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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Poupança X Fundo DI X CDB X LFT X LCI/LCA

Atualizado em 16/06/2016. É sempre recomendável ter uma reserva financeira para emergências. Ter à disposição algo equivalente a seis meses de despesas é o mínimo desejável. Desta forma, você poderá enfrentar imprevistos com tranquilidade, tal como uma doença na família ou a perda inesperada do emprego.

Para esse tipo de reserva, aconselha-se aplicações com liquidez, baixo risco de crédito e baixo risco de mercado, mesmo que isso implique em uma baixa remuneração. Por essa razão, apresentamos a Calculadora: Poupança X Fundo DI X CDB X LFT X LCI/LCA, que compara o rendimento dos investimentos mais líquidos e menos arriscados do país.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Copom: taxa Selic

Nessa quarta-feira (09/06/2016), o Comitê de Política Monetária (COPOM), do Banco Central do Brasil, decidiu manter a taxa Selic em 14,25% ao ano.

Utilizando a Calculadora Conversão de Taxas de Juros, do ABC do dinheiro, calculamos a taxa Selic equivalente diária, mensal e semestral:
  • taxa Selic diária = 0,05%
  • taxa Selic mensal = 1,12%;
  • taxa Selic trimestral = 3,39%
  • taxa Selic semestral = 6,89%
Após a reunião, foi divulgada a seguinte nota:

08/06/2016 20:00

O Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 14,25% a.a., sem viés.

O Comitê reconhece os avanços na política de combate à inflação, em especial a contenção dos efeitos de segunda ordem dos ajustes de preços relativos. No entanto, considera que o nível elevado da inflação em doze meses e as expectativas de inflação distantes dos objetivos do regime de metas não oferecem espaço para flexibilização da política monetária.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Sidnei Corrêa Marques e Tony Volpon.

Brasília, 8 de junho de 2016
Banco Central do Brasil
Assessoria de Imprensa
imprensa@bcb.gov.br
(61) 3414-2808

    Calculadora: reajuste de aluguel (atualizado)

    A maioria dos contratos de aluguel hoje existentes prevê um reajuste anual com base no IGP-M (divulgado pela FGV) ou com base no índice de inflação oficial do governo, o IPCA (divulgado pelo IGBE). SE ESSE É O SEU CASO, o Blog ABC do dinheiro colocou a sua disposição uma calculadora para ajudá-lo a calcular o novo valor do seu aluguel.


    Últimas atualizações:
    IGP-M: maio de 2016;
    IPCA: maio 2016.


    Como calcular seu reajuste de aluguel?

    1) coloque o valor do aluguel atual no campo "Valor atual do aluguel";
    2) escolha o índice de reajuste: IGPM (FGV) ou IPCA (IBGE);
    3) escolha o mês de início do contrato; e
    4) escolha o mês de vencimento do contrato.

    Pronto! A calculadora mostra qual é o novo valor do seu aluguel.

    Exemplo prático: um contrato de aluguel, no valor de R$ 1.000,00 que inicia em junho de 2015 e é renovado em junho de 2016. Tal contrato de aluguel prevê que o reajuste será baseado na variação do IGP-M (FGV). Qual será o valor do meu aluguel a partir de julho de 2016?

    1) devo colocar R$ 1.000,00 no campo "Valor atual do aluguel";
    2) devo selecionar o IGP-M no campo "Índice de reajuste do aluguel";
    3) no "Mês de início do contrato", escolho jun/15;
    4) por fim, seleciono jun/16 no campo "Mês de vencimento do aluguel".

    Pronto! A calculadora traz a variação acumulada no período de doze meses compreendido entre maio de 2015 e maio de 2016 (+11,09%), válido para contratos reajustados em junho de 2016. No nosso exemplo, o valor do aluguel pode ser reajustado para R$ 1.110,86.

    Artigo escrito por Gustavo Cunha Garcia e Flávio Girão Guimarães.

