercado, pois como explicamos anteriormente, o CDB não é título ou valor mobiliário. Portanto, o investidor pode se ver privado de seus recursos durante um longo período, tornando evidente uma das formas do chamado risco de liquidez.

Tributação

Por ser um investimento de renda fixa, os rendimentos auferidos em um CDB estão sujeitos à tributação do IOF e Imposto de Renda. Como se trata de um investimento de renda fixa, o CDB sobre tributação idêntica aos títulos públicos (aqui), ou fundos de investimento em renda fixa (aqui).

Para saber um pouco mais sobre o CDB, recomendamos a leitura de outros artigos aqui mesmo no Blog ABC do Dinheiro (aqui).

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Fale conosco: Poupança X Fundo DI X CDB X Tesouro Direto X LCI/LCA

Segue uma consulta feita em nossa página Fale Conosco que gostaria de compartilhar com os leitores do Blog.

"Olá Pessoal,

Parabéns pelo ótimo site. A Calculadora do Poupança X Fundo DI X CDB X Tesouro Direto X LCI/LCA é ótima, estou me divertindo com ela. Estou muito mais segura agora para poupar/investir meu dinheiro! Quero tirar 2 dúvidas:

1- Estou acompanhando as notícias, e estou ficando bem preocupada, os especialistas estão cada vez mais negativos sobre a economia do Brasil, os mais negativos apostam que em 2014/15 terão medidas bem parecidas com as que foram tomadas no Governo Collor. Vocês acreditam nisso? Quais os riscos que nossas poupanças e investimentos podem sofrer com a crise da economia brasileira? É necessário/ interessante poupar fora do Brasil?

2- Estou vendendo um imóvel por R$ 120 mil, e estou comprando um apto em outra cidade por R$ 130 mil. Já dei R$ 18 mil de entrada e tenho a opção por financiar o restante com juros de 5,64% a. a. + variação da TR. Com a venda da casa devo quitar o apto ou investir o dinheiro?

Obrigada.

JS"

O fim do mundo está próximo?

Não. Espera-se que 2015 seja um ano de ajustes na economia, independente de quem seja eleito presidente nas próximas eleições. O país vem passando por uma transição de um modelo econômico baseado no consumo das famílias e farto crédito para um crescimento sustentado em investimentos, especialmente em infraestrutura. Tal transição, porém, dificilmente demandará medidas tão drásticas como as vistas no Governo Collor, como congelamento de preços, "sequestro de poupança" etc. O país hoje é um país completamente diferente. E para melhor.

Porém, o final de 2014 será marcado por muita instabilidade no mercado financeiro. Isso é muito, muito comum em períodos pré-eleitorais. Portanto, caso você queira se proteger de tal estabilidade, invista seus recursos em ativos com baixo risco de crédito (calote do emissor) e baixo risco de mercado (oscilação de preços). Tais ativos são exatamente aqueles retratados na Calculadora do Poupança X Fundo DI X CDB X Tesouro Direto X LCI/LCA.

Investir fora do país

Investir parte de suas reservas fora do país ou em fundos que aplicam em investimentos denominados em moedas estrangeiras é sempre interessante. Como explicamos no artigo Por que diversificar. Ou: devo colocar todos os ovos na mesma cesta?, a diversificação de investimentos pode promover a redução do risco da sua carteira. E a diversificação deve ser um hábito, e não uma estratégia para ser utilizada somente em momentos de volatilidade.

Quitar ou não quitar o imóvel?

Você informou que tem a opção de quitar um imóvel recentemente adquirido, ou então financiar o saldo devedor com juros de 5,64% ao ano + variação da TR. O que fazer? Bem, como deixamos claro em nossa página Fale Conosco, nos reservamos ao direito de não recomendar investimentos. Tal decisão cabe somente a você.

Porém, lembre-se que atualmente a taxa Selic está fixada em 11% ao ano (aqui). Ou seja, a princípio, você consegue investimentos com baixo risco que rendem mais do que o custo do seu empréstimo. Neste caso, vale mais a pena financiar o imóvel e, com os recursos não utilizados, investir. Mas, se você é daquelas que não conseguem ver um dinheirinho parado na conta que já querem gastar, corra e quite seu imóvel o mais rápido possível.

Resposta escrita por Flávio Girão Guimarães.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

É seguro aplicar em CDB de banco pequeno?

Muita gente tem investido em Certificados de Depósitos Bancários (CDB) de bancos pequenos e médios, pois, os mesmos tem oferecido taxas mais atrativas que os grandes bancos. Isso é seguro? Antes de responder, vamos relembrar um pouquinho da história do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

As quebras de bancos ocorridas na décadas de 90 e 2000 traumatizaram muitos depositantes brasileiros. Até hoje são amargas as lembranças de ex-correntistas de bancos tais como o Nacional, Econômico, Bamerindus, Santos, que foram liquidados ou ainda operam sob intervenção do Banco Central do Brasil (BCB).
Mais recentemente as intervenções/liquidações dos bancos Morada, Prosper, Cruzeiro do Sul, BVA e Rural reacenderam o medo dos pequenos investidores em depositar seus recursos em bancos de pequeno e médio porte.

