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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Fale conosco: Poupança X Fundo DI X CDB X Tesouro Direto X LCI/LCA

Segue uma consulta feita em nossa página Fale Conosco que gostaria de compartilhar com os leitores do Blog.

"Olá Pessoal,

Parabéns pelo ótimo site. A Calculadora do Poupança X Fundo DI X CDB X Tesouro Direto X LCI/LCA é ótima, estou me divertindo com ela. Estou muito mais segura agora para poupar/investir meu dinheiro! Quero tirar 2 dúvidas:

1- Estou acompanhando as notícias, e estou ficando bem preocupada, os especialistas estão cada vez mais negativos sobre a economia do Brasil, os mais negativos apostam que em 2014/15 terão medidas bem parecidas com as que foram tomadas no Governo Collor. Vocês acreditam nisso? Quais os riscos que nossas poupanças e investimentos podem sofrer com a crise da economia brasileira? É necessário/ interessante poupar fora do Brasil?

2- Estou vendendo um imóvel por R$ 120 mil, e estou comprando um apto em outra cidade por R$ 130 mil. Já dei R$ 18 mil de entrada e tenho a opção por financiar o restante com juros de 5,64% a. a. + variação da TR. Com a venda da casa devo quitar o apto ou investir o dinheiro?

Obrigada.

JS"

O fim do mundo está próximo?

Não. Espera-se que 2015 seja um ano de ajustes na economia, independente de quem seja eleito presidente nas próximas eleições. O país vem passando por uma transição de um modelo econômico baseado no consumo das famílias e farto crédito para um crescimento sustentado em investimentos, especialmente em infraestrutura. Tal transição, porém, dificilmente demandará medidas tão drásticas como as vistas no Governo Collor, como congelamento de preços, "sequestro de poupança" etc. O país hoje é um país completamente diferente. E para melhor.

Porém, o final de 2014 será marcado por muita instabilidade no mercado financeiro. Isso é muito, muito comum em períodos pré-eleitorais. Portanto, caso você queira se proteger de tal estabilidade, invista seus recursos em ativos com baixo risco de crédito (calote do emissor) e baixo risco de mercado (oscilação de preços). Tais ativos são exatamente aqueles retratados na Calculadora do Poupança X Fundo DI X CDB X Tesouro Direto X LCI/LCA.

Investir fora do país

Investir parte de suas reservas fora do país ou em fundos que aplicam em investimentos denominados em moedas estrangeiras é sempre interessante. Como explicamos no artigo Por que diversificar. Ou: devo colocar todos os ovos na mesma cesta?, a diversificação de investimentos pode promover a redução do risco da sua carteira. E a diversificação deve ser um hábito, e não uma estratégia para ser utilizada somente em momentos de volatilidade.

Quitar ou não quitar o imóvel?

Você informou que tem a opção de quitar um imóvel recentemente adquirido, ou então financiar o saldo devedor com juros de 5,64% ao ano + variação da TR. O que fazer? Bem, como deixamos claro em nossa página Fale Conosco, nos reservamos ao direito de não recomendar investimentos. Tal decisão cabe somente a você.

Porém, lembre-se que atualmente a taxa Selic está fixada em 11% ao ano (aqui). Ou seja, a princípio, você consegue investimentos com baixo risco que rendem mais do que o custo do seu empréstimo. Neste caso, vale mais a pena financiar o imóvel e, com os recursos não utilizados, investir. Mas, se você é daquelas que não conseguem ver um dinheirinho parado na conta que já querem gastar, corra e quite seu imóvel o mais rápido possível.

Resposta escrita por Flávio Girão Guimarães.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Fale conosco: Tesouro Direto

Recebemos um comentário no artigo Rentabilidade e risco Passado do Tesouro Direto, que gostaríamos de compartilhar com os demais leitores:

"Tenho 4 LTN com vencimento em 2016. 10 NTN-B Principal com vencimento em 2019 e 1 LFT com vencimento em 2017. Perguntas: até quando é aconselhável comprar o mesmo titulo considerando impostos? Posso aplicar R$ 6 mil por mês, como aplicar para juntar R$ 300 mil no menor tempo? O Tesouro Direto é melhor que a poupança, mesmo considerando impostos e taxa da corretora?"

Tributação Tesouro Direto

Para saber um pouco mais sobre a tributação do imposto de renda, aplicável aos títulos negociados no Tesouro Direto, recomendamos a leitura do artigo Tributação de investimentos - Tesouro Direto, mas, de forma resumida, para pagar a alíquota mínima de IR (15%), deve-se comprar títulos cujo vencimento sejam superiores a 2 anos e vendê-los somente após 2 anos de carregamento (ou carregá-los até o vencimento). 

Longo prazo vs. curto prazo

Quanto à pergunta sobre como juntar R$ 300 mil no menor tempo, isso depende do apetite ao risco. Geralmente, os títulos públicos com vencimento mais longo são mais rentáveis, mas, ao mesmo tempo, mais arriscados, já que seus preços costumam oscilar bastante, como explicamos no artigo Tesouro Direto: títulos longos vs. títulos curtos.

Poupança vs. Tesouro Direto

Por fim, seria o Tesouro Direto melhor que a poupança? Bem, eu particularmente acho que sim. Para exemplificar isso, temos dois artigos que que compara a evolução dos títulos públicos vendidos no Tesouro Direto vis-à-vis a rentabilidade da poupança. Trata-se do nosso tradicional Rentabilidade e risco Passado do Tesouro Direto. Mas lembre-se da velha máxima que diz que rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura.

O futuro a Deus pertence (pelo menos para quem acredita em Deus), mas é possível simular a rentabilidade futura dos principais investimentos de baixo risco, através de nossa Calculadora: Poupança X Fundo DI X CDB X Tesouro Direto X LCI/LCA. Podemos ver que atualmente a poupança só ganha dos demais investimentos se o investidor escolher bancos e corretoras que cobram taxas muito, muito altas. Portanto, cabe ao investidor, e somente a ele, correr atrás de melhores taxas e condições para realizar seus investimentos.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Rentabilidade das Letras do Tesouro Nacional - LTN

Recebemos um comentário no artigo Posso perder dinheiro com títulos públicos? que gostaríamos de compartilhar com os leitores do Blog. Nossas considerações vem na sequencia.

