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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Cartão de crédito: seu maior amigo e seu pior inimigo


Para quem está com as contas em dia e tem total controle sobre o próprio dinheiro, o cartão de crédito é uma excelente ferramenta para o gerenciamento e controle das finanças pessoais. Por outro lado, o cartão de crédito pode representar um risco altíssimo para quem está com as finanças combalidas ou para quem não tem controle sobre o dinheiro.


Vantagens do cartão de crédito


O cartão de crédito permite que você consuma imediatamente algo e só pague por esse consumo no vencimento da fatura do cartão, sem a cobrança de adicionais ou juros. Ou seja, num país acostumado com taxas de inflação altas e juros altíssimos, possuir um cartão de crédito que não cobra absolutamente nada pelo custo do dinheiro, entre a compra do produto/serviço e o pagamento da fatura, é um privilégio.

Alguns cartões de crédito também disponibilizam para seus clientes ferramentas para melhor controlar suas finanças, tais como a divisão das contas por emissor, por tipo de estabelecimento, por moeda etc. Além disso, os cartões de crédito costumam premiar seus clientes com mercadorias, pontos em programas de fidelidade, milhas em companhias aéreas etc.Ou seja, para quem tem a vida financeira controlada e sabe bem utilizar o cartão de crédito, parabéns!

Desvantagens do cartão de crédito


Por outro lado, as muitas facilidades, vantagens e as premiações dos cartões de crédito são como veneno para as pessoas consumistas e aqueles que não têm controle sobre suas próprias finanças. Utilizar o crédito rotativo do cartão de crédito é como veneno para as finanças pessoais, como demonstramos no artigo Cartão de crédito: crédito rotativo.

História do cartão de crédito


O cartão de crédito foi criado nos Estados Unidos em 1950, pelos fundadores do Diners Club, Ralph Schneider and Frank McNamara. A princípio, o cartão criado pela Diners Club era voltado ao pagamento do lazer e do entretenimento de seus abastados proprietários. Em setembro de 1958, o Bank of America lançou um cartão de crédito nos moldes dos cartões de crédito atuais, com ampla aceitação em diversos estabelecimentos comerciais.

De lá pra cá, o cartão de crédito se expandiu além das fronteiras dos Estados Unidos e hoje está presente em praticamente todo o mundo. Atualmente, a aceitação dos cartões de crédito é praticamente univesal e a emissão dos mesmos já é feita por bancos, lojas de departamento, cadeias de postos de combustível, redes de farmácias, entre outros.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Vale a pena utilizar a antecipação de Imposto de Renda - IR 2014?

Passado o fim do prazo para a entrega da declaração anual de Imposto de Renda (IR), os bancos começam a ofertar o serviço de antecipação de restituição do IR. A antecipação do IR deve ser tratada com cautela, pois trata-se de uma operação de crédito comum. Assim, a pergunta que vem é "vale a pena antecipar a minha restituição de IR?". A resposta é depende.


Dívida X Poupança

Vários são os fatores a serem avaliados antes de se contratar este tipo de serviço. Porém, adiantando uma resposta: para aqueles que não possuem dívidas ou que não precisem do dinheiro no curto prazo, não é vantajoso antecipar a restituição de IR, pois os juros cobrados pelos bancos, em torno de 1,99% ao mês, são maiores do que qualquer aplicação em renda fixa. Soma-se a isto, o fato da restituição de IR ser corrigida pela taxa Selic, atualmente em 11% ao ano o que é uma boa rentabilidade. Logo, ganha-se a taxa Selic, mas perde-se com os altos juros cobrados.

A Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) libera os lotes de restituição entre junho e dezembro de cada ano. Para ver os lotes de restituição do IRPF 2014, bem como o valor da correção de cada lote, leia o artigo Imposto de Renda: restituição 2014. Aqueles que decidiram por utilizar este tipo de serviço de antecipação de restituição, caso recebam nos primeiros lotes, pagarão um montante de juros menor do que aqueles que receberão nos últimos lotes. Isto acontece, pois os juros são cobrados com base mensal, pro-rata dia. Quanto mais tempo se fica com o empréstimo, mais juros se paga.