Para recuperar a credibilidade do Sistema Financeiro Nacional, em agosto de 1995, o Conselho Monetário Nacional (CMN), autorizou a "constituição de entidade privada, sem fins lucrativos, destinada a administrar mecanismos de proteção a titulares de créditos contra instituições financeiras". No mesmo ano, em novembro, as próprias instituições financeiras criam o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), estabelecendo o sistema de garantia de depósitos no Brasil.

O FGC garante créditos contra instituições financeiras a ele associadas, nas hipóteses de

a) intervenção, liquidação extrajudicial ou falência;
b) reconhecimento, pelo BCB, do estado de insolvência; e
c) ocorrência de situações especiais, mediante acordo entre o BCB e o FGC.

Na prática, o FGC garante até R$ 250 mil, por pessoa física, no caso de intervenção ou liquidação da instituição financeira, nos seguintes produtos:

  1. depósitos à vista;
  2. depósitos de poupança;
  3. depósitos a prazo (tal como o CDB);
  4. depósitos em contas transitórias;
  5. letras de câmbio;
  6. letras imobiliárias (LI);
  7. letras hipotecárias (LH);
  8. letras de crédito imobiliário (LCI); e
  9. letra de crédito do agronegócio (LCA).
Cabe destacar que a garantia é por CPF e não por produto.

Voltando à pergunta do início do artigo, se você quiser apostar em CDB de bancos menores, mas não está totalmente confiante na solidez da instituição, aplique um valor inferior a R$ 250 mil, pois, caso algo dê errado, o FGC garantirá o reembolso de R$ 250 mil.

Mas antes de aplicar em títulos de crédito emitidos por bancos, como o CDB, LI ou LCA, é recomendável avaliar outras modalidades de investimento em renda fixa. O artigo Fundo DI x CDB x Poupança x Tesouro Direto é um bom ponto de partida.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Poupança X Fundo DI X CDB X Tesouro Direto X LCI/LCA

Atualizado em 07/04/2014.

É extremamente recomendável ter uma poupança para emergências. Ter à disposição algo como seis meses de despesas é o mínimo recomendável. Desta forma você poderá enfrentar imprevistos com tranquilidade.

Além disso, caso tenha a infelicidade de perder o emprego, uma poupança equivalente a seis meses de salário permitirá que você procure outra ocupação, compatível com a sua formação e experiência, sem ter que aceitar a primeira vaga que te oferecem.

Para esse tipo de reserva, é recomendável a escolha de aplicações que lhe garantam liquidez imediata e baixo risco, mesmo que isso implique em uma remuneração mais modesta. Por essa razão, o Blog ABC do Dinheiro apresenta a Calculadora: Poupança X Fundo DI X CDB X LFT X LCI/LCA.

Nossa calculadora permite que você escolha, livremente:
  • o valor que deseja investir;
  • o período que se pretende investir (de 1 a 60 meses);
  • a taxa Selic (ao ano), que remunera as Letras Financeiras do Tesouro (LFT);
  • a variação do DI (ao ano), que remuneram os fundos DI e os CDBs pósfixados;
  • a taxa de administração do fundo DI;
  • a taxa de custódia da corretora/banco, para compras no Tesouro Direto;
  • o percentual do DI para os CDBs pósfixados; e
  • o percentual do DI para as LCI/LCA.

1 insira neste campo a taxa de administração (% ao ano) do fundo de investimento;
2 insira neste campo a taxa do agente de custódia (% ao ano) utilizado nas operações do Tesouro Direto;
3 insira neste campo o percentual do DI que o CDB rende (ex: 85% do DI);
4 insira neste campo o percentual do DI que o LCI/LCA rende (ex: 75% do DI);

Com essas informações você pode obter uma estimativa do valor gerado pelo seu investimento inicial, já líquido do imposto de renda.

Lembro que tanto o CDB como as LCI e LCA são títulos de crédito emitido por bancos, ou seja, representam dívidas dos bancos com o investidor e, portanto, estão sujeitos ao risco de crédito da instituição financeira que os emite. Tais investimentos são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos - FGC, (em até R$ 250 mil por CPF). O FGC também cobre os depósitos em poupança. Já os fundos de investimentos e as aplicações no Tesouro Direto não contam com a cobertura do FGC.

Importante ressaltar que este este artigo é meramente informativo e não deve ser considerado como recomendação de investimento, nem deve servir como única base para tomada de decisões de investimento. Antes de efetuar seus investimentos.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A poupança é um bom investimento?

Depende. Como qualquer investimento, a poupança tem qualidades e defeitos, mas, em hipótese alguma, deve ser desprezada. Para quem não a conhece sua história, a poupança é uma das modalidades de investimento mais antigas existente no Brasil. Para se ter ideia de quão antiga é a poupança, a Caixa Econômica Federal já oferecia tal produto em 1861 (ainda no reinado de Dom Pedro II).

Para quem não sabe, a regra de remuneração da poupança foi alterada no dia 4 de maio de 2012. Os depósitos realizados até esta data rendem 0,50% ao mês (a.m.), acrescidos da variação da Taxa Referencial (TR). Para fins de informação, a poupança (regra velha) gerou uma rentabilidade média mensal em torno de 0,52% a.m. em 2013 (até julho).