"Ao comprar algumas Letras do Tesouro Nacional (LTN) é indicada uma taxa de retorno. É possível que, no vencimento, eu obter tal rentabilidade?


Mais ainda: é possível ter prejuízo ou lucro menor mesmo quando fico com os títulos até a data do vencimento?



Por fim, como funciona a rentabilidade dos outros títulos (que não sejam a LTN) caso fique com os títulos até a data final do vencimento. Existe possibilidade de ter prejuízo ou lucro menor do que o apresentado no momento da compra do título?"


A LTN é o título mais fácil de ser precificado, pois, cada LTN valerá exatamente R$ 1 mil na data de vencimento, nem mais, nem menos. Ou seja, se você compra hoje 3 LTN, terá R$ 3 mil na data de vencimento. Comprou 10 LTN com vencimento em janeiro de 2016. Parabéns, você receberá R$ 10 mil em janeiro de 2016.

Quando se compra uma LTN, seja através do site do Tesouro Nacional, seja através de sua corretora ou banco, é apresentada a taxa de juros que corresponde à rentabilidade estimada para aquela LTN naquele instante. Ou seja, no momento que você compra a LTN, você sabe exatamente o retorno BRUTO que você obterá caso mantenha o título ATÉ O VENCIMENTO. Porém, para obter a rentabilidade LÍQUIDA, você deve descontar:

- a taxa de custódia (0,30% ao ano, paga em favor da CBLC);
- a taxa do banco/corretora, cobrada no momento da aquisição do título;
- o Imposto de Renda, que varia de acordo com o prazo que você permanecer com o título.

Antes de terminar, alguns alertas:

Se você vender o título antes do vencimento, estará sujeito às variações dos juros de mercado. Se você der o azar de vender seu título em um momento de aumento de juros, receberá uma rentabilidade inferior à contratada. Caso você venda seu título em um momento de queda de juros, receberá uma rentabilidade superior.

Ou seja, rentabilidade igual à rentabilidade indicada no momento da compra, SÓ SE VOCÊ MANTIVER O TÍTULO ATÉ A DATA DO VENCIMENTO.

Quanto aos demais títulos vendidos no Tesouro Direto, somente a NTN-F (prefixado com pagamento de cupom) tem característica semelhante à LTN, ou seja, é possível determinar exatamente a rentabilidade do título no momento da compra, caso o título seja mantido até o vencimento. Já os demais títulos...

As NTN-B são em parte corrigidas pelo IPCA. Portanto, não temos como determinar seu valor no momento do vencimento e, assim, não temos como determinar a rentabilidade do título no momento da compra. A taxa indicativa que aparece no momento da compra da NTN-B é o prêmio que é acrescido à variação do IPCA.

Já a LFT é corrigida de acordo com a variação da SELIC. Desta forma, tal como ocorre com as NTN-B, não é possível saber exatamente o valor da LFT no vencimento e, portanto, não é possível determinar a rentabilidade do título no momento da compra.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

Quer saber mais sobre o Tesouro Direto? Sugerimos os seguintes artigos já publicados no ABC do Dinhero:

domingo, 26 de agosto de 2012

Reajuste de aluguel

O Blog ABC do Dinheiro já publicou algumas centenas de artigos, mas, entre os mais lidos, destacamos a Calculadora: reajuste de aluguel, que é o nosso campeão de acessos e leitura. Não é por menos, a compra ou aluguel de um imóvel é um dos assuntos financeiros que mais preocupam os brasileiros.

Além de ser nosso campeão de acessos, o artigo Calculadora: reajuste de aluguel também se destaca pela quantidade de comentários, que normalmente é utilizado para perguntas. A mais comum delas é: quando um contrato de aluguel chega a seu fim, pode o proprietário estabelecer um novo valor livremente? Teria o atual inquilino algum direito ou desconto sobre o novo valor?

Abaixo reproduzimos uma destas perguntas, enviada por uma leitora que se identificou como Cristiane:

Olá, moro há 3 anos em um apartamento e pago R$ 540,00 por mês, e recebi um telegrama da imobiliária dizendo que, a pedido do proprietário, estará reajustando agora em julho para R$ 1.000,00, ou seja , quase 100% a mais. Isso é justo? O que devo fazer? Não entendi o porque disso, já que pago os aluguéis em dia. Pois não posso pagar este valor e não pretendo sair do imóvel.

Bem, nossa resposta a esse tipo de pergunta invariavelmente é:

Cara Cristiane, 

Difícil julgar se o aumento proposto é justo ou não com as informações que você nos passou. Mas vamos tentar ajudá-la, de qualquer forma. 

Se o seu contrato de aluguel está ainda vigente, basta conferir quais são as cláusulas que tratam do reajuste. Normalmente, os contratos de aluguel são reajustados por um índice de inflação (IGP-M na maioria dos casos). Por essa razão criamos a Calculadora: reajuste de aluguel, para auxiliar nossos leitores a calcular o novo aluguel, com base no valor acumulado do IGP-M nos últimos 12 meses, caso o mesmo seja reajustado pelo IGP-M. 

Se esse for o seu caso, um aluguel de R$ 540,00, reajustados pelo IGP-M acumulado nos últimos doze meses encerrados em julho de 2012, daria um novo aluguel no valor de aproximadamente R$ 568,00.

Entretanto, todo contrato de aluguel tem uma prazo e, no final do prazo do contrato, o proprietário do imóvel fica livre para repactuar o valor do aluguel, independentemente do valor estabelecido no contrato anterior. O aluguel de imóvel não escapa da velha máxima que o preço é determinado pela oferta e demanda. Se o valor dos aluguéis da região estiverem em um patamar acima do que você vem pagando, no momento da assinatura de um novo contrato, o proprietário pode pedir um valor acima do que você vem pagando.

Parece injusto para quem paga, mas, devemos lembrar que pode também ser injusto para o proprietário do imóvel. Você já se imaginou sendo dona de um imóvel cujo aluguel da região seja próximo a R$ 1.000,00, estando o seu imóvel alugado por R$ 540,00?