Quem deve utilizar?

Este tipo de empréstimo deve ser utilizado apenas em casos emergenciais ou quando tiver como destino o abatimento de dívidas que possuam taxas de juros maiores como, por exemplo, dívidas oriundas de cartão de crédito ou cheque especial. Nestes casos, a antecipação da restituição de IR deve ser encarada como uma boa alternativa para abatimento de dívidas.

Artigo escrito por Gustavo Garcia.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

App Celular - É fácil atualizar valores com a Calculadora do Cidadão!

No post sobre o aplicativo Buscapé (leia aqui) falamos sobre os três principais temas do Planejamento Financeiro: (i) quanto ganhamos? (ii) quanto gastamos? (iii) o que fazemos com a diferença entre ganhos e gastos?

No aplicativo que apresentamos neste artigo, a Calculadora do Cidadão, construído pelo Banco Central do Brasil, existem várias ferramentas para ajudar, em especial o planejamento do item (iii) da lista acima.

Calculadora do Cidadão na App Store - aqui.
Buscapé no Google Play - aqui.

Utilizando as diversas funcionalidades que estão disponíveis nesse aplicativo é possível simular o impacto de saldos positivos (aplicações) e negativos (dívidas/financiamentos) em função do tempo e da taxa de juros utilizada, lembrando que, normalmente, as taxas aplicadas aos saldos negativos (dívidas) são muito superiores às aplicadas nos saldos positivos (investimentos), o que nos faz indicar o pagamento de dívidas como o melhor investimento na maioria das vezes.

As funcionalidades que estão disponíveis na Calculadora do Cidadão, são:
  1. Aplicação: calcula de forma simples e rápida quanto você terá no futuro, a partir do período e taxa de juros estabelecidos, caso aplique um determinado valor mensalmente. Vale para saber quanto devemos aplicar para atingir nossos objetivos ou, por outro lado, verificar quanto conseguiremos com o que conseguimos poupar;
  2. Financiamento: calcula qual é a prestação (valor fixo) para financiar um determinado valor, considerando um período e taxa de juros definido. Muito útil para checar o valor da prestação que os vendedores nos apresentam na hora de financiar aquisição de um bem. Com alguma frequência a prestação apresentada pelos vendedores ficam maior por conta de custos para abertura do financiamento. Vale a pena brigar!;
  3. Valor Futuro: calcula o valor futuro de um montante, considerndo um período e taxa de juros definidos. Para investimentos de longo prazo o ideal é utilizar uma taxa real (taxa descontada da inflação projetada) para garantir o valor do dinheiro no tempo, uma vez que R$ 1 milhão em 2030 não compará as mesmas coisas que hoje;
  4. Correção de Valores: corrige um determinado valor no período escolhido podendo utilizar diversos índices (inflação, poupança, CDI, ...). Dessa forma, fica fácil calcular o reajuste do seu aluguel ou a correção pela poupança do empréstimo que você fez para o seu cunhado (rsrs);
  5. Cartão de Crédito: calcula quanto tempo será necessário para pagar o seu cartão, se precisar financiar sua fatura, levando em consideração sua disponibilidade e o custo efetivo total (CET) do seu cartão de crédito. A calculadora apresenta ainda alternativas mais baratas como os empréstimos pessoais e os consignados. É muito interessante para demonstrar o tamanho do problema de financiar o consumo com taxas tão elevadas como as dos cartões de crédito;
Comece já a utilizar essa calculadora e compartilhe conosco e os demais leitores sua experiência comentando no nosso site (logo abaixo).

Busque sempre economizar para o futuro e, se precisar de financiamento, busque sempre o mais barato, pois seu dinheiro, adquirido duramente, deve ser tratado com respeito, pois ele não aceita desaforo!

Artigo escrito por Pedro Borges, CFP.

Outros artigos da série de aplicativos para celulares, tablets e computadores:

App Celular - É fácil atualizar valores com a Calculadora do Cidadão!