A partir do dia 4 de maio de 2012, os depósitos realizados na poupança passam a obedecer a seguinte regra:
  • sempre que a taxa básica de juros (taxa Selic), estiver em 8,50% ao ano (a.a.) ou abaixo desse patamar, o rendimento da poupança é equivalente a 70% da taxa Selic acrescido da variação da TR;
  • quando a taxa Selic for superior a 8,50% a.a., vale a regra antiga de reajuste pela TR mais 0,5%.

Para facilitar a vida do leitor que queira estimar quanto irá render a poupança, criamos a Calculadora: Rentabilidade da Poupança. Para saber o valor exato da poupança, visite a página do Banco Central do Brasil.

Além da remuneração vista acima, a poupança conta com isenção total do imposto de renda (IR) sobre o ganho de capital, bem como isenção de recolhimento do Imposto Sobre Operações Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF). 

Outra vantagem da poupança é a sua simplicidade. Não existe valor mínimo de aplicação, tampouco valor máximo. Pode-se aplicar ou resgatar qualquer valor, sem limites. Por fim, não são cobradas taxas de administração e performance. No linguajar dos financistas, a poupança é um investimento bem simples, plain vanilla. 

Por outro lado, um dos pontos negativos da poupança reside no fato de os recursos nela aplicados serem capitalizados apenas mensalmente, ou seja, para obter o rendimento prometido é necessário aguardar trinta dias após cada depósito. Supondo, por exemplo, que você necessite resgatar os recursos aplicados na poupança há 29 dias, não receberá sequer R$ 0,01 acima do valor inicial. A capitalização dos recursos é feita para cada depósito, separadamente.

Existem investimentos similares à poupança. São os fundos de investimento Referenciados DI e o Certificado de Depósito Bancário – CDB, ambos com rentabilidade bruta próxima ou atrelada à variação do certificado de Depósito Interbancário – DI, que geralmente é um pouco inferior à taxa Selic.

Mas, ao contrário do que ocorre na poupança, tanto os rendimentos auferidos nos fundos de investimento referenciados DI, como os rendimentos obtidos em um CDB estão sujeitos ao recolhimento de IR, à alíquotas que variam de 22,50% a 15,00%.

Além disso, os fundos de investimento referenciados DI têm como custo a taxa de administração, recolhida em favor da instituição financeira que administra o fundo, que equivale a um percentual do valor investido. Já no CDB não é cobrada taxa de administração, mas, geralmente, sua rentabilidade sofre um deságio em relação à variação do DI (exemplo: rentabilidade de 90% da variação do DI). 

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Proteção do FGC sobe para R$ 250 mil

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem, 23 de maio de 2013, alterações do estatuto do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Para quem não sabe ou não se lembra, o FGC é uma espécie de seguro, que garante créditos contra instituições financeiras a ele associadas.


As duas principais mudanças introduzidas ontem foram: aumento de R$70 mil para R$250 mil, da garantia dos depósitos de um correntista e à inclusão das  Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) no rol dos ativos garantidos.

O FGC pode ser utilizado nas seguintes hipóteses:


a) intervenção, liquidação extrajudicial ou falência;
b) reconhecimento, pelo Banco Central do Brasil, do estado de insolvência; e
c) ocorrência de situações especiais, mediante acordo entre o BCB e o FGC.

A intervenção/liquidação dos bancos Cruzeiro do Sul, BVA, Prosper e Morada, só para citar os casos mais recentes, demonstra a importância do mecanismo de garantia do FGC. Os correntistas de tais instituições que possuíam, por exemplo, depósitos à vista ou CDB de tais instituições recuperaram seus recursos até o limite de R$ 70 mil.

Com as alterações de ontem, o FGC passa a garantir até R$ 250 mil, por pessoa física, no caso de intervenção ou liquidação da instituição financeira, nos seguintes produtos:

  1. depósitos à vista;
  2. depósitos de poupança;
  3. depósitos a prazo (tal como o CDB);
  4. depósitos em contas transitórias;
  5. letras de câmbio;
  6. letras imobiliárias (LI);
  7. letras hipotecárias (LH);
  8. letras de crédito imobiliário (LCI); e
  9. letras de crédito do agronegócio (LCA).
Cabe destacar que a garantia é por CPF e não por produto.

domingo, 26 de junho de 2011

Fundo DI x CDB x Poupança x Tesouro Direto

No último dia 8 de junho, o COPOM elevou a taxa Selic para 12,25% ao ano (equivalente a 0,97% ao mês). A Taxa Selic é a base da remuneração de investimentos populares, tais como o CDB posfixado, os fundos referenciados DI e as Letras Financeiras do Tesouro - LFT (negociadas através do Tesouro Direto). Como de costume, vamos atualizar nosso comparativo entre o rendimento de tais investimentos e o rendimento da poupança, que em junho ficou em 0,66% ao mês.

Apenas para relembrar, a poupança gera um rendimento fixo de 0,5% ao mês, acrescido da variação mensal da Taxa Referencial. Os rendimentos da poupança são isentos de Imposto de Renda (IR). Já os CDB posfixado, fundos DI e LFT tem sua rentabilidade atrelada à variação da taxa Selic. Tais investimentos estão sujeitos à tributação do IR.