Bem, se esse for o caso, lamento informar que o proprietário pode pedir um novo valor para o aluguel, sem se prender ao valor do contrato anterior ou se prender a qualquer índice de inflação do período.

Cabe a você tentar negociar uma redução do novo valor, utilizando como argumento o fato de ter pago todos os aluguéis no prazo certo, ou mesmo argumentar que você é uma inquilina que cuida bem do imóvel dele etc.

No entanto, se mesmo assim vocês não chegarem a um acordo, lamento informar que ele tem o direito de solicitar a desocupação do imóvel e, nesse caso, a lei permite que seja estabelecido um prazo de 30 dias. 

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães

segunda-feira, 19 de março de 2012

Fale Conosco: vale a pena investir no Tesouro Direto?

Caros leitores e leitoras,

Nosso amigo SN, de São Paulo/SP, enviou uma série de perguntas em nossa página Fale Conosco. São dúvidas muito frequentes entre aqueles que não investem, mas gostariam de investir no Tesouro Direto. Por isso, iremos compartilhar nossas respostas com todos os leitores do Blog. Boa leitura.


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Boa noite,

Eu sempre utilizei a poupança como forma de economizar dinheiro (foi assim que tive dinheiro suficiente para comprar meu carro etc.). No momento, tenho um dinheiro guardado lá, mas é pouco.

Comecei a me interessar por Tesouro Direto. Acontece que li sobre este assunto e muitos dizem que com todas as mudanças na economia, taxas etc, não esta sendo tão vantajoso investir no Tesouro Direto. Minhas perguntas são:

- ainda é vantajoso investir no Tesouro Direto ?

- meu investimento é para curto prazo (para me familiarizar com o investimento) e com valores baixos (até R$ 500,00). Qual seria a melhor opção para mim ? 

- se houver algum investimento bom a médio/longo prazo com esses valores, para mim também é interessante

- Quais agentes de custódia não tem taxas? E quais seriam parceiros com o Banco Bradesco (para DOC/TED)?
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Seguem as nossas respostas ao leitor SN:

Sim, é vantajoso investir no Tesouro Direto, desde que você tome as devidas precauções. A primeira precaução é escolher uma corretora ou banco, conhecidono Tesouro Direto como agente de custódia, que cobre a menor taxa possível, de modo a potencializar os seus ganhos. Como você mesmo escreveu, existem agentes de custódia que sequer cobram taxas. Não podemos recomendar esse ou aquele agente de custódia, mas podemos lhe dizer que a própria Secretaria do Tesouro Nacional (TN) publica em seu site o ranking dos agentes de custódia, classificados pela taxa cobrada. Para saber mais, clique aqui.

E já que estamos de agentes de custódia, vamos direto à sua última pergunta. TODOS os agentes de custódia aceitam DOC/TED de qualquer banco. Ou seja, se for de seu interesse (ou do interesse do seu bolso), escolha um agente de custódia que cobre menos, mesmo que este não seja ligado diretamente ao banco onde você possui conta.

A segunda precaução que você deve tomar é a escolha do título público que melhor se encaixe às suas necessidades, ao seu horizonte de tempo e ao seu apetite de risco. Atualmente o TN disponibiliza os seguintes títulos no Tesouro Direto:

Letras Financeiras do Tesouro (LFT): a LFT é corrigida diariamente pela variação da taxa Selic e não são feitos pagamentos de juros semestralmente (cupom). São os títulos mais indicados para os iniciantes como você, pois são os títulos públicos cujos preços menos variam com as alterações das taxas de juros.

Notas do Tesouro Nacional - série B (NTN-B) : são títulos que preservam o poder de compra do investidor, uma vez que são corrigidos pela inflação (IPC-A). Pagam juros de cerca de 3% ao semestre. Depois das LFT, são os títulos menos arriscados do Tesouro Direto. Principalmente aqueles com prazo de vencimento menor.

Notas do Tesouro Nacional - série B Principal (NTN-B Principal): semelhantes às NTN-B, porém os juros não são pagos semestralmente. Tal característica faz com que os preços das NTN-B prinpais oscilem mais com as alterações da curva de juros ou da inflação.

Letras do Tesouro Nacional (LTN) : título com preço prefixado em R$ 1.000,00 no vencimento. Ou seja, antes do vencimento você adquire uma LTN por um valor abaixo de R$ 1.000,00 e a diferença entre o preço que você paga por uma LTN antes do vencimento e os tais R$ 1.000,00 no vencimento é chamado de prêmio. A LTN não é corrigida por qualquer índice de inflação e também não paga juros semestralmente. São indicadas para quem tem um bom apetite para o risco ou para quem pode comprar o título sem a necessidade de vendê-lo antes de seu vencimento (chamamos isso de "carregar" o título até o seu vencimento).

Notas do Tesouro Nacional - série F (NTN-F): semelhante às LTNs (prefixados). Porém as NTN-F costumam ter os vencimentos mais distantes. Outra característica das NTN-F é o pagamento de juros (cupom) semestralmente, em torno de 5%. Também são indicadas para quem tem um bom apetite para o risco, pois o preço de uma NTN-F, tal como acontece com as LTN, oscila muito até o seu vencimento.

No Tesouro vale a velha máxima: maior retorno é igual a maior risco. Para você ter uma ideia da rentabilidade dos títulos atualmente à venda no Tesouro Direto, clique aqui.

A última preocupação que você deve ter, já que hoje você trabalha exclusivamente com a poupança, é o recolhimento do Imposto de Renda (IR). No Tesouro Direto, paga-se IR sobre os ganhos de cada aplicação, às seguintes taxas:
  • 22,5% para o ganho de investimentos com menos de seis memes;
  • 22,0% para o ganho de investimentos com mais de seis meses e menos de um ano;
  • 17,5% para o ganho de investimentos com mais de um ano e menos de dois anos; e
  • 15,0% para o ganho de investimentos com mais de dois anos.
Convidamos você e todos os leitores a ler outros artigos sobre o Tesouro Direto postados no Blog ABC do Dinheiro. Clique aqui.