No post sobre o aplicativo Buscapé (leia aqui) falamos sobre os três principais temas do Planejamento Financeiro: (i) quanto ganhamos? (ii) quanto gastamos? (iii) o que fazemos com a diferença entre ganhos e gastos?

No aplicativo que apresentamos neste artigo, a Calculadora do Cidadão, construído pelo Banco Central do Brasil, existem várias ferramentas para ajudar, em especial o planejamento do item (iii) da lista acima.

Calculadora do Cidadão na App Store - aqui.
Buscapé no Google Play - aqui.

Utilizando as diversas funcionalidades que estão disponíveis nesse aplicativo é possível simular o impacto de saldos positivos (aplicações) e negativos (dívidas/financiamentos) em função do tempo e da taxa de juros utilizada, lembrando que, normalmente, as taxas aplicadas aos saldos negativos (dívidas) são muito superiores às aplicadas nos saldos positivos (investimentos), o que nos faz indicar o pagamento de dívidas como o melhor investimento na maioria das vezes.

As funcionalidades que estão disponíveis na Calculadora do Cidadão, são:
  1. Aplicação: calcula de forma simples e rápida quanto você terá no futuro, a partir do período e taxa de juros estabelecidos, caso aplique um determinado valor mensalmente. Vale para saber quanto devemos aplicar para atingir nossos objetivos ou, por outro lado, verificar quanto conseguiremos com o que conseguimos poupar;
  2. Financiamento: calcula qual é a prestação (valor fixo) para financiar um determinado valor, considerando um período e taxa de juros definido. Muito útil para checar o valor da prestação que os vendedores nos apresentam na hora de financiar aquisição de um bem. Com alguma frequência a prestação apresentada pelos vendedores ficam maior por conta de custos para abertura do financiamento. Vale a pena brigar!;
  3. Valor Futuro: calcula o valor futuro de um montante, considerndo um período e taxa de juros definidos. Para investimentos de longo prazo o ideal é utilizar uma taxa real (taxa descontada da inflação projetada) para garantir o valor do dinheiro no tempo, uma vez que R$ 1 milhão em 2030 não compará as mesmas coisas que hoje;
  4. Correção de Valores: corrige um determinado valor no período escolhido podendo utilizar diversos índices (inflação, poupança, CDI, ...). Dessa forma, fica fácil calcular o reajuste do seu aluguel ou a correção pela poupança do empréstimo que você fez para o seu cunhado (rsrs);
  5. Cartão de Crédito: calcula quanto tempo será necessário para pagar o seu cartão, se precisar financiar sua fatura, levando em consideração sua disponibilidade e o custo efetivo total (CET) do seu cartão de crédito. A calculadora apresenta ainda alternativas mais baratas como os empréstimos pessoais e os consignados. É muito interessante para demonstrar o tamanho do problema de financiar o consumo com taxas tão elevadas como as dos cartões de crédito;
Comece já a utilizar essa calculadora e compartilhe conosco e os demais leitores sua experiência comentando no nosso site (logo abaixo).

Busque sempre economizar para o futuro e, se precisar de financiamento, busque sempre o mais barato, pois seu dinheiro, adquirido duramente, deve ser tratado com respeito, pois ele não aceita desaforo!

Artigo escrito por Pedro Borges, CFP.

Outros artigos da série de aplicativos para celulares, tablets e computadores:

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Dívidas: o que fazer para começar a sair delas?

No ano passado, o endividamento dos brasileiros atingiu o seu maior nível na história. As dívidas chegaram a mais de R$ 500 bilhões. Em média, o brasileiro tinha dívidas equivalentes a cinco vezes a sua renda mensal. A situação fica ainda mais grave quando se verifica que boa parte desta dívida está vinculada ao cartão de crédito e/ou cheque especial, que possuem juros “estratosféricos”.

As dívidas aparecem quando gastamos mais do que podemos. Os motivos de sua formação são variados e, em alguns casos, fogem ao planejamento. O problema surge quando criamos dívidas desnecessariamente, por pura falta de planejamento e controle. Quando fazemos isso, o juro composto começa a trabalhar contra, quando o ideal seria termos ele a nosso favor.