    Para quem considera imóvel um bom investimento, recomendo também a leitura dos artigos que tratam do fundo de investimento imobiliário (aqui).

    terça-feira, 7 de junho de 2016

    Calculadora: Conversão de Taxa de Juros


    Para facilitar a vida de nossos leitores, preparamos mais uma ferramenta, a Calculadora de Conversão de Juros. Com ela é possível saber a taxa anual, semestral, trimestral, mensal ou diária a partir de uma taxa anual ou mensal. Ou seja, se você fizer uma compra financiada e somente lhe é informada a taxa de juros mensal, é possível saber, com rapidez, a taxa equivalente anual. Ou se você está investindo e quer saber qual é a taxa mensal equivalente de um título público, quando só é informada a taxa anual.

    Aproveitem!


    Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

    Conheça também outras calculadoras do Blog ABC do Dinheiro aqui.

    sexta-feira, 3 de junho de 2016

    Rentabilidade e Risco Passado do Tesouro Direto - maio de 2016

    Apresentamos a rentabilidade bruta passada dos títulos públicos à venda no Tesouro Direto (TD) em 31 de maio de 2016. Para fins de comparação, iremos publicar a variação do DI-CETIP, que é a base para a remuneração dos CDBs pós-fixados e referência dos fundos de renda fixa de curto prazo. Também iremos publicar a rentabilidade da poupança.

    Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura

    Antes de começar, nunca é demais relembrar que a tabela abaixo foi elaborada através do histórico de preços e taxas dos títulos públicos, obtidos diretamente do sítio do Tesouro Direto. Ou seja, nossa tabela demonstra o que aconteceu no mês de maio de 2016, no ano de 2016, bem como nos últimos 12, 24 e 36 meses e, portanto, não deve servir de base para o que pode vir a acontecer nos próximos meses.

    Lembramos que, para se obter a rentabilidade líquida (o que realmente vai para o seu bolso), é necessário descontar as taxas cobradas por seu agente de custódia, bem como o do Imposto de Renda sobre o ganho de capital. Para saber um pouco mais sobre a tributação, leia nosso artigo Tributação de investimentos - Tesouro Direto.

    Vencimentos e Cupons

    No mês de maio houve pagamento de R$ 84,94 para cada NTN-B com vencimento em maio.




    Risco X Retorno

    Na última coluna da tabela acima apresentamos o desvio-padrão dos retornos dos títulos públicos. O desvio-padrão é uma medida comum de risco de mercado, pois, quanto maior o desvio-padrão, maior é a dispersão dos retornos em relação à média histórica (tendo como hipótese uma distribuição-normal dos retornos). Quanto maior o desvio-padrão, maiores serão as oscilações dos retornos em relação à média. Em outras palavras, quanto maior o desvio-padrão, maior o risco.

    Nunca é demais relembrar

    Este este artigo é meramente informativo e não deve ser considerado como recomendação de investimento, nem deve servir como única base para tomada de decisões de investimento. Antes de efetuar seus investimentos no Tesouro Direto e, para melhor entendimento do programa e das características dos títulos públicos negociados através desta plataforma, recomendamos a leitura cuidadosa do regulamento, bem como a leitura de outros artigos deste Blog ou de outros blogs especializados, bem como a realização de cursos e consultas à página do próprio programa, no site da Tesouro Nacional.

    Outros artigos sobre o Tesouro Direto:

    segunda-feira, 22 de junho de 2015

    Calculadora: juros de um financiamento

    No momento da compra de um bem financiado, nem sempre somos informados corretamente a respeito da taxa de juros praticada. Em muitos casos as taxas informadas são subestimadas e não condizem com as efetivamente praticadas.

    O ABC do dinheiro colocou à disposição de seus leitores uma calculadora para calcular de forma simples e direta a taxa de juros efetiva do financiamento do seu bem.

    Como utilizar nossa calculadora?

    1) coloque o valor do bem à vista do bem que se está adquirindo ou serviço que se está contratando
    2) insira o valor das parcelas;
    2) selecione o número de parcelas do seu financiamento.

    Pronto, a calculadora faz o resto do trabalho e te informa o valor dos juros efetivos.


    segunda-feira, 13 de abril de 2015

    Calculadora: quanto você precisa poupar para se aposentar

    Infelizmente, poucos brasileiros se preocupam com a formação de uma poupança para complementar a aposentadoria oficial. Para quem se preocupa, estamos lançando mais uma calculadora, que permite estimar o montante necessário para obter uma renda mensal complementar à pensão do INSS.


