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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O Home broker das pequenas corretoras é seguro ou não? Eis a questão!

Com frequência os pequenos investidores têm o receio de operar através de home brokers de pequenas corretoras. O principal temor é o de uma eventual perda dos recursos aplicados através de uma eventual "quebra" das mesmas. Na maioria dos casos, a escolha de home brokers de grandes instituições, teoricamente mais sólidas, é feita as custas de altas taxas de corretagem e/ou custódia, que podem inviabilizar boa parte de suas operações.

Afinal, é seguro colocar seus recursos em uma pequena corretora?


A resposta é SIM. Primeiramente é importante ressaltar que as ações e derivativos adquiridos são sempre registrados em nome do investidor, e não no nome da corretora. A corretora é meramente um intermediário. Além disso, a BMF&BOVESPA, através da BSM (Bovespa Supervisão de Mercado), disponibiliza aos participantes dos mercados de ações, mercadorias e derivativos o Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (MRP). Através do MRP, são assegurados ressarcimentos de prejuízos decorrentes de:

  • inexecução de ordens ou execução errônea;
  • uso inadequado de numerário e de valores mobiliários ou outros ativos, inclusive em relação a operações de financiamento ou de empréstimo de valores mobiliários;
  • entrega ao investidor de valores mobiliários ou outros ativos ilegítimos ou de circulação restrita;
  • inautenticidade de endosso em valores mobiliários ou outros ativos, ou ilegitimidade de procuração ou documento necessário à sua transferência; e
  • encerramento das atividades.

O valor assegurado é de até R$ 70 mil. Para isso a corretora deve ser autorizada pela BMF&BOVESPA. Para mais informações sobre o MRP, clique aqui. Com segurança para operar com as pequenas corretoras, podemos economizar preciosos recursos.

Em uma consulta rápida aos sites das corretoras brasileiras encontraremos custos de corretagem que variam de R$ 20,00 por operação, para corretoras ligadas a grandes instituições financeiras, até R$ 2,90 por operação em pequenas corretoras (geralmente não ligadas a instituições financeiras). Pode parecer pouco, especialmente para quem opera grandes quantias. Mas, a corretagem pode influenciar e muito suas operações.

Lembre-se que para realizar um investimento mercado de ações, mercadorias e derivativos são necessárias duas operações: uma compra e uma venda (ou vice-versa). Ou seja, uma corretagem de R$ 20,00 por operação implica em um custo total de R$ 40, somente com corretagem. Caso você opte por uma corretora menor, seu custo total será de apenas R$ 5,80.

Para quem opera uma quantia de R$ 4 mil por operação, pagar R$ 40 em corretagem significa um custo de 1%. Ou seja, para se obter algum ganho com a operação, é necessário que suas ações, mercadorias ou derivativos gerem um ganho de pelo menos 1% apenas e tão somente para cobrir os custos de corretagem. Ao pagar R$ 5,80, o custo com corretagem cai para 0,15%, ou seja, qualquer variação superior a 0,15% gera ganhos para o investidor. Uma baita diferença!

O custo de corretagem não é o único fator a ser levado em conta no momento da escolha de uma corretora, porém não pode e nem deve ser desprezado.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Quais são as principais categorias de Fundos de Investimento Imobiliário - FII? – Série FII - Parte III

O foco da nossa série de artigos sobre os Fundos de Investimento Imobiliário - FII, até o presente momento, foram os FII especializados em Renda de Aluguel. Os FII de Renda de Aluguel têm como política de investimento a compra de um imóvel, ou vários imóveis, visando como fonte de renda os aluguéis provenientes deste(s) imóvel(eis). Eles foram e continuarão a ser o nosso foco daqui para frente, pois se trata da categoria de FII mais popular e difundida no Brasil. Assim, quando falarmos em FII daqui para frente, estaremos nos referindo aos FII de renda de aluguel.

Existem, ainda, outras duas modalidades de FII disponíveis no mercado Brasileiro. A saber: Fundos de Desenvolvimento Imobiliário e Fundos de Investimento em Títulos Imobiliários.

Os Fundos de Desenvolvimento Imobiliários ou de Incorporação Imobiliária têm como foco destinar seus recursos para projetos de incorporação imobiliária. Alguns fundos participam de todas as etapas do projeto, desde a aquisição do terreno, passando pelas aprovações do projeto, pelos órgãos responsáveis, até a entrega das unidades, após a conclusão da obra.

Estes fundos são os mais arriscados, pois, estão expostos a diferentes tipos de risco, tais como: problemas com a obra, obtenção de licenças de instalação e ambiental, habite-se etc. Tais entraves burocráticos, envolvidos neste tipo de empreendimento, podem colocar em risco o capital investido. Assim, como são mais arriscados, os Fundos de Desenvolvimento Imobiliário tem os maiores potenciais de retorno. Dada a sua natureza, este tipo de Fundo possui investimento inicial mínimo elevado, não sendo muito acessível aos pequenos investidores.

Por último, temos os Fundos de Investimento em Títulos Imobiliários, que são fundos que visam a aquisição de títulos com lastro imobiliário, ou seja, títulos de crédito que possuem como garantia imóveis. Os principais riscos destes fundos são: risco de crédito do emissor do título e a qualidade dos imóveis dados em garantia. Assim, os bancos que concedem financiamento de imóveis podem, através de companhias securitizadoras, transformar tais recebíveis em títulos de crédito negociáveis, conhecidos como CRI (Certificado de Recebível Imobiliário), para um Fundo de Investimento em Títulos Imobiliários. Durante a crise de 2008, este tipo de fundo sofreu muito, principalmente com os subprimes do mercado norte-americano.

Tendo em vista as diferentes categorias de FII, temos que ser cautelosos ao criarmos qualquer tipo de comparação entre eles. Devemos ter em mente que cada um deles está exposto a diferentes tipos de riscos, de diferentes naturezas. O foco de nossa série de artigos sobre os FII, como dissemos anteriormente, será o Fundo de Renda de Aluguel, pois, são os mais acessíveis e difundidos do nosso mercado. Portanto, sempre que nos referirmos a FII, saibam que estaremos nos referindo aos Fundos de Renda de Aluguel. Nos próximos artigos, falaremos mais a respeito das principais vantagens destes fundos em comparação a compra de imóveis para aluguel, dentre elas, a liquidez.