Mostrando postagens com marcador cartão de crédito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cartão de crédito. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Cartão de crédito: seu maior amigo e seu pior inimigo


Para quem está com as contas em dia e tem total controle sobre o próprio dinheiro, o cartão de crédito é uma excelente ferramenta para o gerenciamento e controle das finanças pessoais. Por outro lado, o cartão de crédito pode representar um risco altíssimo para quem está com as finanças combalidas ou para quem não tem controle sobre o dinheiro.


Vantagens do cartão de crédito


O cartão de crédito permite que você consuma imediatamente algo e só pague por esse consumo no vencimento da fatura do cartão, sem a cobrança de adicionais ou juros. Ou seja, num país acostumado com taxas de inflação altas e juros altíssimos, possuir um cartão de crédito que não cobra absolutamente nada pelo custo do dinheiro, entre a compra do produto/serviço e o pagamento da fatura, é um privilégio.

Alguns cartões de crédito também disponibilizam para seus clientes ferramentas para melhor controlar suas finanças, tais como a divisão das contas por emissor, por tipo de estabelecimento, por moeda etc. Além disso, os cartões de crédito costumam premiar seus clientes com mercadorias, pontos em programas de fidelidade, milhas em companhias aéreas etc.Ou seja, para quem tem a vida financeira controlada e sabe bem utilizar o cartão de crédito, parabéns!

Desvantagens do cartão de crédito


Por outro lado, as muitas facilidades, vantagens e as premiações dos cartões de crédito são como veneno para as pessoas consumistas e aqueles que não têm controle sobre suas próprias finanças. Utilizar o crédito rotativo do cartão de crédito é como veneno para as finanças pessoais, como demonstramos no artigo Cartão de crédito: crédito rotativo.

História do cartão de crédito


O cartão de crédito foi criado nos Estados Unidos em 1950, pelos fundadores do Diners Club, Ralph Schneider and Frank McNamara. A princípio, o cartão criado pela Diners Club era voltado ao pagamento do lazer e do entretenimento de seus abastados proprietários. Em setembro de 1958, o Bank of America lançou um cartão de crédito nos moldes dos cartões de crédito atuais, com ampla aceitação em diversos estabelecimentos comerciais.

De lá pra cá, o cartão de crédito se expandiu além das fronteiras dos Estados Unidos e hoje está presente em praticamente todo o mundo. Atualmente, a aceitação dos cartões de crédito é praticamente univesal e a emissão dos mesmos já é feita por bancos, lojas de departamento, cadeias de postos de combustível, redes de farmácias, entre outros.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Vale a pena utilizar a antecipação de Imposto de Renda - IR 2014?

Passado o fim do prazo para a entrega da declaração anual de Imposto de Renda (IR), os bancos começam a ofertar o serviço de antecipação de restituição do IR. A antecipação do IR deve ser tratada com cautela, pois trata-se de uma operação de crédito comum. Assim, a pergunta que vem é "vale a pena antecipar a minha restituição de IR?". A resposta é depende.


Dívida X Poupança

Vários são os fatores a serem avaliados antes de se contratar este tipo de serviço. Porém, adiantando uma resposta: para aqueles que não possuem dívidas ou que não precisem do dinheiro no curto prazo, não é vantajoso antecipar a restituição de IR, pois os juros cobrados pelos bancos, em torno de 1,99% ao mês, são maiores do que qualquer aplicação em renda fixa. Soma-se a isto, o fato da restituição de IR ser corrigida pela taxa Selic, atualmente em 11% ao ano o que é uma boa rentabilidade. Logo, ganha-se a taxa Selic, mas perde-se com os altos juros cobrados.

A Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) libera os lotes de restituição entre junho e dezembro de cada ano. Para ver os lotes de restituição do IRPF 2014, bem como o valor da correção de cada lote, leia o artigo Imposto de Renda: restituição 2014. Aqueles que decidiram por utilizar este tipo de serviço de antecipação de restituição, caso recebam nos primeiros lotes, pagarão um montante de juros menor do que aqueles que receberão nos últimos lotes. Isto acontece, pois os juros são cobrados com base mensal, pro-rata dia. Quanto mais tempo se fica com o empréstimo, mais juros se paga.