Se você também tem dúvidas sobre nossos artigos, ou quer propor um estudo de casos para o ABC do Dinheiro, faça como nosso leitor SN. Entre em contato conosco através da área de comentários dos artigos, através de nossa página no FacebookTwitter ou através do Fale Conosco.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Fale conosco: NTN-B

Caros leitores,

Segue mais um estudo de caso recebido em nossa página Fale Conosco, que vale a pena compartilhar com todos. O assunto é Tesouro Direto.


"Tenho 20 anos, muito interesse e curiosidade de investir no Tesouro Direto. Separei uma quantia por mês para começar. Minha dúvida é sobre a NTNB-B. Andei lendo algumas coisas e achei o título mais rentável para investir em 2012.

Gostaria de saber se realmente seria uma boa para começar e gostaria de entender como faço. Por exemplo: em Janeiro invisto R$ 100 e, em fevereiro, quero investir mais R$ 200. Tem como investir no mesmo título para aumentar o valor?

M. C.
Ribeirão Preto/SP

Caro M.C.,

Primeiramente, parabéns pela vontade de investir e também pela vontade de aprender mais sobre as possibilidades de investimento existentes. Você já sabe que nós do ABC do Dinheiro somos fãs do Tesouro Direto, que é a forma de adquirir diretamente os títulos públicos da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), sem intermediários.

Bem, as Notas do Tesouro Nacional da Série B (ou NTN-B) são títulos públicos corrigidos pela variação do IPC-A, que é um índice de inflação calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Portanto, são ideais para quem quer manter o valor do dinheiro investido ao longo dos anos. Além disso, as NTN-B tem outras duas características interessantes:
  • pagam 2,94% sobre o valor investido a cada semestre. Isso é o cupom do papel; e
  • a compra do título geralmente é feita com um deságio.
A STN permite que você compre, no mínimo, 0,2 título. Em uma próxima compra, se você quiser, pode adquirir outros 0,2 (ou 0,4, ou 0,6, ou 0,8, 1,0 e por aí vai).


Mas nem tudo são flores. Primeiramente, as NTN-B são caras, valem aproximadamente R$ 2.200 cada uma. Portanto, para comprar 0,2 NTN-B você vai precisar de, no mínimo, R$ 440. Outro problema das NTN-B, principalmente as NTN-B com vencimento mais longo (2020, 2024, 2035 e 2045), é que os preços dos títulos variam muito. Às vezes, para quem está começando, isso pode ser problemático, principalmente para quem está começando.

No mais, use e abuse dos artigos escritos aqui no Blog e dos muitos tutoriais que existem no próprio site da STN.

Bem, espero ter ajudado.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Fale conosco: compra de imóvel

Nosso leitor LTS, de Curitiba/PR, encaminhou um estudo de caso em nossa página Fale conosco, sobre a compra de um imóvel, que  apresentamos abaixo. Na sequência.

Pedimos também a ajuda de nossos leitores, pois, ao contrário das ciências exatas, não há resposta certa quando o assunto é investimento. Assim, a participação pode levar a uma melhor avaliação da situação de nosso amigo. 

Gostaria que vocês me ajudassem no meu caso. Comprei um imóvel e, mesmo antes de ficar pronto, consegui quita-lo. Infelizmente eu achei ele muito pequeno e resolvi comprar outro imóvel maior... Com a venda do meu primeiro imóvel, conseguirei cerca de 220 mil reais. Já o novo, custa cerca de 490 mil reais, mais que o dobro.



Na primeira fase, pagarei uma entrada de 150 mil reais, com parcelas fixas e sem juros para a construtora, até o habite-se. Sobrando assim, 340 mil reais para financiar. O habite-se está programado para siar em novembro de 2012.



Como eu tenho aqueles 220 mil, eu gostaria de saber qual o melhor jeito de investir esse dinheiro, para me ajudar a pagar as parcelas do financiamento.


Um abraço a todos! E muito obrigado.

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Caro LTS,

Primeiramente, obrigado pelas palavras elogiosas. Para um site que pretende ajudar as pessoas a lidar com dinheiro, esse é nosso maior pagamento.

Em segundo lugar, parabéns pela aquisição do imóvel, ou melhor, dos imóveis. Não se lamente por ter comprado um imóvel e depois ter se arrependido. É natural que nossos desejos sempre superem nossos recursos e não há mal nenhum nisso.

Entretanto, ao assumir uma dívida, temos que ter certeza que teremos plenas condições que cumprir com nossas obrigações (amortização e juros). Portanto, seu relato é fundamental. Primeiro, você comprou um imóvel dentro das suas possibilidades. Depois de quitado, você partiu para um imóvel maior e melhor.

Como dissemos anteriormente, não existe resposta certa quando o assunto é investimento, mas, certos conceitos financeiros podem ajudar bastante. Você tem o privilégio de saber o valor e a data de pagamento de uma dívida futura (R$ 340 mil em novembro de 2012) e isso ajuda bastante.

Com um prazo relativamente curto como esse (dez meses), podemos relacionar os investimentos que você NÃO deve fazer, devido ao risco elevado. São eles: ações, opções, fundos cambiais, multimercados com renda variável e outros investimentos semelhantes.

Restam os investimentos menos arriscados, porém indicados para alguém com um horizonte de investimento tão curto. São eles: Tesouro Direto, CDB's e Poupança.

O Tesouro Direto oferece uma série de títulos públicos com as mais variadas características (posfixados, prefixados, indexados à inflação etc.). Mas, devido ao curto prazo, a opção recai nas Letras Financeiras do Tesouro (LFT), que variam de acordo com a variação da taxa Selic. Atualmente a taxa Selic está em 11,00% ao ano.

Os CDB's são uma boa opção desde que tomados alguns cuidados. Os CDB's posfixados seguem a rentabilidade dos CDI (que grosso modo tem variação igual à taxa Selic). Geralmente, os bancos oferecem um ágio ou um deságio sobre a Selic. Por exemplo: rentabilidade de igual a 110% do CDI ou uma rentabilidade igual à 90% do CDI. Logo, o investimento em um CDB posfixado só valerá a pena se a rentabilidade for superior a 100% do CDI. Abaixo disso, fique com as LFT (Tesouro Direto).