    Adicionalmente, com base na sua idade atual e na idade na qual você pretende se aposentar, nossa calculadora informa o valor que você deve poupar mensalmente para obter a renda que você deseja.

    Quanto eu preciso poupar para poder me aposentar?

    Primeiramente, é necessário escolher seu sexo e idade desejada para a aposentadoria. Com esses dados e utilizando informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é possível estimar sua expectativa de vida. 

    Depois, é necessário preencher as informações financeiras: a renda desejada na aposentadoria, se você quer ou não um décimo terceiro salário, bem como o rendimento esperado para um investimento conservador.

    Quanto aos juros, é importante salientar que nossa calculadora trabalha com os juros reais, ou seja, o rendimento estimado para um investimento acima da inflação. Desta forma, se você espera obter um rendimento de 9% ao ano em um investimento, mas a inflação esperada para o ano é de 6% ao ano, você obterá um juros reais no seu investimento de 3% ao ano.

    Com todas essas informações a calculadora mostra qual é o montante necessário para se obter a renda desejada durante a aposentadoria, de acordo com a expectativa de vida estimada pelo IGBE.


    Exemplo prático: um homem que deseja se aposentar aos 65 anos de idade, com uma renda mensal de R$ 5.000,00, com direito a um décimo terceiro salário, deverá acumular R$ 830.151,80, caso utilize um investimento que gere um rendimento real (acima da inflação) de 3,00% ao ano.

    Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

    terça-feira, 7 de abril de 2015

    Nova página - Imposto de Renda 2015

     Como já é tradição, estamos lançando uma página especial para reunir artigos, comentários, dúvidas e respostas sobre o Imposto de Renda da Pessoa Física. Nessa página, selecionaremos os artigos referentes ao IRPF 2015 publicados no Blog ABC do Dinheiro, com a disponibilização dos links para para facilitar a navegação e leitura. A página estará disponível até o fim do prazo para a entrega da declaração, prazo esse que se encerra em 30 de abril de 2015. Para acessar à página clique aqui.

    quarta-feira, 25 de março de 2015

    Livro: Adeus, aposentadoria (Gustavo Cerbasi)

    Terminei de ler há poucos dias mais um livro do Gustavo Cerbasi. Desta vez, o tema escolhido pelo autor, famoso por seus livros de finanças pessoais, tais como Investimentos Inteligentes, Os Segredos dos Casais Inteligentes, e Pais Inteligentes Enriquecem Seus Filhos, foi aposentadoria.

    O livro começa com um fato: estamos vivendo mais e as estratégias clássicas para aposentadoria não estão funcionando mais, pois, além de uma maior sobrevida, vimos nos últimos anos uma redução gradual dos retornos dos investimentos. Ou seja, teremos que continuar trabalhando durante a aposentadoria, ou pelo menos trabalhar por mais tempo, economizar mais ou um pouco de cada. Ou não...

    Mudança de paradigma

    A reflexão que o autor nos apresenta é que temos que encarar a aposentadoria como uma nova fase em nossas carreiras. Deixamos de ser empregados assalariados para termos nosso próprio negócio, em uma área de nosso interesse. Para tanto, é necessário planejar com antecedência de décadas cada passo que deve ser dado. O livro reúne cinco capítulos:
    1. Não dá pra contestar os fatos
    2. Por que as atuais soluções não solucionam
    3. Como garantir renda e liberdade crescentes ao longo da vida
    4. Transformando a teoria em prática;
    5. Um plano para garantir bem-estar e renda adequada para toda a vida;
    6. Uma sociedade mais rica e melhor.

    Recomendação

    Trata-se de um livro rápido de fácil compreensão, recomendado especialmente para quem não se prepara para o dia fatídico da aposentadoria e, do dia seguinte, não sabe o que fazer. Esqueça aquela imagem do aposentado de chinelão na praia, curtindo uma cervejinha e tomando sol. Isso são águas passadas. Preparação é método é bom para todas as tarefas que nós realizamos, inclusive a aposentadoria. Recomendo!

    Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

    segunda-feira, 23 de março de 2015

    2ª Semana de Educação Financeira

    Do dia 9 a 15 de março foi realizada a 2ª Semana Nacional de Educação Financeira. O evento, realizado anualmente, tem por objetivo divulgar a ações da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF). Nesse artigo, vamos destacar as principais novidades da ENEF em 2015.

    Para quem não sabe, a ENEF é uma política pública lançada por meio do Decreto nº 7.397, de 22 de dezembro de 2010, com a finalidade de "promover a educação financeira e previdenciária da população, bem como contribuir para o fortalecimento da cidadania, a eficiência e solidez do sistema financeiro nacional e a tomada de decisões conscientes por parte dos consumidores.".

    A principal ferramenta de divulgação da ENEF é o site Vida&Dinheiro (www.vidaedinheiro.gov.br). Nele, é possível acessar a inúmeros guias de orientação para seu planejamento financeiro, consumo consciente, contratação de seguros e previdência, investimentos e crédito. A página tem como organizadores um time da pesada, no bom sentido, é claro.


    Outra novidade da 2ª Semana de Educação Financeira foi o lançamento da excelente página Cidadania Financeira, organizada pelo Banco Central do Brasil. O site é dividido em seções, com dicas, vídeos, ferramentas e links relacionados aos seguintes temas:
    • Nossa Relação com o Dinheiro
    • Orçamento Pessoal ou Familiar
    • Crédito e Gestão de Dívidas
    • Consumo Planejado e Consciente
    • Poupança e Investimento
    • Prevenção e Proteção
    • Relacionamento com o SFN
    Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.


    terça-feira, 17 de março de 2015

    Imposto de Renda (IRPF) 2015: Como declarar um LEASING para o leão do Imposto de Renda

    Como falamos no artigo Imposto de Renda (IRPF) 2015: Como declarar um financiamento ou um empréstimo? a população brasileira está aproveitando o aumento de renda e o alongamento e queda nas taxas de juros para antecipar a realização de vários sonhos utilizando mecanismos de dívida.

    Além do financiamento, muito utilizado para compra de bens móveis e imóveis, um outro instrumento utilizado para antecipar consumo, principalmente para bens móveis, são os contratos de leasing. Contudo, quando chega o momento de fazer a Declaração de Ajuste Anual (DAA) fica a dúvida, como lançar o contrato de leasing do meu carro?


    Conforme descrito no livro "Imposto Sobre a Renda - Pessoa Física: Perguntas e Respostas", de autoria da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), o leasing deve ser declarado da seguinte forma:

    Para leasing realizado:


    a) com opção de compra exercida no final do contrato em 2014, utilize o código relativo ao bem, e:
    • no campo “Discriminação”, informe os dados do bem e do contratante;
    • no campo ”Situação em 31/12/2013 (R$)”, informe os valores pagos até 31/12/2013, para leasing contratado até 2013, ou, no caso de leasing contratado em 2014, deixe este campo “em branco”;
    • no campo ”Situação em 31/12/2014 (R$)”, informe o valor constante no campo ”Situação em 31/12/2013 (R$)”, se for o caso, acrescido dos valores pagos em 2014, inclusive o valor residual;

    b) em 2014, com opção de compra a ser exercida no final do contrato, utilize o código 96, e:
    • no campo “Discriminação”, informe os dados do bem, do contratante e o total dos pagamentos efetuados;
    • não preencha os campos “Situação em 31/12/2013 (R$)” e ”Situação em 31/12/2014 (R$)”;

    c) até 2013, com opção de compra exercida no ato do contrato, utilize o código relativo ao bem, e:
    • no campo “Discriminação”, informe os dados do bem e do contratante;
    • nos campos ”Situação em 31/12/2013 (R$)” e ”Situação em 31/12/2014 (R$)”, informe o valor do bem;
    • em Dívidas e Ônus Reais, informe nos campos ”Situação em 31/12/2013 (R$)” e ”Situação em 31/12/2014 (R$)”, respectivamente, o saldo remanescente da dívida em 31/12/2013 e em 31/12/2014.

    d) em 2014, com opção de compra exercida no ato do contrato, utilize o código relativo ao bem, e:
    • no campo “Discriminação”, informe os dados do bem e do contratante;
    • não preencha o campo ”Situação em 31/12/2013 (R$)”;
    • no campo ”Situação em 31/12/2014 (R$)”, informe o valor do bem;
    • em Dívidas e Ônus Reais, informe o valor da dívida no campo ”Situação em 31/12/2014 (R$)”.
      Vejam que o importante é definir o momento da opção da compra, pois até esse momento o bem não faz parte dos BENS E DIRETOS do contribuinte, é apenas uma expectativa de direito.