Não existe fórmula mágica para se livrar das dívidas, mas algumas atitudes podem ser tomadas para estancá-las e liquidá-las. O ponto de partida é fazer um levantamento do perfil da dívida. Saber o montante total da dívida, quais são os seus credores e quais são os juros que a oneram.

Feito este primeiro levantamento, devemos criar um ranking dos credores, levando em conta os juros cobrados, do maior para o menor, conforme exemplo abaixo:

Com este levantamento em mãos, o próximo passo é procurar os credores para renegociar suas dívidas. A renegociação de dívidas é uma prática comum e possui a vantagem de ser mais rápida e barata que as ações judiciais. Os credores estão dispostos a renegociarem suas dívidas, já que têm o interesse em receber este montante de volta. Para aumentar a probabilidade de se conseguir uma boa negociação, seja sincero e exponha a sua real situação.

Durante as negociações, é possível conseguir a redução dos juros, retirada das multas, honorários advocatícios, taxa de cobrança e/ou dilatação do prazo. As dívidas devem ser renegociadas e liquidadas com a priorização dada pelo ranking acima, começando pela dívida de maior juro.

Se houverem recursos investidos em alguma aplicação financeira, este é o momento certo para resgatá-los e cobrir a totalidade da dívida ou parte dela, já que não faz sentido algum ter um recurso parado rendendo juros muito inferiores aos juros que oneram suas dívidas. Assim, primeiro devemos pagar as dívidas para, depois de totalmente liquidadas, nos organizarmos para gerar poupança. Durante a renegociação, não se esqueça de pedir a retirada do seu nome do SERASA, SPC ou equivalente. Retirar o seu nome destes órgãos permite que você tenha acesso novamente a crédito mais “barato”, estratégia importante na caminhada para sair do vermelho.

Com a renegociação de suas dívidas, o próximo passo é a “troca” de dívidas. Assim, se você tiver algum bem que possa se desfazer para cobrir, pelo menos, as dívidas com maiores juros, não hesite. Por exemplo, no caso acima, se o sujeito tiver um carro quitado, pode se desfazer do mesmo para amortizar suas dívidas, financiando a compra de outro automóvel, caso seja imprescindível ter um automóvel. Essa é uma boa estratégia, já que os juros dos financiamentos de automóveis são menores que os juros das dívidas de empréstimos. Aproveitando a troca do seu automóvel, procure um automóvel que gere menos custos (calcule aqui o quanto custa seu carro).

Se as dívidas estiverem muito altas, ao ponto de serem quase impagáveis, é a hora de pensar em se desfazer de um bem de maior valor, como um imóvel. Venda o imóvel, quite suas dívidas e financie a compra de outro imóvel no prazo mais longo que conseguir, aos menores juros possíveis. Os juros dos financiamentos imobiliários costumam ser menores que os juros que oneram o saldo devedor de suas dívidas.

Se você não possui nenhum bem que possa se desfazer, troque os credores com maiores juros por credores com menores. No exemplo acima, o sujeito poderia verificar a possibilidade de se conseguir mais recursos no crédito consignado para poder amortizar as dívidas junto ao cartão de crédito e/ou cheque especial.

Junto à renegociação das dívidas e o começo de sua amortização têm que haver uma mudança de hábito, readequando seus gastos a sua renda, para que não sejam feitas novas dívidas, desnecessariamente. Pode chegar o momento em que não haverá mais nenhum ativo e restarão apenas os passivos. É a hora de cortar na própria carne, não tem como fugir disto.

Artigo escrito por Gustavo Garcia.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Independência financeira, ou morte!

Ouviram do Ipiranga às margens plácidas...
Hoje é dia de comemorarmos a Independência do Brasil. Para os mais patrióticos, dia de relembrar das aulas de história, dos personagens e símbolos nacionais. Para os menos nacionalistas, um dia de merecido descanso.

Mas já que o assunto é independência, você sabe responder o que é independência financeira? Aliás, você já conquistou sua independência financeira?