Já os CDB's prefixados dependem da taxa a ser negociada no momento de sua contratação. Para o período de 10 meses, uma taxa inferior a 7,50% não será satisfatória.

Lembre-se, porém, que o CDB é um título de crédito do banco e sua garantia limita-se a R$ 70 mil, pelo Fundo Garantidor de Crédito. Em outras palavras, se o banco onde você adquiriu um CDB falir, você recupera rapidamente R$ 70 mil. Já o restante...

Tanto as LFT como os CDB, para o período de dez meses, serão tributados em 20% de Imposto de Renda. Ou seja, desconte da rentabilidade projetada para o período 20%, que ficam com o leão.

Já a velha e boa poupança rende 0,50% ao mês, sem o pagamento de impostos. Para 10 meses, os 0,50% ao mês gerarão 5,11%, sem impostos.

Agora é com você. Faça as contas e invista com segurança!

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Operando com LTN - Letras do Tesouro Nacional

Recebemos em nossa página Fale Conosco um estudo de caso do amigo KWN, sobre operações com LTN - Letras do Tesouro Nacional. Tal assunto pode interessar aos atuais e potenciais investidores do Tesouro Direto. Fica apenas o alerta que o assunto foi  tratado no início de março. Portanto, as taxas, prazos e rentabilidades apresentadas diferem das taxas e rentabilidades dos títulos públicos do Tesouro Direto hoje. Não obstante, a análise permanece válida.

"Possuo investimento em Tesouro Direto. São quatro lotes de LTN, um com vencimento em 01/01/2012 (LTN010112) e três com vencimentos em 01/01/2013 (LTN010113). Como as taxas de juros estão subindo, vale a pena vender alguns destes títulos, mesmo pagando uma alíquota de imposto de renda maior, e recomprar novos títulos (e pagar nova taxa de compra) para garantir um rendimento maior por um tempo maior (por exemplo, para 2014, 2015,...)? Trabalho com uma corretora que não cobra taxa de custódia, pago apenas a taxa anual para a CBLC.

 Não sei se as taxas vão continuar subindo, por isso, se eu comprar agora vou garantir um rendimento maior. 



Dos títulos que possuo, os LTN010112 terão 590 dias decorridos da data de compra até a data do vencimento, ou seja, pagarei no mínimo 17,5% de IR. Os LTN010113, todos são títulos acima de 720 dias, ou seja pagarei 15% de IR se eu ficar com eles até final. 

Meu raciocínio está correto? Informo também que não necessito dos valores investidos em médio prazo (4/8 anos). 

Obrigado pela atenção, 

Atenciosamente 

KWN"


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Caro KWN,


Sempre que falamos de investimento temos que ter em mente algumas coisas:

a) horizonte tempo, ou o tempo que você dispomos para investir;

b) a propensão ao risco, ou o quanto estamos dispostos a aceitar variações no valor dos nossos investimentos (inclusive variações negativas); e

c) o valor que temos disponível para aplicar.

Seu relato já me deu pistas que me permitem responder às três perguntas acima. Se você já investe atualmente em Letras do Tesouro Nacional (LTN), posso crer que você tem uma boa propensão a aceitar riscos maiores, pois, por se tratar de um título prefixado, sem pagamentos intermediários (cupons), o preço da LTN (ou o seu PU) costuma variar bastante.

Você também relatou que seu horizonte de tempo é superior a quatro anos. No Brasil, tal prazo é considerado longo prazo. Para você, que está disposto a aguardar tanto tempo isso é ótimo. Para o Brasil, ainda acostumado com a cultura do overnight e do DI, isso é péssimo.

Por fim, quando você descreve que quer “trocar” os títulos, suponho que você neste momento não possui recursos adicionais além dos títulos da sua carteira (uma LTN 2012 e três LTNs 2013).

Bem, a LTN é um título que paga bem àqueles que acreditam que os juros pagos pelo Tesouro Nacional por esse título até a data do vencimento são maiores que os juros que vão ocorrer de fato. Em condições normais, a LTN paga um prêmio aos investidores pelo risco de carregar esse título durante um longo período de tempo.

A LTN é um título público relativamente simples e, ao mesmo tempo, arriscado. O motivo da simplicidade e do risco embutido na LTN se deve ao fato do título em questão ser prefixado, sem pagamentos intermediários (chamados cupons). Portanto, ao comprar uma LTN hoje, você sabe exatamente quanto receberá no vencimento, ou seja, R$ 1.000,00 por cada título. Por outro lado, até o vencimento do título, o preço unitário de cada LTN (ou o seu PU) varia ao sabor das variações da curva de juros. Aumentos na curva de juros levam a quedas do PU da LTN. O contrário também é verdade, quedas na curva de juros elevam o PU das LTN.

Entretanto, estimar a taxa futura de juros está muito além da proposta do site e da nossa capacidade. Caso você queira consultar a opinião dos oráculos da economia brasileira acerca do futuro da Taxa Selic, sugiro uma visitinha na página do Banco Central do Brasil, http://www.bcb.gov.br/?FOCUS.

Abaixo, apresento um quadro com as principais informações sobre as LTN disponíveis no Tesouro Direto. Os dados foram coletados em 11 de março de 2011.


Com base no quadro acima, vemos que o prêmio das LTN aumenta um pouco entre 2012 e 2013 e, a partir daí, mantém-se intalterado. Como disse anteriormente, qualquer coisa acima de três anos no Brasil é considerado longo prazo e, nesses casos, a curva de juros costuma ficar reta (ou flat no jargão de mercado). Ou seja, você não ganha prêmio por comprar títulos com vencimentos mais longos.

Se o seu horizonte de investimento é superior a quatro anos e a sua propensão ao risco permite alguns “solavancos” no meio do caminho, a troca dos títulos no sentido de alongar o vencimento de seu portfólio terá como efeito prático garantir o prêmio acima até 2015. Entretanto, seu ganho nos primeiro anos será praticamente o mesmo da sua carteira atual.

Quanto aos custos de transação, lembre-se que independentemente do valor cobrado pela corretora (zero no seu caso), há uma cobrança de 0,10% sobre o valor da transação e 0,30% ao ano, recolhidos em favor da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – CBLC.