As hipóteses de nossa comparação são:
  • variação da taxa Selic/DI: 0,97% a.m. (12,25% ao ano);
  • variação da poupança: 0,66% a.m. (8,21% a.a.);
  • os valores são apresentados líquidos de custos e impostos.
A grande novidade de nosso comparativo é que saem as tradicionais tabelas e entra uma nova calculadora (graças aos dotes computacionais de Gustavo Garcia). Nossa nova calculadora permite que você escolha, livremente:
  • o valor que deseja investir;
  • o período que se pretende investir (de 1 a 120 meses);
  • a taxa do agente de custódia do Tesouro Direto;
  • a rentabilidade do DI (já ajustado para a nova taxa Selic - 0,97 ao mês);
  • a taxa de administração do fundo de investimento;
  • a rentabilidade da poupança (já ajustado para 0,66%);
  • e o percentual do DI que o CDB posfixado rende.

Atenção: para visualizar a calculadora é necessário que o seu navegador esteja habilitado para ler vídeos e flash. Caso não esteja conseguindo visualizar a calculadora clique aqui para acessá-la

Lembre-se que o CDB é um título de crédito, ou seja, representa uma dívida do banco com o investidor e, portanto, está sujeito ao risco de crédito da instituição financeira que o emite. Tais investimentos são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos - FGC, em até R$ 70 mil.
Com a calculadora, é possível alterar as principais características da poupança, do fundo referenciado DI, do CDB posfixado e da LFT, permitindo que o nosso leitor escolha o melhor investimento.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

Calculadora preparada por Gustavo Cunha Garcia.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Fale Conosco: Tesouro Direto 2011 - parte 2

Sprechen mit mir, bitte!
Caros leitores,

A página Fale Conosco é feita para vocês. Temos o maior prazer em auxiliar nossos leitores com suas dúvidas, estudos de caso e outros assuntos relacionados ao mundo das finanças. Quando achamos que a dúvida pode ser estendida a outros leitores e, quando autorizados, publicamos nesse espaço.

Na última quinta-feira, publicamos um "Fale Conosco", com uma dúvida do leitor Rafael Pinheiro, do Rio de Janeiro/RJ:


O Amigo Rafael aproveitou para enviar outra mensagem, solicitando novas explicações do ABC do Dinheiro, que reproduzimos abaixo, junto com a resposta de nossos especialistas:




Bom dia, Flavio!

Obrigado pela resposta! Eu ja andei lendo alguns artigos e sites sobre o Tesouro Direto mas a explicação que voce me enviou esclareceu bastante. Estou pensando em investir um CDB (pós-fixado) por causa do aumento da taxa de juros Selic. Pelo o que entendi com o seu e-mail, o investimento pós-fixado é para tempo curto porque o cenário da economia pode mudar e não ser mais vantajoso.

Mas ainda estou com uma grande dúvida. Investir ou não no Tesouro Direto porque os 2 parecem ter um "rendimento" parecido e também tem o desconto do IR ( favor, me corriga se eu estiver enganado).

OBS1: Eu andei conversando com o gerente do meu banco e ele disse que a ordem dos investimentos que tem maior rendimento para o menor é( no cenário atual ): CDB, TESOURO DIRETO e POUPANÇA. Isso é verdade? Eu li em varios lugares que o tesouro direto tem melhores rendimentos.

Att
Rafael Pinheiro



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Caro Rafael,

Investir em um CDB pós-fixado e investir em uma Letra Financeira do Tesouro (LFT para os íntimos) é praticamente a mesma coisa. O CDB é corrigido pela variação do DI e a LFT evolui de acordo com a variação da taxa Selic. E você sabe qual é a diferença entre o DI e a Selic? Se souber me avisa, pois os dois andam de mãos dadas.

A tributação incidente sobre o ganhos com o CDB e com os títulos públicos é a mesma, ou seja, há cobrança de IOF para investimentos de prazo inferior a 30 dias, e de Imposto de Renda na fonte sobre os rendimentos, segundo as seguintes alíquotas:


  • 22,5% em aplicações com prazo de até 180 dias;
  • 20% em aplicações com prazo de 181 a 360 dias;
  • 17,5% em aplicações com prazo de 361 a 720 dias;
  • 15% em aplicações com prazo acima de 720 dias.


Entretanto, como diferenças, podemos destacar:

  • no CDB pós-fixado geralmente é dado um desconto na variação do DI. Logo, seu gerente deve lhe oferecer um CDB que rende 80% da variação do DI, ou 70% e por aí vai. Nesse caso, quanto mais recursos você tiver para investir, maior será o seu poder de barganha com o banco. Já no caso da LFT, não há descontos;
  • para operar o Tesouro Direto é necessário o pagamento de duas taxas: operacionais (pagas para a CBLC) e custódia (corretora ou banco). A primeira taxa é de 0,10% no ato da transação e 0,30% ao ano. A segunda taxa varia de corretora para corretora (existem algumas corretoras que não cobram nada).
  • lembre-se que adquirindo um CDB você está adquirindo junto o risco de crédito do banco. Ou seja, se o banco quebrar você fica a ver navios (lembre-se que o Fundo Garantidor de Créditos só garante até R$ 70 mil). Já adquirindo uma LFT, você estará adquirindo junto o risco de crédito do Tesouro Nacional. Não preciso nem explicar qual dos riscos é o maior.
  • as regras para resgate do CDB variam de banco para banco. Alguns bancos exigem que o dinheiro fique aplicado por um prazo mínimo, a partir do qual se obtém uma liquidez diária. Já no Tesouro Direto, é possível adquirir títulos públicos todos os dias, mas o Tesouro Nacional apenas recompra às quartas-feiras. Ou seja, para revender os títulos públicos é necessário esperar até as quartas-feiras.