Muita gente acha que ser independente financeiramente é ganhar muito dinheiro. Uma bolada que possibilite gastar à vontade, sem restrições. Não é bem assim...

Ser independente financeiramente é gastar de acordo com os nossos rendimentos, seja qual for esse rendimento. Parece simples, mas para tanto é necessário muita disciplina e uma pitada de autocontrole.

Primeiro, é necessário evitar todo e qualquer tipo de dívida. Em um país onde as taxas de juros para consumo facilmente ultrapassam 3% ao mês, e a inflação está em torno de 5% ao ano, endividar-se é perder um pouco da independência financeira.

Em segundo lugar, devemos resistir ao bombardeio de ofertas e anúncios que nos alcançam a todo o momento. Seja quando assistimos a um programa de televisão, ouvimos rádio ou navegamos na internet, lá está o anúncio, o comercial, que tenta a todo custo criar uma necessidade de consumo que raramente existe.

Terceiro: quando formos consumir, devemos tentar poupar antes e pagar à vista (pedindo um bom desconto). Assim, ao invés de pagarmos juros, recebemos juros.

Quarto: lembre-se que imprevistos sempre acontecem. Uma doença inesperada, um problema familiar, uma demissão etc. Imagine encarar um problema desses sem um tostão no bolso? Portanto, é necessário sempre dispormos de uma reserva para eventuais emergências, algo como seis meses de salário.

Por fim, lembre-se que uma reserva de emergência não terá qualquer validade se você não puder dispor imediatamente do dinheiro. Portanto, recomenda-se que tal reserva seja mantida em investimentos com baixo risco e alta liquidez, tais como a poupança, os CDB’s com liquidez diária, fundos de investimento referenciados DI e Tesouro Direto.

Como disse anteriormente, não é nada fácil. Mas se seguidas tais recomendações, será mais fácil descansar nesse feriado e curtir a SUA INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

Leia também:

Orçamento doméstico - para que serve?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Como equilibrar suas contas?

O endividamento dos brasileiros atingiu seus níveis mais altos na história em 2011. Muitos já perderam o crédito e vivem adquirindo dívidas atrás de dívidas para honrarem outras dívidas, entrando em um desconfortável e perigoso circulo vicioso. Alguns se endividaram para cobrir gastos imprevistos, outros, infelizmente, se endividaram por pura falta de controle sobre suas finanças, gastando mais do que teriam capacidade de honrar. É importante ressaltar que não existe uma solução milagrosa e que algum sacrifício será necessário para se livrar desta situação desconfortável.

A primeira atitude a ser tomada é fazer um mapeamento do seu estilo de vida, fazendo um levantamento minucioso de suas contas, sua renda e despesas do dia-a-dia, inclusive as pequenas despesas. Três meses já seriam o suficiente para se ter uma idéia do seu perfil de consumo. Esta fase é chata e cansativa, principalmente por prever uma mudança de hábito, mas é uma fase importante no processo de equilíbrio de contas e deve ser feito em conjunto com o(a) cônjuge, quando for o caso. Estes levantamentos podem ser armazenados em uma planilha Excel, em um caderno de anotações ou em sistemas próprios para isso. É importante anotar tudo nesta fase. O controle sobre suas finanças permitirá que você tome decisões conscientes sobre o seu consumo, mantendo seu padrão de vida de maneira consciente, equilibrada e planejada.

A parte crucial do seu equilíbrio é a sua renda e seus rendimentos. Em última instância, são eles que determinam qual será o seu padrão de vida. As despesas mais os investimentos devem ser menores do que a sua renda. Isto parece trivial e lógico, mas poucos seguem esta regra. O hábito da poupança é fundamental na vida de qualquer pessoa, independentemente do nível de renda.