Você também bem lembrou a cobrança do Imposto de Renda. Os rendimentos das aplicações no Tesouro Direto, bem como qualquer rendimento em renda fixa (inclusive fundos de investimento), são tributados com alíquotas decrescentes, de acordo com o prazo da aplicação:

22,50% para aplicações com prazo inferior a seis meses;
20,00% para aplicações com prazo entre seis meses e um ano;
17,50% para aplicações com prazo superior a um ano e inferior a dois anos; e
15,00% para aplicações com prazo superior a dois anos.


Ou seja, na hora do resgate, são feitas algumas contas:


  • qual foi o rendimento no período;
  • por quanto tempo o título foi adquirido (data do resgate menos data da aquisição do título);
  • por fim, multiplica-se o rendimento do período pela alíquota correspondente ao prazo.
Portanto, na hora de fazer as contas sobre o seu ganho na troca, exclua do diferencial de rentabilidade entre os títulos 0,10%, que será cobrado no momento da transação, e o diferencial da alíquota de IR sobre os rendimentos.

Atenciosamente,

ABC do Dinheiro

sexta-feira, 4 de março de 2011

Fale Conosco: Tesouro Direto 2011 - parte 2

Sprechen mit mir, bitte!
Caros leitores,

A página Fale Conosco é feita para vocês. Temos o maior prazer em auxiliar nossos leitores com suas dúvidas, estudos de caso e outros assuntos relacionados ao mundo das finanças. Quando achamos que a dúvida pode ser estendida a outros leitores e, quando autorizados, publicamos nesse espaço.

Na última quinta-feira, publicamos um "Fale Conosco", com uma dúvida do leitor Rafael Pinheiro, do Rio de Janeiro/RJ:


O Amigo Rafael aproveitou para enviar outra mensagem, solicitando novas explicações do ABC do Dinheiro, que reproduzimos abaixo, junto com a resposta de nossos especialistas:




Bom dia, Flavio!

Obrigado pela resposta! Eu ja andei lendo alguns artigos e sites sobre o Tesouro Direto mas a explicação que voce me enviou esclareceu bastante. Estou pensando em investir um CDB (pós-fixado) por causa do aumento da taxa de juros Selic. Pelo o que entendi com o seu e-mail, o investimento pós-fixado é para tempo curto porque o cenário da economia pode mudar e não ser mais vantajoso.

Mas ainda estou com uma grande dúvida. Investir ou não no Tesouro Direto porque os 2 parecem ter um "rendimento" parecido e também tem o desconto do IR ( favor, me corriga se eu estiver enganado).

OBS1: Eu andei conversando com o gerente do meu banco e ele disse que a ordem dos investimentos que tem maior rendimento para o menor é( no cenário atual ): CDB, TESOURO DIRETO e POUPANÇA. Isso é verdade? Eu li em varios lugares que o tesouro direto tem melhores rendimentos.

Att
Rafael Pinheiro



-  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -  -


Caro Rafael,

Investir em um CDB pós-fixado e investir em uma Letra Financeira do Tesouro (LFT para os íntimos) é praticamente a mesma coisa. O CDB é corrigido pela variação do DI e a LFT evolui de acordo com a variação da taxa Selic. E você sabe qual é a diferença entre o DI e a Selic? Se souber me avisa, pois os dois andam de mãos dadas.

A tributação incidente sobre o ganhos com o CDB e com os títulos públicos é a mesma, ou seja, há cobrança de IOF para investimentos de prazo inferior a 30 dias, e de Imposto de Renda na fonte sobre os rendimentos, segundo as seguintes alíquotas:


  • 22,5% em aplicações com prazo de até 180 dias;
  • 20% em aplicações com prazo de 181 a 360 dias;
  • 17,5% em aplicações com prazo de 361 a 720 dias;
  • 15% em aplicações com prazo acima de 720 dias.


Entretanto, como diferenças, podemos destacar:

  • no CDB pós-fixado geralmente é dado um desconto na variação do DI. Logo, seu gerente deve lhe oferecer um CDB que rende 80% da variação do DI, ou 70% e por aí vai. Nesse caso, quanto mais recursos você tiver para investir, maior será o seu poder de barganha com o banco. Já no caso da LFT, não há descontos;
  • para operar o Tesouro Direto é necessário o pagamento de duas taxas: operacionais (pagas para a CBLC) e custódia (corretora ou banco). A primeira taxa é de 0,10% no ato da transação e 0,30% ao ano. A segunda taxa varia de corretora para corretora (existem algumas corretoras que não cobram nada).
  • lembre-se que adquirindo um CDB você está adquirindo junto o risco de crédito do banco. Ou seja, se o banco quebrar você fica a ver navios (lembre-se que o Fundo Garantidor de Créditos só garante até R$ 70 mil). Já adquirindo uma LFT, você estará adquirindo junto o risco de crédito do Tesouro Nacional. Não preciso nem explicar qual dos riscos é o maior.
  • as regras para resgate do CDB variam de banco para banco. Alguns bancos exigem que o dinheiro fique aplicado por um prazo mínimo, a partir do qual se obtém uma liquidez diária. Já no Tesouro Direto, é possível adquirir títulos públicos todos os dias, mas o Tesouro Nacional apenas recompra às quartas-feiras. Ou seja, para revender os títulos públicos é necessário esperar até as quartas-feiras.

Se você quer saber a minha escolha pessoal? Prefiro ficar com as LFT.

Quanto ao seu gerente de banco, lembre-se que ele recebe salários, comissões e cumpre metas estabelecidas pelo próprio banco. Logo, vender um CDB para eles é ótimo. Além disso, os recursos que você paga para adquirir um CDB vão diretamente para os cofres do banco. Já o Tesouro Direto...

Espero ter ajudado.

Abraços,

Flávio Girão Guimarães
ABC do Dinheiro

Fale Conosco: Tesouro Direto 2011 - parte 2

Sprechen mit mir, bitte!
Caros leitores,

A página Fale Conosco é feita para vocês. Temos o maior prazer em auxiliar nossos leitores com suas dúvidas, estudos de caso e outros assuntos relacionados ao mundo das finanças. Quando achamos que a dúvida pode ser estendida a outros leitores e, quando autorizados, publicamos nesse espaço.