Se você quer saber a minha escolha pessoal? Prefiro ficar com as LFT.

Quanto ao seu gerente de banco, lembre-se que ele recebe salários, comissões e cumpre metas estabelecidas pelo próprio banco. Logo, vender um CDB para eles é ótimo. Além disso, os recursos que você paga para adquirir um CDB vão diretamente para os cofres do banco. Já o Tesouro Direto...

Espero ter ajudado.

Abraços,

Flávio Girão Guimarães
ABC do Dinheiro

Fale Conosco: Tesouro Direto 2011 - parte 2

Sprechen mit mir, bitte!
Caros leitores,

A página Fale Conosco é feita para vocês. Temos o maior prazer em auxiliar nossos leitores com suas dúvidas, estudos de caso e outros assuntos relacionados ao mundo das finanças. Quando achamos que a dúvida pode ser estendida a outros leitores e, quando autorizados, publicamos nesse espaço.

Na última quinta-feira, publicamos um "Fale Conosco", com uma dúvida do leitor Rafael Pinheiro, do Rio de Janeiro/RJ:

http://www.abcdodinheiro.com.br/2011/02/fale-conosco-tesouro-direto-2011.html

O Amigo Rafael aproveitou para enviar outra mensagem, solicitando novas explicações do ABC do Dinheiro, que reproduzimos abaixo, junto com a resposta de nossos especialistas:



Bom dia, Flavio!

Obrigado pela resposta! Eu ja andei lendo alguns artigos e sites sobre o Tesouro Direto mas a explicação que voce me enviou esclareceu bastante. Estou pensando em investir um CDB (pós-fixado) por causa do aumento da taxa de juros Selic. Pelo o que entendi com o seu e-mail, o investimento pós-fixado é para tempo curto porque o cenário da economia pode mudar e não ser mais vantajoso.

Mas ainda estou com uma grande dúvida. Investir ou não no Tesouro Direto porque os 2 parecem ter um "rendimento" parecido e também tem o desconto do IR ( favor, me corriga se eu estiver enganado).

OBS1: Eu andei conversando com o gerente do meu banco e ele disse que a ordem dos investimentos que tem maior rendimento para o menor é( no cenário atual ): CDB, TESOURO DIRETO e POUPANÇA. Isso é verdade? Eu li em varios lugares que o tesouro direto tem melhores rendimentos.

Att
Rafael Pinheiro



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Caro Rafael,

Investir em um CDB pós-fixado e investir em uma Letra Financeira do Tesouro (LFT para os íntimos) é praticamente a mesma coisa. O CDB é corrigido pela variação do DI e a LFT evolui de acordo com a variação da taxa Selic. E você sabe qual é a diferença entre o DI e a Selic? Se souber me avisa, pois os dois andam de mãos dadas.

A tributação incidente sobre o ganhos com o CDB e com os títulos públicos é a mesma, ou seja, há cobrança de IOF para investimentos de prazo inferior a 30 dias, e de Imposto de Renda na fonte sobre os rendimentos, segundo as seguintes alíquotas:


  • 22,5% em aplicações com prazo de até 180 dias;
  • 20% em aplicações com prazo de 181 a 360 dias;
  • 17,5% em aplicações com prazo de 361 a 720 dias;
  • 15% em aplicações com prazo acima de 720 dias.

Entretanto, como diferenças, podemos destacar:

  • no CDB pós-fixado geralmente é dado um desconto na variação do DI. Logo, seu gerente deve lhe oferecer um CDB que rende 80% da variação do DI, ou 70% e por aí vai. Nesse caso, quanto mais recursos você tiver para investir, maior será o seu poder de barganha com o banco. Já no caso da LFT, não há descontos;
  • para operar o Tesouro Direto é necessário o pagamento de duas taxas: operacionais (pagas para a CBLC) e custódia (corretora ou banco). A primeira taxa é de 0,10% no ato da transação e 0,30% ao ano. A segunda taxa varia de corretora para corretora (existem algumas corretoras que não cobram nada).
  • lembre-se que adquirindo um CDB você está adquirindo junto o risco de crédito do banco. Ou seja, se o banco quebrar você fica a ver navios (lembre-se que o Fundo Garantidor de Créditos só garante até R$ 70 mil). Já adquirindo uma LFT, você estará adquirindo junto o risco de crédito do Tesouro Nacional. Não preciso nem explicar qual dos riscos é o maior.
  • as regras para resgate do CDB variam de banco para banco. Alguns bancos exigem que o dinheiro fique aplicado por um prazo mínimo, a partir do qual se obtém uma liquidez diária. Já no Tesouro Direto, é possível adquirir títulos públicos todos os dias, mas o Tesouro Nacional apenas recompra às quartas-feiras. Ou seja, para revender os títulos públicos é necessário esperar até as quartas-feiras.
Se você quer saber a minha escolha pessoal? Prefiro ficar com as LFT.