Após o mapeamento dos seus gastos e agrupá-los em Moradia, Alimentação, Transporte, Lazer etc, passaremos para o segundo passo que é a identificação dos gastos que podem sofrer cortes apenas com mudanças de hábitos, como:

1) restaurantes: passar a comer mais em casa e menos na rua, evitando os restaurantes caros;

2) academia: mudar para uma caminhada na rua ou comprar equipamentos para fazer ginástica em casa. Esta pode ser uma medida temporária até que as contas estejam equilibradas;

3) tv a cabo: talvez você possa mudar para um pacote mais barato e que possa satisfazer as suas necessidades ou mesmo cortar temporariamente a tv a cabo;

4) telefonia: criar hábitos de falar menos ao celular ou mudar para uma operadora com tarifas mais baixas ou para planos mais em conta. As vezes, apenas com uma mudança de plano já é possível diminuir os gastos. Em muitos casos pagamos por planos mais caros, que contemplam serviços que nunca utilizamos;

5) eletricidade: apagar as luzes, trocar chuveiros elétricos por outros, retirar os aparelhos da tomada;

Em suma, devemos identificar os desperdícios e evitá-los. A soma dos pequenos gastos faz toda a diferença.

Qual o problema de se contrair dívidas? O principal é que as dívidas diminuem o seu padrão de vida e, por consequência, o seu bem estar e o de sua família. Por exemplo, os altos juros pagos nas dívidas de cartão de crédito ou cheque especial é um recurso que estaria sendo destinado para outra finalidade, como uma viagem de férias, um novo automóvel, um fundo de previdência ou um novo apartamento. Gastos que aumentariam o seu bem estar e de sua família, mas que acabam indo para uma instituição financeira, enriquecendo terceiros.

Artigo escrito por Gustavo Garcia.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cartão de crédito: programas de recompensa

Para atrair novos consumidores, bem como para aumentar o uso dos cartões de crédito, muitas administradoras recorem aos chamados programas de recompensa. Nos planos de recompensa mais comuns, o valor da fatura é trocado por pontos e, tais pontos, são utilizado na troca por brindes, assinatura de revistas, eletrodomésticos e passagens aéreas. Parece algo muito bom, mas, por trás dessa aparente bondade, existem algumas pequenas armadilhas que devem analisadas.

A primeira armadilha é que esses programas de recompensa costumam vir acompanhados por uma expressiva elevação da anuidade e, tal aumento, por vezes não é compensado pelas eventuais recompensas que o usuário do cartão de crédito venha a resgatar.

Outra armadilha que pouca gente sabe é que boa parte das administradoras de cartão cobra uma tarifa para o resgate de prêmios. Isso mesmo, você não leu errado: para se resgatar um prêmio você paga uma tarifa!

Outra armadilha comum é que os tais pontos de recompensa geralmente tem validade para o resgate, obrigando o dono do cartão de crédito a resgatar prêmios não desejados. Há casos onde os donos dos cartões de crédito acabam gastando mais do que gastariam normalmente, apenas para acumular pontos suficientes para o resgate de um bom prêmio e isso é exatamente o que a administradora do cartão de crédito quer que você faça.

Gastar mais do que você gastaria normalmente, apenas para resgatar prêmios é uma atitude inaceitável para quem quer ter o controle de seus gastos.

E quando vale a pena adquirir um cartão com um plano de recompensas? A resposta é simples: calcule se os potenciais benefícios (prêmios, milhas aéreas etc) compensam os custos e tarifas, utilizando no seu cálculo seus gastos atuais com cartão de crédito. Nem mais, nem menos. Se a conta for positiva, vá em frente e adquira o cartão de crédito com programa de recompensa. Senão, mantenha o seu cartão atual. Certamente a conta será favorável poucas pessoas.
Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

Outros artigos do ABC do Dinheiro sobre cartão de crédito:


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Infomoney: Veja dez maneiras de organizar suas contas até o final do ano

Por: equipe InfoMoney

SÃO PAULO – Durante o ano, despesas planejadas ou não podem comprometer o orçamento e deixar as contas em desordem. De acordo com o consultor contábil, Ricardo Buturi, a falta de planejamento financeiro é um dos fatores que colabora para que as contas fiquem fora do controle. “Sem dúvida, um dos principais erros é a falta de hábito, organização e de tempo, pois, sem a elaboração e o acompanhamento de um bom planejamento financeiro, dificilmente o consumidor conseguirá satisfazer seus projetos de consumo, construir um patrimônio para sua aposentadoria ou realizar aquele antigo sonho”, explica.