      Artigo escrito por Pedro Borges Neto, CFP e Flávio Girão Guimarães.

      segunda-feira, 16 de março de 2015

      Calculadora: quanto custa um carro?

      A primeira resposta que vem a cabeça é o valor pago no momento da aquisição do automóvel ou seu atual valor de mercado. Porém, estes não refletem os custos de um carro. Na maior parte dos casos, o carro é, antes de tudo, um passivo, pois tende a se desvalorizar com o tempo, gerando despesas para seu proprietário. Além disso, há o combustível, o IPVA, DPVAT, estacionamento, revisão etc. Então, quanto custa o seu carro? Quanto você tem que desembolsar, direta ou indiretamente, para mantê-lo a cada ano?

      Para responder estas perguntas, temos que conhecer quais são os custos envolvidos na utilização e manutenção de um automóvel. São eles:
      1. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), seguro obrigatório (DPVAT), licenciamento anual e, em alguns estados, inspeção veicular;
      2. seguro;
      3. manutenção e/ou revisão;
      4. combustível;
      5. depreciação;
      6. outros gastos menores, mas não menos relevantes, como estacionamento, lavagem entre outros;
      7. custo de oportunidade.
      Dentre os custos supracitados, os custos indiretos são os menos intuitivos e mais relevantes. A depreciação pode ser entendida como a perda de valor do veículo ao longo do tempo. A depreciação costuma ser inversamente proporcional ao ano do veículo. Quanto mais antigo um veículo, menor é a sua depreciação, seja em termos percentuais, seja em valores monetários. Inclusive, existem veículos que se apreciam com o passar dos anos. Um carro antigo desejado por colecionadores é um bom exemplo deste fenômeno.

      O custo de oportunidade é um termo desconhecido da maioria. Termo proveniente da economia, representa o custo de aquisição de uma determinada coisa em detrimento da melhor oportunidade perdida. Em outras palavras, é aquilo que se deixou de ganhar para se adquirir um determinado bem. Por exemplo, se o automóvel não fosse adquirido, os recursos teriam outro destino. A melhor opção de investimento poderia ser a aquisição de um título público. Assim, para adquirir o automóvel, o proprietário abriu mão dos rendimentos deste título. O custo de oportunidade desta operação seria o rendimento do título, já que esta seria a melhor oportunidade perdida por ocasião da aquisição do automóvel.

      Os custos diretos são intuitivos e fáceis de calcular. Alguns têm seus valores conhecidos, como seguro, IPVA, seguro DPVAT e licenciamento anual. Gastos com combustível, manutenção, revisão, estacionamento e lavagem necessitam ser estimados.

      Para que você possa calcular o custo anual de seu carro, colocamos a disposição uma calculadora que leva em consideração todos estes fatores, inclusive depreciação e custo de oportunidade. Divirta-se!



      Campos da calculadora:
      1. Valor do veículo: valor atual do veículo no mercado;
      2. Ano de fabricação: ano de fabricação do veículo;
      3. Desempenho (km/l): quantos quilômetros seu veículo faz para cada litro de combustível;
      4. Valor do combustível (por litro): custo do litro do combustível utilizado para calcular o rendimento do carro;
      5. Km rodados por mês (em média): média de quilômetros rodados por mês. Essa conta pode ser estimada pelo total de quilômetros rodados em um ano divididos por 12.
      6. Seguro: valor gasto com seguro em um ano. Se não foi contratado nenhum seguro, escolha zero.
      7. IPVA/DPVAT/Inspeção etc: valores pagos anualmente ao Detran;
      8. Revisões/Manutenções (ano): gasto anual com revisões e/ou manutenções. Nesse campo deve-se considerar as tocar periódicas de óleo, pneus, alinhamento, balanceamento e outros gastos de manutenção. No caso de carros novos, deve ser considerado o custo das revisões periódicas.
      9. Lavagem/Estacionamentos (mês): considerar os gastos mensais com lavagens, estacionamento e outras despesas não considerados nos campos anteriores.
      10. Custo de oportunidade (% ao ano): rentabilidade que você obteria em aplicações financeiras com baixo risco.
      Artigo escrito por Gustavo Garcia.