Quem deve utilizar?

Este tipo de empréstimo deve ser utilizado apenas em casos emergenciais ou quando tiver como destino o abatimento de dívidas que possuam taxas de juros maiores como, por exemplo, dívidas oriundas de cartão de crédito ou cheque especial. Nestes casos, a antecipação da restituição de IR deve ser encarada como uma boa alternativa para abatimento de dívidas.

Artigo escrito por Gustavo Garcia.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Dívidas: o que fazer para começar a sair delas?

No ano passado, o endividamento dos brasileiros atingiu o seu maior nível na história. As dívidas chegaram a mais de R$ 500 bilhões. Em média, o brasileiro tinha dívidas equivalentes a cinco vezes a sua renda mensal. A situação fica ainda mais grave quando se verifica que boa parte desta dívida está vinculada ao cartão de crédito e/ou cheque especial, que possuem juros “estratosféricos”.

As dívidas aparecem quando gastamos mais do que podemos. Os motivos de sua formação são variados e, em alguns casos, fogem ao planejamento. O problema surge quando criamos dívidas desnecessariamente, por pura falta de planejamento e controle. Quando fazemos isso, o juro composto começa a trabalhar contra, quando o ideal seria termos ele a nosso favor.

Não existe fórmula mágica para se livrar das dívidas, mas algumas atitudes podem ser tomadas para estancá-las e liquidá-las. O ponto de partida é fazer um levantamento do perfil da dívida. Saber o montante total da dívida, quais são os seus credores e quais são os juros que a oneram.

Feito este primeiro levantamento, devemos criar um ranking dos credores, levando em conta os juros cobrados, do maior para o menor, conforme exemplo abaixo:

Com este levantamento em mãos, o próximo passo é procurar os credores para renegociar suas dívidas. A renegociação de dívidas é uma prática comum e possui a vantagem de ser mais rápida e barata que as ações judiciais. Os credores estão dispostos a renegociarem suas dívidas, já que têm o interesse em receber este montante de volta. Para aumentar a probabilidade de se conseguir uma boa negociação, seja sincero e exponha a sua real situação.

Durante as negociações, é possível conseguir a redução dos juros, retirada das multas, honorários advocatícios, taxa de cobrança e/ou dilatação do prazo. As dívidas devem ser renegociadas e liquidadas com a priorização dada pelo ranking acima, começando pela dívida de maior juro.

Se houverem recursos investidos em alguma aplicação financeira, este é o momento certo para resgatá-los e cobrir a totalidade da dívida ou parte dela, já que não faz sentido algum ter um recurso parado rendendo juros muito inferiores aos juros que oneram suas dívidas. Assim, primeiro devemos pagar as dívidas para, depois de totalmente liquidadas, nos organizarmos para gerar poupança. Durante a renegociação, não se esqueça de pedir a retirada do seu nome do SERASA, SPC ou equivalente. Retirar o seu nome destes órgãos permite que você tenha acesso novamente a crédito mais “barato”, estratégia importante na caminhada para sair do vermelho.

Com a renegociação de suas dívidas, o próximo passo é a “troca” de dívidas. Assim, se você tiver algum bem que possa se desfazer para cobrir, pelo menos, as dívidas com maiores juros, não hesite. Por exemplo, no caso acima, se o sujeito tiver um carro quitado, pode se desfazer do mesmo para amortizar suas dívidas, financiando a compra de outro automóvel, caso seja imprescindível ter um automóvel. Essa é uma boa estratégia, já que os juros dos financiamentos de automóveis são menores que os juros das dívidas de empréstimos. Aproveitando a troca do seu automóvel, procure um automóvel que gere menos custos (calcule aqui o quanto custa seu carro).

Se as dívidas estiverem muito altas, ao ponto de serem quase impagáveis, é a hora de pensar em se desfazer de um bem de maior valor, como um imóvel. Venda o imóvel, quite suas dívidas e financie a compra de outro imóvel no prazo mais longo que conseguir, aos menores juros possíveis. Os juros dos financiamentos imobiliários costumam ser menores que os juros que oneram o saldo devedor de suas dívidas.