Mantendo a ordem
Há poucos meses do fim do ano, o consumidor começa a arrumar suas contas para iniciar 2012 com tudo em ordem. Segundo Buturi, o consumidor pode evitar o descontrole, basta querer. “Dificuldades financeiras são escolhas pessoais, o consumidor decide tê-las quando ignora a importância da elaboração e acompanhamento de um bom planejamento de suas finanças”, completa.

Para colocar as contas em dia até o final do ano, o consultor dá algumas dicas:

  • Inicie a elaboração de um planejamento de suas finanças: o primeiro passo é identificar todas as despesas e receitas, elaborando uma lista. Para facilitar, a pessoa deve usar o modelo conhecido como fluxo de caixa mensal, onde as receitas representam os rendimentos e as despesas são referentes aos gastos. “Sem um planejamento realista, fica difícil reservar algo para investir. Portanto, o consumidor deve aprender a organizar sua vida financeira, para descobrir como transformar os sonhos de hoje em uma realidade futura”, aconselha.
  • Comunique sua família: reúna a família e, juntos, avaliem os gastos. É fundamental que toda a família participe dos seus planos financeiros. Desta forma, todos ficarão comprometidos com um mesmo objetivo.
  • Estabeleça metas de consumo de produtos caros ou poucos saudáveis: “por isso, é importante que o consumidor tenha listado todas as suas despesas e saiba exatamente quanto elas representam na sua renda”, explica. Esse exercício, apesar de parecer um desafio, permitirá que a pessoa assuma o controle de sua vida financeira.
  • Fuja das arapucas comerciais: tudo que o consumidor quer pode ser cuidadosamente planejado e é deste grupo que virão os recursos para os a realização dos maiores sonhos. Toda vez que estiver prestes a comprar algo que quer, pense calmamente sobre o custo de oportunidade. Ter calma e ser racional fazem toda a diferença nessa hora. Como regra, o consumidor deve evitar qualquer despesa que exija uma decisão rápida. “Se não puder refletir sobre esse consumo, abra mão dele”, enfatiza.
  • Investindo na economia doméstica: a pessoa deve fazer uma avaliação sobre os serviços contratados e verificar se eles são realmente necessários para a família. São eles: telefonia fixa ou móvel, televisão paga e internet. Avalie se todos estão fazendo um bom uso desses serviços e se não existem outras opções que atendam a essas necessidades, pois só assim é possível enxergar os exageros que, na maior parte das vezes, estão nas pequenas coisas.
  • Consumo consciente do crédito: se o consumidor pretende utilizar recursos extras, é necessário ficar atento às seguintes modalidades: cheque especial, cartão de crédito e crédito pessoal. Essas são as modalidades que possuem elevadíssimas taxas de juros no curto prazo. O ideal é reservar de 20% a, no máximo, 30% de renda mensal para o pagamento de dívidas. “Mais que isso é candidatar-se a ter problemas no futuro, porque o consumidor não conseguirá manter por muito tempo a disciplina dos pagamentos mensais”, afirma.
  • Endividamento e financiamentos: a expansão do crédito para as pessoas físicas no Brasil levaram às famílias a um elevado nível de endividamento. O raciocínio de se comprar um bem ou serviço pela capacidade de pagar a parcela inerente a compra e desprezar os juros, prazos e preço da riqueza adquirida leva diversas famílias ao descontrole financeiro. O consumidor deve ficar atento a esse tipo de compra, como por exemplo, financiamento imobiliário, de automóveis e até mesmo itens domésticos e eletrônicos. No longo prazo, isso pode ser extremamente perigoso.
  • Investir: para construir um patrimônio, é preciso economizar parte de sua renda. Mas não só isso. Tão importante quanto economizar é investir seu dinheiro. Caso contrário, o esforço de economia não ajudará muito. A primeira razão para investir é o poder devastador da inflação em longo prazo. As economias precisam estar investidas para que o consumidor possa manter seu poder de compra ao longo dos anos. A segunda razão é que investimentos bem sucedidos acrescentam mais dinheiro às suas economias. “Assim, seu esforço em economizar poderá ser menor, pois as taxas de juros e ganho de capital ao longo do tempo fazem o restante do trabalho”, completa.
  • Estabeleça metas e sonhos: para cada objetivo de investimento, é preciso uma estratégia específica. O melhor é fazer uma programação de investimento separada para cada um deles. Porém, esta é uma forma contábil apenas, para que a pessoa acompanhe a evolução de suas aplicações e veja se está conseguindo atingir suas metas.
  • Estratégia financeira: seja qual for a estratégia que irá adotar, é importante lembrar que elas são essenciais para se obter bons resultados. Ter muita organização, disciplina e força de vontade também é fundamental para que se alcance uma ótima saúde financeira, pois a falta de prioridade, interesse e objetividade são grandes desafios que devem ser vencidos por quem quiser alcançar com sucesso as suas metas.
Leia o artigo no site da Infomoney aqui.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Cartão de crédito: seu maior amigo e seu pior inimigo