Quanto ao seu gerente de banco, lembre-se que ele recebe salários, comissões e cumpre metas estabelecidas pelo próprio banco. Logo, vender um CDB para eles é ótimo. Além disso, os recursos que você paga para adquirir um CDB vão diretamente para os cofres do banco. Já o Tesouro Direto...

Espero ter ajudado.

Abraços,

Flávio Girão Guimarães
ABC do Dinheiro

quarta-feira, 2 de março de 2011

Fundo DI X CDB X Poupança - março de 2011

Atualizado em 26/06/11
Aviso: a análise foi atualizada em 26/06/11, no artigo Fundo DI x CDB x Poupança x Tesouro Direto. Abaixo, apresentamos o texto original de março de 2011.
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 A inflação persistente, que já ameaça superar o teto da meta para 2011 (hoje em 6,5% ao ano) e o super aquecimento da economia brasileira induziram o COPOM a elevar novamente a taxa Selic em reunião realizada hoje. Junto com a alteração da Taxa Selic, entre outros, alteram-se a remuneração de alguns investimentos populares, tais como o CDB, o Fundo DI.

Portanto, vamos atualizar nosso comparativo, baseado na nova taxa Selic, que a partir de hoje está fixada em 11,75% ao ano. Além da alteração da Taxa Selic, outra novidade do nosso comparativo é o aumento do rendimento da poupança para algo em torno de 0,65% ao mês, devido à elevação da Taxa Referencial.

Apenas para relembrar, a poupança gera um rendimento fixo de 0,5% ao mês, acrescido da variação mensal da Taxa Referencial. Portanto, poderia ser comparado com modalidades de investimento que também geram rendimentos constantes (ou quase constantes). Entre os investimentos com tais características, utilizamos em nossa análise os Fundos DI e o CDB.

Sem delongas, vamos às hipóteses de nossa comparação:
  • variação do DI: 11,75% ao ano (a.a.) (0,93% a.m.); e
  • variação da poupança: 8,08% a.a. (0,65% a.m.).
Abaixo, apresentamos três tabelas, com o resultado de nossa simulação. Na primeira temos a rentabilidade dos fundos DI de curto prazo. A segunda tabela apresenta a rentabilidade simulada dos fundos DI de longo prazo, cuja única diferença para os fundos DI de curto prazo são as alíquotas de IR. Por fim, apresentaremos
a rentabilidade simulada de um CDB pósfixado (cuja rentabilidade é atrelada à variação do DI):


Logo, utilizando-se os resultados acima, mesmo com uma remuneração inferior à remuneração dos fundos DI, dependendo do prazo, a poupança pode ter rentabilidade superior à rentabilidade dos fundos DI cujas taxas de administração superiores a 2,00% a.a.

Quando comparada com os CDBs, a poupança gera ganhos maiores quando o deságio é superior a 20% (ou a rentabilidade do CDB é igual ou inferior a 80% da variação do DI). Entretanto, lembre-se que o CDB representa uma dívida do banco com o investidor e, portanto, está sujeito ao risco de crédito da instituição financeira que o emite para valores de investimento superiores a R$ 70 mil (valores inferiores a R$ 70 mil são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos - FGC)

Esta é a fotografia da situação atual, com a Selic variando 11,75% ao ano. Lembremo-nos que os rendimentos gerados pela poupança atualmente tem um piso (0,5% a. m.) e os rendimentos dos fundos DI e do CDB são atrelados à variação do DI que, grosso modo, seguem a variação da Selic. Logo, quanto maior for a variação da Selic, maior será a rentabilidade do fundo DI e do CDB. Ou seja, novas elevações da Selic irão melhorar o rendimento do CDB e do Fundo DI, sem entretanto alterar a remuneração da poupança.

Por outro lado, a elevação da TR nos últimos meses, por conta da elevação da inflação, elevou o rendimento da poupança para algo em torno de 0,65% ao mês! Isso explica a felicidade do porquinho da poupança que ilustra esse artigo. Entretanto, os prognósticos de mercado apontam que a alta da Selic de hoje não foi a última deste ciclo. Logo, a velha e boa poupança deve amargar a lanterninha do campeonato dos investimentos de renda fixa neste início de 2011. A conferir.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

Fundo DI X CDB X Poupança - março de 2011

Atualizado em 26/06/11
Aviso: a análise foi atualizada em 26/06/11, no artigo Fundo DI x CDB x Poupança x Tesouro Direto. Abaixo, apresentamos o texto original de março de 2011.
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 A inflação persistente, que já ameaça superar o teto da meta para 2011 (hoje em 6,5% ao ano) e o super aquecimento da economia brasileira induziram o COPOM a elevar novamente a taxa Selic em reunião realizada hoje. Junto com a alteração da Taxa Selic, entre outros, alteram-se a remuneração de alguns investimentos populares, tais como o CDB, o Fundo DI.

Portanto, vamos atualizar nosso comparativo, baseado na nova taxa Selic, que a partir de hoje está fixada em 11,75% ao ano. Além da alteração da Taxa Selic, outra novidade do nosso comparativo é o aumento do rendimento da poupança para algo em torno de 0,65% ao mês, devido à elevação da Taxa Referencial.