Na última quinta-feira, publicamos um "Fale Conosco", com uma dúvida do leitor Rafael Pinheiro, do Rio de Janeiro/RJ:

http://www.abcdodinheiro.com.br/2011/02/fale-conosco-tesouro-direto-2011.html

O Amigo Rafael aproveitou para enviar outra mensagem, solicitando novas explicações do ABC do Dinheiro, que reproduzimos abaixo, junto com a resposta de nossos especialistas:



Bom dia, Flavio!

Obrigado pela resposta! Eu ja andei lendo alguns artigos e sites sobre o Tesouro Direto mas a explicação que voce me enviou esclareceu bastante. Estou pensando em investir um CDB (pós-fixado) por causa do aumento da taxa de juros Selic. Pelo o que entendi com o seu e-mail, o investimento pós-fixado é para tempo curto porque o cenário da economia pode mudar e não ser mais vantajoso.

Mas ainda estou com uma grande dúvida. Investir ou não no Tesouro Direto porque os 2 parecem ter um "rendimento" parecido e também tem o desconto do IR ( favor, me corriga se eu estiver enganado).

OBS1: Eu andei conversando com o gerente do meu banco e ele disse que a ordem dos investimentos que tem maior rendimento para o menor é( no cenário atual ): CDB, TESOURO DIRETO e POUPANÇA. Isso é verdade? Eu li em varios lugares que o tesouro direto tem melhores rendimentos.

Att
Rafael Pinheiro



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Caro Rafael,

Investir em um CDB pós-fixado e investir em uma Letra Financeira do Tesouro (LFT para os íntimos) é praticamente a mesma coisa. O CDB é corrigido pela variação do DI e a LFT evolui de acordo com a variação da taxa Selic. E você sabe qual é a diferença entre o DI e a Selic? Se souber me avisa, pois os dois andam de mãos dadas.

A tributação incidente sobre o ganhos com o CDB e com os títulos públicos é a mesma, ou seja, há cobrança de IOF para investimentos de prazo inferior a 30 dias, e de Imposto de Renda na fonte sobre os rendimentos, segundo as seguintes alíquotas:


  • 22,5% em aplicações com prazo de até 180 dias;
  • 20% em aplicações com prazo de 181 a 360 dias;
  • 17,5% em aplicações com prazo de 361 a 720 dias;
  • 15% em aplicações com prazo acima de 720 dias.

Entretanto, como diferenças, podemos destacar:

  • no CDB pós-fixado geralmente é dado um desconto na variação do DI. Logo, seu gerente deve lhe oferecer um CDB que rende 80% da variação do DI, ou 70% e por aí vai. Nesse caso, quanto mais recursos você tiver para investir, maior será o seu poder de barganha com o banco. Já no caso da LFT, não há descontos;
  • para operar o Tesouro Direto é necessário o pagamento de duas taxas: operacionais (pagas para a CBLC) e custódia (corretora ou banco). A primeira taxa é de 0,10% no ato da transação e 0,30% ao ano. A segunda taxa varia de corretora para corretora (existem algumas corretoras que não cobram nada).
  • lembre-se que adquirindo um CDB você está adquirindo junto o risco de crédito do banco. Ou seja, se o banco quebrar você fica a ver navios (lembre-se que o Fundo Garantidor de Créditos só garante até R$ 70 mil). Já adquirindo uma LFT, você estará adquirindo junto o risco de crédito do Tesouro Nacional. Não preciso nem explicar qual dos riscos é o maior.
  • as regras para resgate do CDB variam de banco para banco. Alguns bancos exigem que o dinheiro fique aplicado por um prazo mínimo, a partir do qual se obtém uma liquidez diária. Já no Tesouro Direto, é possível adquirir títulos públicos todos os dias, mas o Tesouro Nacional apenas recompra às quartas-feiras. Ou seja, para revender os títulos públicos é necessário esperar até as quartas-feiras.
Se você quer saber a minha escolha pessoal? Prefiro ficar com as LFT.

Quanto ao seu gerente de banco, lembre-se que ele recebe salários, comissões e cumpre metas estabelecidas pelo próprio banco. Logo, vender um CDB para eles é ótimo. Além disso, os recursos que você paga para adquirir um CDB vão diretamente para os cofres do banco. Já o Tesouro Direto...

Espero ter ajudado.

Abraços,

Flávio Girão Guimarães
ABC do Dinheiro

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Fale Conosco: Tesouro Direto 2011

Fale Conosco
Caros leitores,

Na página Fale Conosco disponibilizamos um espaço para que vocês enviem sugestões, críticas, estudos de caso, dúvidas etc. Através desse canal de comunicação, já atendemos muitos leitores que procuram o aconselhamento de nossos especialistas.

Nessa interessante troca de informações, por vezes nos deparamos com dúvidas que podem ser estendidas a outros leitores e, portanto, quando autorizados, publicaremos tais dúvidas e a resposta de nossos especialistas.

Meu conterrâneo, Rafael Pinheiro do Rio de Janeiro/RJ, entrou em contato conosco, perguntanto nossa opinião acerca da evolução do Tesouro Direto em 2011...

Bom dia!


Eu li um artigo (Fundo DI X CDB X Poupança - Fevereiro de 2011) do Flávio Girão Guimarães que me esclareceu bastante sobre o atual momento da economia e os investimentos conservadores que podem render mais neste ano de 2011. Porém, eu gostaria de saber como o investimento no Tesouro Direto vai se desenrolar neste ano de 2011? Estou aguardando noticias. Muito obrigado e parabéns pelo artigo.

Rafael Pinheiro
Rio de Janeiro/RJ


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Nossa resposta ao amigo Rafael Pinheiro, foi a seguinte:


Caro Rafael,

...
 


Bem, o assunto Tesouro Direto é uma das prioridades do site ABC do Dinheiro. No Brasil, temos o privilégio de comprar diretamente títulos públicos, sem intermediários. Ao longo do tempo, iremos postar muitos artigos sobre esse assunto. Aguarde e confira!