Se você não possui nenhum bem que possa se desfazer, troque os credores com maiores juros por credores com menores. No exemplo acima, o sujeito poderia verificar a possibilidade de se conseguir mais recursos no crédito consignado para poder amortizar as dívidas junto ao cartão de crédito e/ou cheque especial.

Junto à renegociação das dívidas e o começo de sua amortização têm que haver uma mudança de hábito, readequando seus gastos a sua renda, para que não sejam feitas novas dívidas, desnecessariamente. Pode chegar o momento em que não haverá mais nenhum ativo e restarão apenas os passivos. É a hora de cortar na própria carne, não tem como fugir disto.

Artigo escrito por Gustavo Garcia.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Como equilibrar suas contas?

O endividamento dos brasileiros atingiu seus níveis mais altos na história em 2011. Muitos já perderam o crédito e vivem adquirindo dívidas atrás de dívidas para honrarem outras dívidas, entrando em um desconfortável e perigoso circulo vicioso. Alguns se endividaram para cobrir gastos imprevistos, outros, infelizmente, se endividaram por pura falta de controle sobre suas finanças, gastando mais do que teriam capacidade de honrar. É importante ressaltar que não existe uma solução milagrosa e que algum sacrifício será necessário para se livrar desta situação desconfortável.

A primeira atitude a ser tomada é fazer um mapeamento do seu estilo de vida, fazendo um levantamento minucioso de suas contas, sua renda e despesas do dia-a-dia, inclusive as pequenas despesas. Três meses já seriam o suficiente para se ter uma idéia do seu perfil de consumo. Esta fase é chata e cansativa, principalmente por prever uma mudança de hábito, mas é uma fase importante no processo de equilíbrio de contas e deve ser feito em conjunto com o(a) cônjuge, quando for o caso. Estes levantamentos podem ser armazenados em uma planilha Excel, em um caderno de anotações ou em sistemas próprios para isso. É importante anotar tudo nesta fase. O controle sobre suas finanças permitirá que você tome decisões conscientes sobre o seu consumo, mantendo seu padrão de vida de maneira consciente, equilibrada e planejada.

A parte crucial do seu equilíbrio é a sua renda e seus rendimentos. Em última instância, são eles que determinam qual será o seu padrão de vida. As despesas mais os investimentos devem ser menores do que a sua renda. Isto parece trivial e lógico, mas poucos seguem esta regra. O hábito da poupança é fundamental na vida de qualquer pessoa, independentemente do nível de renda.

Após o mapeamento dos seus gastos e agrupá-los em Moradia, Alimentação, Transporte, Lazer etc, passaremos para o segundo passo que é a identificação dos gastos que podem sofrer cortes apenas com mudanças de hábitos, como:

1) restaurantes: passar a comer mais em casa e menos na rua, evitando os restaurantes caros;

2) academia: mudar para uma caminhada na rua ou comprar equipamentos para fazer ginástica em casa. Esta pode ser uma medida temporária até que as contas estejam equilibradas;

3) tv a cabo: talvez você possa mudar para um pacote mais barato e que possa satisfazer as suas necessidades ou mesmo cortar temporariamente a tv a cabo;

4) telefonia: criar hábitos de falar menos ao celular ou mudar para uma operadora com tarifas mais baixas ou para planos mais em conta. As vezes, apenas com uma mudança de plano já é possível diminuir os gastos. Em muitos casos pagamos por planos mais caros, que contemplam serviços que nunca utilizamos;

5) eletricidade: apagar as luzes, trocar chuveiros elétricos por outros, retirar os aparelhos da tomada;

Em suma, devemos identificar os desperdícios e evitá-los. A soma dos pequenos gastos faz toda a diferença.

Qual o problema de se contrair dívidas? O principal é que as dívidas diminuem o seu padrão de vida e, por consequência, o seu bem estar e o de sua família. Por exemplo, os altos juros pagos nas dívidas de cartão de crédito ou cheque especial é um recurso que estaria sendo destinado para outra finalidade, como uma viagem de férias, um novo automóvel, um fundo de previdência ou um novo apartamento. Gastos que aumentariam o seu bem estar e de sua família, mas que acabam indo para uma instituição financeira, enriquecendo terceiros.