Apenas para relembrar, a poupança gera um rendimento fixo de 0,5% ao mês, acrescido da variação mensal da Taxa Referencial. Portanto, poderia ser comparado com modalidades de investimento que também geram rendimentos constantes (ou quase constantes). Entre os investimentos com tais características, utilizamos em nossa análise os Fundos DI e o CDB.

Sem delongas, vamos às hipóteses de nossa comparação:

  • variação do DI: 11,75% ao ano (a.a.) (0,93% a.m.); e
  • variação da poupança: 8,08% a.a. (0,65% a.m.).


Abaixo, apresentamos três tabelas, com o resultado de nossa simulação. Na primeira temos a rentabilidade dos fundos DI de curto prazo. A segunda tabela apresenta a rentabilidade simulada dos fundos DI de longo prazo, cuja única diferença para os fundos DI de curto prazo são as alíquotas de IR. Por fim, apresentaremos
a rentabilidade simulada de um CDB pósfixado (cuja rentabilidade é atrelada à variação do DI):



Logo, utilizando-se os resultados acima, mesmo com uma remuneração inferior à remuneração dos fundos DI, dependendo do prazo, a poupança pode ter rentabilidade superior à rentabilidade dos fundos DI cujas taxas de administração superiores a 2,00% a.a.

Quando comparada com os CDBs, a poupança gera ganhos maiores quando o deságio é superior a 20% (ou a rentabilidade do CDB é igual ou inferior a 80% da variação do DI). Entretanto, lembre-se que o CDB representa uma dívida do banco com o investidor e, portanto, está sujeito ao risco de crédito da instituição financeira que o emite para valores de investimento superiores a R$ 70 mil (valores inferiores a R$ 70 mil são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos - FGC)

Esta é a fotografia da situação atual, com a Selic variando 11,75% ao ano. Lembremo-nos que os rendimentos gerados pela poupança atualmente tem um piso (0,5% a. m.) e os rendimentos dos fundos DI e do CDB são atrelados à variação do DI que, grosso modo, seguem a variação da Selic. Logo, quanto maior for a variação da Selic, maior será a rentabilidade do fundo DI e do CDB. Ou seja, novas elevações da Selic irão melhorar o rendimento do CDB e do Fundo DI, sem entretanto alterar a remuneração da poupança.

Por outro lado, a elevação da TR nos últimos meses, por conta da elevação da inflação, elevou o rendimento da poupança para algo em torno de 0,65% ao mês! Isso explica a felicidade do porquinho da poupança que ilustra esse artigo. Entretanto, os prognósticos de mercado apontam que a alta da Selic de hoje não foi a última deste ciclo. Logo, a velha e boa poupança deve amargar a lanterninha do campeonato dos investimentos de renda fixa neste início de 2011. A conferir.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

Artigos relacionados:

A poupança é um bom investimento?

Fundo DI X CDB X Poupança - Fevereiro de 2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Fundo DI X CDB X Poupança - Fevereiro de 2011

Porquinho da poupança apreensivo!
Aviso: a análise foi atualizada em 26/06/11, no artigo Fundo DI x CDB x Poupança x Tesouro Direto. Abaixo, apresentamos o texto original de fevereiro de 2011.
 -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  - Junto com o lançamento do site ABC do Dinheiro, no dia 8 de janeiro de 2011, foi publicado o artigo “A poupança é um bom investimento?”. Naquela ocasião, além de apresentar o produto, sua origem e forma de funcionamento, fizemos uma comparação entre a poupança, os fundos DI e os CDBs. Entretanto, com a elevação da Taxa Selic, ocorrida no dia 19 de janeiro, nosso comparativo ficou obsoleto.

Portanto, vamos atualizar nosso comparativo, baseado na nova taxa Selic, que até o dia 2 de março, estará fixada em 11,25% ao mês.

No primeiro artigo sobre a poupança, esclarecemos que a poupança gera um rendimento fixo de 0,5% ao mês, acrescido da variação mensal da Taxa Referencial. Portanto, poderia ser comparado com modalidades de investimento que também geram rendimentos constantes (ou quase constantes). Entre os investimentos com tais características, utilizamos em nossa análise os fundos DI e o CDBs.

Sem delongas, vamos às hipóteses de nossa comparação:

  • variação do DI: 11,25% ao ano (a.a.) (0,85% a.m.); e
  • variação da poupança: 6,93% a.a. (0,56% a.m.).

Abaixo, apresentamos três tabelas, com o resultado de nossa simulação. Na primeira temos a rentabilidade dos fundos DI de curto prazo. A segunda tabela apresenta a rentabilidade simulada dos fundos DI de longo prazo, cuja única diferença para os fundos DI de curto prazo são as alíquotas de IR. Por fim, apresentaremos
 a rentabilidade simulada de um CDB pós (cuja rentabilidade é atrelada à variação do DI):


Logo, utilizando-se os resultados acima, mesmo com uma remuneração inferior à remuneração dos fundos DI, dependendo do prazo, a poupança pode ter rentabilidade superior à rentabilidade dos fundos DI cujas taxas de administração superiores a 2,50% a.a.