A resposta à sua pergunta não é trivial. No Tesouro Direto podemos adquirir títulos públicos com características completamente distintas. Alguns títulos tem como característica uma rentabilidade pré-definida (ou prefixada, no jargão dos economistas), tal como as LTN e as NTN-F. Já outros títulos tem sua rentabilidade atrelada a um índice de preços (NTN-B, por exemplo). Há também títulos públicos que rendem o mesmo que a taxa Selic (LFT).

O cenário atual, fevereiro de 2011, é de expectativa de aumento da inflação, acima da meta estabelecida para esse ano (4,5%). Logo, veremos em breve o aumento da taxa Selic. Nesse cenário, o investimento em títulos atrelados à inflação (NTN-B) ou em títulos atrelados à Selic (LFT) devem apresentar um bom resultado.

Por outro lado, caso o Banco Central do Brasil comece a ganhar a "queda de braço", e os índices de inflação começarem a convergir para a meta, os títulos prefixados (LTN ou NTN-F) irão "bombar". Ou seja, tudo depende do desenrolar do atual cenário econômico. Como eu disse, a resposta não é trivial.

Trivial é responder que o investimento em LFT gera um rendimento, no mínimo, semelhante à variação da Selic. Ou seja, se você está na dúvida se os juros vão subir ou se vão cair, se a inflação vai convergir para a meta ou se vai escapar, compre LFTs. Porém lembre-se: a LFT no longo prazo gera rendimentos muito tímidos, quando comparados aos demais títulos públicos.

Vale a máxima: quando maior for o risco, maior serão os rendimentos.

Como lhe adiantei, iremos dar um foco no Tesouro Direto em nossos próxios artigos. Explicaremos como as características dos títulos públicos podem trabalhar a nosso favor, conciliando tais características com nossos objetivos e nosso horizonte de investimento.

Antes de investir no Tesouro Direto, dê uma lida no artigo "Como Investir no Tesouro Direto" http://www.abcdodinheiro.com.br/2011/01/examecom-como-investir-no-tesouro.html e no site do Tesouro Nacional, que trás várias dicas e tutoriais bem legais.




...



Abraços,

Flávio Girão Guimarães

ABC do Dinheiro

Fale Conosco: Tesouro Direto 2011

Fale Conosco
Caros leitores,

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Nessa interessante troca de informações, por vezes nos deparamos com dúvidas que podem ser estendidas a outros leitores e, portanto, quando autorizados, publicaremos tais dúvidas e a resposta de nossos especialistas.

Meu conterrâneo, Rafael Pinheiro do Rio de Janeiro/RJ, entrou em contato conosco, perguntanto nossa opinião acerca da evolução do Tesouro Direto em 2011...

Bom dia!

Eu li um artigo (Fundo DI X CDB X Poupança - Fevereiro de 2011) do Flávio Girão Guimarães que me esclareceu bastante sobre o atual momento da economia e os investimentos conservadores que podem render mais neste ano de 2011. Porém, eu gostaria de saber como o investimento no Tesouro Direto vai se desenrolar neste ano de 2011? Estou aguardando noticias. Muito obrigado e parabéns pelo artigo.


Rafael Pinheiro

Rio de Janeiro/RJ


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Nossa resposta ao amigo Rafael Pinheiro, foi a seguinte:

Caro Rafael,

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Bem, o assunto Tesouro Direto é uma das prioridades do site ABC do Dinheiro. No Brasil, temos o privilégio de comprar diretamente títulos públicos, sem intermediários. Ao longo do tempo, iremos postar muitos artigos sobre esse assunto. Aguarde e confira!

A resposta à sua pergunta não é trivial. No Tesouro Direto podemos adquirir títulos públicos com características completamente distintas. Alguns títulos tem como característica uma rentabilidade pré-definida (ou prefixada, no jargão dos economistas), tal como as LTN e as NTN-F. Já outros títulos tem sua rentabilidade atrelada a um índice de preços (NTN-B, por exemplo). Há também títulos públicos que rendem o mesmo que a taxa Selic (LFT).


O cenário atual, fevereiro de 2011, é de expectativa de aumento da inflação, acima da meta estabelecida para esse ano (4,5%). Logo, veremos em breve o aumento da taxa Selic. Nesse cenário, o investimento em títulos atrelados à inflação (NTN-B) ou em títulos atrelados à Selic (LFT) devem apresentar um bom resultado.


Por outro lado, caso o Banco Central do Brasil comece a ganhar a "queda de braço", e os índices de inflação começarem a convergir para a meta, os títulos prefixados (LTN ou NTN-F) irão "bombar". Ou seja, tudo depende do desenrolar do atual cenário econômico. Como eu disse, a resposta não é trivial.


Trivial é responder que o investimento em LFT gera um rendimento, no mínimo, semelhante à variação da Selic. Ou seja, se você está na dúvida se os juros vão subir ou se vão cair, se a inflação vai convergir para a meta ou se vai escapar, compre LFTs. Porém lembre-se: a LFT no longo prazo gera rendimentos muito tímidos, quando comparados aos demais títulos públicos.


Vale a máxima: quando maior for o risco, maior serão os rendimentos.


Como lhe adiantei, iremos dar um foco no Tesouro Direto em nossos próxios artigos. Explicaremos como as características dos títulos públicos podem trabalhar a nosso favor, conciliando tais características com nossos objetivos e nosso horizonte de investimento.

Antes de investir no Tesouro Direto, dê uma lida no artigo "Como Investir no Tesouro Direto"
http://www.abcdodinheiro.com.br/2011/01/examecom-como-investir-no-tesouro.html e no site do Tesouro Nacional, que trás várias dicas e tutoriais bem legais.


...

Abraços,

Flávio Girão Guimarães

ABC do Dinheiro

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Nova página - fale conosco

Caros leitores,

Mais uma novidade do ABC do Dinheiro. É a página Fale conosco, onde você fazer, entre outros, críticas e sugestões.

Quer o aconselhamento de nossos especialistas? Utilize nossa nova página e encaminhe sua dúvida. Seu caso será exposto no site, mas seus dados serão mantidos em total sigilo!

Contatos comerciais também podem ser feitos através da nova página.

Aproveitem!

Nova página - fale conosco

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