Artigo escrito por Gustavo Garcia.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cartão de crédito: programas de recompensa

Para atrair novos consumidores, bem como para aumentar o uso dos cartões de crédito, muitas administradoras recorem aos chamados programas de recompensa. Nos planos de recompensa mais comuns, o valor da fatura é trocado por pontos e, tais pontos, são utilizado na troca por brindes, assinatura de revistas, eletrodomésticos e passagens aéreas. Parece algo muito bom, mas, por trás dessa aparente bondade, existem algumas pequenas armadilhas que devem analisadas.

A primeira armadilha é que esses programas de recompensa costumam vir acompanhados por uma expressiva elevação da anuidade e, tal aumento, por vezes não é compensado pelas eventuais recompensas que o usuário do cartão de crédito venha a resgatar.

Outra armadilha que pouca gente sabe é que boa parte das administradoras de cartão cobra uma tarifa para o resgate de prêmios. Isso mesmo, você não leu errado: para se resgatar um prêmio você paga uma tarifa!

Outra armadilha comum é que os tais pontos de recompensa geralmente tem validade para o resgate, obrigando o dono do cartão de crédito a resgatar prêmios não desejados. Há casos onde os donos dos cartões de crédito acabam gastando mais do que gastariam normalmente, apenas para acumular pontos suficientes para o resgate de um bom prêmio e isso é exatamente o que a administradora do cartão de crédito quer que você faça.

Gastar mais do que você gastaria normalmente, apenas para resgatar prêmios é uma atitude inaceitável para quem quer ter o controle de seus gastos.

E quando vale a pena adquirir um cartão com um plano de recompensas? A resposta é simples: calcule se os potenciais benefícios (prêmios, milhas aéreas etc) compensam os custos e tarifas, utilizando no seu cálculo seus gastos atuais com cartão de crédito. Nem mais, nem menos. Se a conta for positiva, vá em frente e adquira o cartão de crédito com programa de recompensa. Senão, mantenha o seu cartão atual. Certamente a conta será favorável poucas pessoas.
Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

Outros artigos do ABC do Dinheiro sobre cartão de crédito:


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Cartão de crédito: crédito rotativo

Não sabe brincar? Não desce pro play!
O maior erro que uma pessoa pode cometer em relação ao uso do cartão de crédito no Brasil é não pagar a conta integralmente. Financiar uma parte da conta do cartão de crédito, ou pagar o mínimo da fatura do cartão é um atestado de burrice financeira.

Entre todas as modalidades de crédito existentes no Brasil, seguramente o cartão de crédito está entre as mais caras (senão for a mais cara). Hoje, os juros de certos cartões de crédito ultrapassam 11% ao mês, ou algo em torno de 250% ao ano! Para se ter uma ideia do que 250% ao ano podem fazer com uma dívida, basta dizer que R$ 1.000,00 tornam-se magicamente R$ 3.498,45! Um verdadeiro milagre a multiplicação, só que para os bancos.

Pois bem, o que fazer para não utilizar o crédito rotativo do cartão de crédito? A resposta óbvia é não fazer uma dívida no cartão que você não tenha condições de pagar no mês seguinte. Mas, se isso acontecer, o que fazer?


Se você tiver algum investimento, resgate. Não cometa o erro que muita gente comete de financiar a fatura do cartão pagando 11% ao mês, ao invés de resgatar uma poupança ou um fundo de investimento que garante menos que 1% de rendimento mensal. É como imaginar você tentando atravessar um rio num barco a remo com um motor de popa virado no sentido contrário.

Se você não tiver qualquer aplicação ou reserva para emergências e, se a dívida do cartão não for exorbitante, vá ao banco e peça um empréstimo pessoal para cobrir o rombo, procurando sempre as linhas de crédito de menor custo, tal como o crédito consignado, até as linhas mais caras, como o Crédito Direto ao Consumidor (CDC).