cartões de crédito
Para quem está com as contas em dia e tem total controle sobre o próprio dinheiro, o cartão de crédito é uma excelente ferramenta para o gerenciamento e controle das finanças pessoais. Por outro lado, o cartão de crédito pode representar um risco altíssimo para quem está com as finanças combalidas ou para quem não tem controle sobre o dinheiro.

O cartão de crédito permite que você consuma imediatamente algo e só pague por esse consumo no vencimento da fatura do cartão, sem a cobrança de adicionais ou juros. Ou seja, num país acostumado com taxas de inflação altas e juros altíssimos, possuir um cartão de crédito que não cobra absolutamente nada pelo custo do dinheiro, entre a compra do produto/serviço e o pagamento da fatura, é um privilégio.

Alguns cartões de crédito também disponibilizam para seus clientes ferramentas para melhor controlar suas finanças, tais como a divisão das contas por emissor, por tipo de estabelecimento, por moeda etc. Além disso, os cartões de crédito costumam premiar seus clientes com mercadorias, pontos em programas de companhias aéreas etc.Ou seja, para quem tem a vida financeira controlada e sabe bem utilizar o cartão de crédito, parabéns!

Por outro lado, as muitas facilidades, vantagens e as premiações dos cartões de crédito são como veneno para as pessoas consumistas e aqueles que não têm controle sobre suas próprias finanças. Para essas pessoas, o ABC do Dinheiro preparou uma série de artigos que serão lançados nas próximas semanas, visando ajudar nossos leitores na utilização "saudável" do cartão de crédito.

Um pouco de história

O cartão de crédito foi criado nos Estados Unidos em 1950, pelos fundadores do Diners Club, Ralph Schneider and Frank McNamara. A princípio, o cartão criado pela Diners Club era voltado ao pagamento do lazer e do entretenimento de seus abastados proprietários. Em setembro de 1958, o Bank of America lançou um cartão de crédito nos moldes dos cartões de crédito atuais, com ampla aceitação em diversos estabelecimentos comerciais.

De lá pra cá, o cartão de crédito se expandiu além das fronteiras dos Estados Unidos e hoje está presente em praticamente todo o mundo. Atualmente, a aceitação dos cartões de crédito é praticamente uniserval e a emissão dos mesmos já é feita por bancos, lojas de departamento, cadeias de postos de combustível, redes de farmácias, entre outros.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

Leia também:

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Financeiro: Cofrinho Cheio

Nos últimos anos testemunhamos uma expansão acelerada do crédito. As ofertas proliferam por todos os lados. Com tanta facilidade, muita gente acaba caindo na armadilha do superendividamento.

Mas é possível utilizar o crédito a seu favor, através de um controle dos gastos e com a elaboração de um bom orçamento. A reportagem de Felipe Floresti e Juliana Jadon, para a revista Financeiro, dá dicas preciosas para manter as contas no azul. Leia a reportagem aqui.