Quando comparada com os CDBs, a poupança gera ganhos maiores quando o deságio é superior a 25% (ou a rentabilidade do CDB é igual ou inferior a 75% da variação do DI). Entretanto, lembre-se que o CDB representa uma dívida do banco com o investidor e, portanto, está sujeito ao risco de crédito da instituição financeira que o emite.

Esta é a fotografia da situação atual, com a Selic variando 11,25% ao ano. Lembremo-nos que os rendimentos gerados pela poupança atualmente tem um piso (0,5% a. m.) e os rendimentos dos fundos DI e do CDB são atrelados à variação do DI que, grosso modo, seguem a variação da Selic. Logo, quanto maior for a variação da Selic, maior será a rentabilidade do fundo DI e do CDB.

Isso explica a apreensão do porquinho da poupança que ilustra esse artigo. Os prognósticos de mercado apontam que a alta da Selic do último dia 19 não foi a última deste ciclo. Logo, a velha e boa poupança deve amargar a lanterninha do campeonato dos investimentos de renda fixa neste início de 2011. A conferir.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

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A poupança é um bom investimento?

sábado, 8 de janeiro de 2011

A poupança é um bom investimento?

Aviso: a análise foi atualizada em 26/06/11, no artigo Fundo DI x CDB x Poupança x Tesouro Direto. Abaixo, apresentamos o texto original de janeiro de 2011.
 -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  Depende. Como qualquer investimento, a poupança tem qualidades e defeitos, mas, em hipótese alguma, deve ser desprezada. Para quem não a conhece sua história, a poupança é uma das modalidades de investimento mais antigas existente no Brasil. Para se ter idéia de quão antiga é a poupança, a Caixa Econômica Federal já oferecia tal produto em 1861 (ainda no reinado de Dom Pedro II). 

Para quem não sabe, a poupança rende 0,5% ao mês (a.m.), acrescidos da variação da Taxa Referencial (TR). Em 2010 a poupança gerou uma rentabilidade mensal em torno de 0,55% a.m. Além da renda garantida de 0,5% a.m., a poupança conta com isenção total do Imposto de Renda (IR) sobre o ganho de capital, bem como isenção de recolhimento do Imposto Sobre Operações Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF). 



Uma das vantagens da poupança é a sua simplicidade. Não existe valor mínimo de aplicação, tampouco valor máximo. Pode-se aplicar ou resgatar qualquer valor, sem limites. Por fim, não são cobradas taxas de administração e performance. No linguajar dos financistas, a poupança é um investimento simples, plain vanilla. 

Por outro lado, um dos pontos negativos da poupança reside no fato de os recursos nela aplicados serem capitalizados apenas mensalmente, ou seja, para obter o rendimento prometido é necessário aguardar trinta dias após cada aplicação. Supondo, por exemplo, que você necessite resgatar os recursos aplicados na poupança há 29 dias, não receberá sequer R$ 0,01 acima do valor inicial. A capitalização dos recursos é feita para cada aporte, separadamente. 

É possível comparar a poupança com investimentos similares? Atualmente, a poupança pode ser comparada com os fundos DI e o Certificado de Depósito Bancário – CDB, ambos com rentabilidade bruta próxima ou atrelada ao Certificado de Depósito Interbancário – DI (hoje maior que a rentabilidade da poupança). 

Porém, os fundos DI têm como custo a taxa de administração (que diga-se de passagem são das mais altas do mundo). Já no CDB não é cobrada taxa de administração, mas, geralmente, sua rentabilidade sofre um deságio em relação à variação do DI (exemplo: rentabilidade de 90% da variação do DI). 

Já que foi dito que é possível comparar tais investimentos, façamos a comparação. Para tanto, vamos utilizar o cenário atual (dezembro). Vamos às hipóteses: 

  • variação do DI: 10,75% ao ano (a.a.) (0,85% a.m.); e
  • variação da poupança: 6,93% a.a. (0,56% a.m.).


Abaixo, apresentamos três tabelas, com o resultado de nossa simulação. Na primeira temos a rentabilidade dos fundos DI de curto prazo. Depois, apresentamos a rentabilidade simulada dos fundos DI de longo prazo, cuja única diferença para os fundos DI de curto prazo são as alíquotas de IR. Por fim, apresentamos a rentabilidade simulada de um CDB pós (cuja rentabilidade é atrelada à variação do CDI):



Logo, utilizando-se o exemplos acima, mesmo com uma remuneração inferior à remuneração dos fundos DI, a poupança tem rentabilidade superior à rentabilidade dos fundos DI de curto prazo com taxas de administração superiores a 2,00% a.a., ou rentabilidade superior à dos fundos DI de longo prazo com taxas de administração superiores a 2,50% a.a..
Quando comparada com os CDBs, a poupança gera ganhos maiores quando o deságio é superior a 25% (ou a rentabilidade do CDB é igual ou inferior a 75% da variação do DI). Entretanto, lembre-se que o CDB representa uma dívida do banco com o investidor e, portanto, está sujeito ao risco de crédito da instituição que o emite.

Dado que os rendimentos gerados pela poupança atualmente tem um piso (0,5% a. m.) e os rendimentos dos fundos DI e do CDB são atrelados à variação do DI, quanto menor for a variação do DI, menor será a rentabilidade dos fundos DI e dos CDBs, o que pode favorecer ainda mais a poupança nesta comparação.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.