Se a dívida do cartão for de grande monta, pense em alienar algum bem (carro, moto) ou, então, converse com o seu gerente e veja se é possível financiar seu carro (se ele for quitado) ou refinanciá-lo (caso ele seja financiado). As taxas de financiamento de veículos costumam ser menores que as taxas do crédito pessoal.

Meu último conselho é: se você corriqueiramente financia parte da fatura do cartão de crédito, faça um favor a si mesmo e reduza o limite do cartão, ou, no limite, cancele-o.


Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

Leia também:

Cartão de crédito: crédito rotativo

Não sabe brincar? Não desce pro play!
O maior erro que uma pessoa pode cometer em relação ao usodo cartão de crédito no Brasil é não pagar a conta integralmente. Financiar umaparte da conta do cartão de crédito, ou pagar o mínimo da fatura do cartão é umatestado de burrice financeira.

Entre todas as modalidades de crédito existentes no Brasil,seguramente o cartão de crédito está entre as mais caras (senão for a maiscara). Hoje, os juros de certos cartões de crédito ultrapassam 11% ao mês, oualgo em torno de 250% ao ano! Para se ter uma ideia do que 250% ao ano podemfazer com uma dívida, basta dizer que R$ 1.000,00 tornam-se magicamente R$ 3.498,45! Um verdadeiro milagre a multiplicação, só que para os bancos.

Pois bem, o que fazer para não utilizar o crédito rotativodo cartão de crédito? A resposta óbvia é não fazer uma dívida no cartão quevocê não tenha condições de pagar no mês seguinte. Mas, se isso acontecer, o quefazer?


Se você tiver algum investimento, resgate. Não cometa o erroque muita gente comete de financiar a fatura do cartão pagando 11% ao mês, aoinvés de resgatar uma poupança ou um fundo de investimento que garante menosque 1% de rendimento mensal. É como imaginar você tentando atravessar um rio numbarco a remo com um motor de popa virado no sentido contrário.

Se você não tiver qualquer aplicação ou reserva paraemergências e, se a dívida do cartão não for exorbitante, vá ao banco e peça umempréstimo pessoal para cobrir o rombo, procurando sempre as linhas de crédito de menor custo, talcomo o crédito consignado, até as linhas mais caras, como o Crédito Direto ao Consumidor(CDC).

Se a dívida do cartão for de grande monta, pense em alienaralgum bem (carro, moto) ou, então, converse com o seu gerente e veja se épossível financiar seu carro (se ele for quitado) ou refinanciá-lo (caso ele sejafinanciado). As taxas de financiamento de veículos costumam ser menores que astaxas do crédito pessoal.

Meu último conselho é: se você corriqueiramente financiaparte da fatura do cartão de crédito, faça um favor a si mesmo e reduza olimite do cartão, ou, no limite, cancele-o.


Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

Leia também:

Cartão de crédito: seu maior amigo e seu pior inimigo

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Cartão de crédito: seu maior amigo e seu pior inimigo

cartões de crédito
Para quem está com as contas em dia e tem total controle sobre o próprio dinheiro, o cartão de crédito é uma excelente ferramenta para o gerenciamento e controle das finanças pessoais. Por outro lado, o cartão de crédito pode representar um risco altíssimo para quem está com as finanças combalidas ou para quem não tem controle sobre o dinheiro.

O cartão de crédito permite que você consuma imediatamente algo e só pague por esse consumo no vencimento da fatura do cartão, sem a cobrança de adicionais ou juros. Ou seja, num país acostumado com taxas de inflação altas e juros altíssimos, possuir um cartão de crédito que não cobra absolutamente nada pelo custo do dinheiro, entre a compra do produto/serviço e o pagamento da fatura, é um privilégio.

Alguns cartões de crédito também disponibilizam para seus clientes ferramentas para melhor controlar suas finanças, tais como a divisão das contas por emissor, por tipo de estabelecimento, por moeda etc. Além disso, os cartões de crédito costumam premiar seus clientes com mercadorias, pontos em programas de companhias aéreas etc.Ou seja, para quem tem a vida financeira controlada e sabe bem utilizar o cartão de crédito, parabéns!

Por outro lado, as muitas facilidades, vantagens e as premiações dos cartões de crédito são como veneno para as pessoas consumistas e aqueles que não têm controle sobre suas próprias finanças. Para essas pessoas, o ABC do Dinheiro preparou uma série de artigos que serão lançados nas próximas semanas, visando ajudar nossos leitores na utilização "saudável" do cartão de crédito.

Um pouco de história

O cartão de crédito foi criado nos Estados Unidos em 1950, pelos fundadores do Diners Club, Ralph Schneider and Frank McNamara. A princípio, o cartão criado pela Diners Club era voltado ao pagamento do lazer e do entretenimento de seus abastados proprietários. Em setembro de 1958, o Bank of America lançou um cartão de crédito nos moldes dos cartões de crédito atuais, com ampla aceitação em diversos estabelecimentos comerciais.

De lá pra cá, o cartão de crédito se expandiu além das fronteiras dos Estados Unidos e hoje está presente em praticamente todo o mundo. Atualmente, a aceitação dos cartões de crédito é praticamente uniserval e a emissão dos mesmos já é feita por bancos, lojas de departamento, cadeias de postos de combustível, redes de farmácias, entre outros.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

Leia também:

Cartão de crédito: seu maior amigo e seu pior inimigo

cartões de crédito
Para quem está com as contas em dia e tem total controle sobre o próprio dinheiro, o cartão de crédito é uma excelente ferramenta para o gerenciamento e controle das finanças pessoais. Por outro lado, o cartão de crédito pode representar um risco altíssimo para quem está com as finanças combalidas ou para quem não tem controle sobre o dinheiro.

O cartão de crédito permite que você consuma imediatamente algo e só pague por esse consumo no vencimento da fatura do cartão, sem a cobrança de adicionais ou juros. Ou seja, num país acostumado com taxas de inflação altas e juros altíssimos, possuir um cartão de crédito que não cobra absolutamente nada pelo custo do dinheiro, entre a compra do produto/serviço e o pagamento da fatura, é um privilégio.

Alguns cartões de crédito também disponibilizam para seus clientes ferramentas para melhor controlar suas finanças, tais como a divisão das contas por emissor, por tipo de estabelecimento, por moeda etc. Além disso, os cartões de crédito costumam premiar seus clientes com mercadorias, pontos em programas de companhias aéreas etc.Ou seja, para quem tem a vida financeira controlada e sabe bem utilizar o cartão de crédito, parabéns!


Por outro lado, as muitas facilidades, vantagens e as premiações dos cartões de crédito são como veneno para as pessoas consumistas e aqueles que não têm controle sobre suas próprias finanças. Para essas pessoas, o ABC do Dinheiro preparou uma série de artigos que serão lançados nas próximas semanas, visando ajudar nossos leitores na utilização "saudável" do cartão de crédito.

Um pouco de história

O cartão de crédito foi criado nos Estados Unidos em 1950, pelos fundadores do Diners Club, Ralph Schneider and Frank McNamara. A princípio, o cartão criado pela Diners Club era voltado ao pagamento do lazer e do entretenimento de seus abastados proprietários. Em setembro de 1958, o Bank of America lançou um cartão de crédito nos moldes dos cartões de crédito atuais, com ampla aceitação em diversos estabelecimentos comerciais.

De lá pra cá, o cartão de crédito se expandiu além das fronteiras dos Estados Unidos e hoje está presente em praticamente todo o mundo. Atualmente, a aceitação dos cartões de crédito é praticamente uniserval e a emissão dos mesmos já é feita por bancos, lojas de departamento, cadeias de postos de combustível, redes de farmácias, entre outros.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

Leia também:

Cartão de crédito: crédito rotativo

segunda-feira, 7 de março de 2011

Dívidas: o que fazer para começar a sair delas?

No ano passado, o endividamento dos brasileiros atingiu o seu maior nível na história. As dívidas chegaram a mais de R$ 500 bilhões. Em média, o brasileiro tinha dívidas equivalentes a cinco vezes a sua renda mensal. A situação fica ainda mais grave quando se verifica que boa parte desta dívida está vinculada ao cartão de crédito e/ou cheque especial, que possuem juros “estratosféricos”.

As dívidas aparecem quando gastamos mais do que podemos. Os motivos de sua formação são variados e, em alguns casos, fogem ao planejamento. O problema surge quando criamos dívidas desnecessariamente, por pura falta de planejamento e controle. Quando fazemos isso, o juro composto começa a trabalhar contra, quando o ideal seria termos ele a nosso favor.

Não existe fórmula mágica para se livrar das dívidas, mas algumas atitudes podem ser tomadas para estancá-las e liquidá-las. O ponto de partida é fazer um levantamento do perfil da dívida. Saber o montante total da dívida, quais são os seus credores e quais são os juros que a oneram.

Feito este primeiro levantamento, devemos criar um ranking dos credores, levando em conta os juros cobrados, do maior para o menor, conforme exemplo abaixo:


Com este levantamento em mãos, o próximo passo é procurar os credores para renegociar suas dívidas. A renegociação de dívidas é uma prática comum e possui a vantagem de ser mais rápida e barata que as ações judiciais. Os credores estão dispostos a renegociarem suas dívidas, já que têm o interesse em receber este montante de volta. Para aumentar a probabilidade de se conseguir uma boa negociação, seja sincero e exponha a sua real situação.

Durante as negociações, é possível conseguir a redução dos juros, retirada das multas, honorários advocatícios, taxa de cobrança e/ou dilatação do prazo. As dívidas devem ser renegociadas e liquidadas com a priorização dada pelo ranking acima, começando pela dívida de maior juro.

Se houverem recursos investidos em alguma aplicação financeira, este é o momento certo para resgatá-los e cobrir a totalidade da dívida ou parte dela, já que não faz sentido algum ter um recurso parado rendendo juros muito inferiores aos juros que oneram suas dívidas. Assim, primeiro devemos pagar as dívidas para, depois de totalmente liquidadas, nos organizarmos para gerar poupança. Durante a renegociação, não se esqueça de pedir a retirada do seu nome do SERASA, SPC ou equivalente. Retirar o seu nome destes órgãos permite que você tenha acesso novamente a crédito mais “barato”, estratégia importante na caminhada para sair do vermelho.

Com a renegociação de suas dívidas, o próximo passo é a “troca” de dívidas. Assim, se você tiver algum bem que possa se desfazer para cobrir, pelo menos, as dívidas com maiores juros, não hesite. Por exemplo, no caso acima, se o sujeito tiver um carro quitado, pode se desfazer do mesmo para amortizar suas dívidas, financiando a compra de outro automóvel, caso seja imprescindível ter um automóvel. Essa é uma boa estratégia, já que os juros dos financiamentos de automóveis são menores que os juros das dívidas de empréstimos. Aproveitando a troca do seu automóvel, procure um automóvel que gere menos custos (calcule aqui o quanto custa seu carro).

Se as dívidas estiverem muito altas, ao ponto de serem quase impagáveis, é a hora de pensar em se desfazer de um bem de maior valor, como um imóvel. Venda o imóvel, quite suas dívidas e financie a compra de outro imóvel no prazo mais longo que conseguir, aos menores juros possíveis. Os juros dos financiamentos imobiliários costumam ser menores que os juros que oneram o saldo devedor de suas dívidas.

Se você não possui nenhum bem que possa se desfazer, troque os credores com maiores juros por credores com menores. No exemplo acima, o sujeito poderia verificar a possibilidade de se conseguir mais recursos no crédito consignado para poder amortizar as dívidas junto ao cartão de crédito e/ou cheque especial.

Junto à renegociação das dívidas e o começo de sua amortização têm que haver uma mudança de hábito, readequando seus gastos a sua renda, para que não sejam feitas novas dívidas, desnecessariamente. Pode chegar o momento em que não haverá mais nenhum ativo e restarão apenas os passivos. É a hora de cortar na própria carne, não tem como fugir disto.

Artigo escrito por Gustavo Garcia

Veja também:

Fundo DI x CDB x Poupança - março 2011
Nossas calculadoras: quanto custa seu carro e reajuste de aluguel
FUNCINE: o melhor investimento em 2011?

Em breve teremos o lançamento do Ranking dos melhores fundos de investimento do país, aguardem!