      quarta-feira, 11 de março de 2015

      Calculadora: Rentabilidade da poupança

      Há algumas semanas o Comitê de Política Monetária (COPOM), do Banco Central do Brasil (BCB) alterou a a taxa Selic para 12,75% ao ano. A alteração da Taxa Selic tem uma série de implicações para a economia brasileira, mas, para o pequeno investidor, a mais importante das implicações é a alteração da rentabilidade da caderneta de poupança.

      A nova regra da poupança só afeta os depósitos realizados após o dia 4 de maio de 2012. Para os depósitos realizados até o dia 4 de maio, vale a regra antiga, ou seja, rentabilidade de 0,50% ao mês acrescidos da variação da Taxa Referencial (TR).


      Remuneração da poupança

      Já os depósitos novos seguem a seguinte regra: a poupança renderá 70% do valor da Taxa Selic, limitados a 0,50% ao mês, acrescidos da variação da TR. Para calcular o valor da rentabilidade da poupança, utilize a calculadora abaixo:

      Como utilizar nossa calculadora?

      1) coloque o valor do depósito realizado na poupança no campo "Depósito poupança";
      2) escolha o valor da Taxa Selic (ao ano); e
      3) escolha o valor da TR (ao mês).


      Dica: os valores da apresentados na calculadora são atualizados cada vez que a taxa Selic é alterada pelo Copom. Para obter o valor da Taxa Referencial, clique aqui.

      Pronto! A calculadora mostra qual é rentabilidade esperada para o mês e a rentabilidade esperada para o ano do seu depósito de poupança.


      Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

      Imposto de Renda (IRPF) 2015: Como declarar um financiamento ou um empréstimo?

      Nos últimos anos, grande parte da população vem antecipando alguns sonhos de consumo, como um carro novo ou a casa própria, através da contratação de um empréstimo bancário ou um financiamento. Contudo, quando chega a hora de declarar o imposto de renda, fica a dúvida:
      • como devo incluir a operação de empréstimo/financiamento na Declaração de Ajuste Anual (DAA) do imposto de renda?
      • o que lançar na categoria de Bens e Diretos? e na de Dívida e Ônus Reais?
      Para entender melhor, é importante definir duas formas distintas de financiamento: COM ou SEM garantia.


      Financiamento com garantia


      Nos casos em que o bem é dado como garantia para o pagamento do financiamento, muito comum no financiamento da casa própria ou do automóvel, deve ser informado na ficha "Bens e Direitos" o somatório dos valores pagos durante o ano - até 31/12 - e a dívida não deve ser incluída na ficha "Dívidas e Ônus Reais" - como apresentado na imagem abaixo - uma vez que, na realidade, o bem ainda não pertence a você (pois caso a dívida não seja paga, o bem será tomado pelo banco/financeira).


      Por outro lado, caso o bem adquirido não seja dado como garantia do financiamento, deve-se declarar na ficha "Bens e Diretos" o bem pelo seu valor total e, na ficha "Dívidas e Ônus Reais", o saldo devedor do financiamento em 31/12 - como está demonstrados nas imagens abaixo.



      No caso de empréstimos pessoais, tal como o crédito consignado, deve-se apenas informar na DAA o saldo devedor em 31/12 na ficha "Dívidas e Ônus Reais". Simples assim.

      terça-feira, 10 de março de 2015

      Novidades no Tesouro Direto

      Nesta quarta-feira foram anunciadas várias novidades no programa Tesouro Direto, que é a plataforma de compra e venda de títulos públicos federais, diretamente para pessoas físicas. No presente artigo, apresentaremos todas as novidades implementadas pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

      Liquidez diária para recompra de títulos


      Uma das maiores reclamações dos investidores do Tesouro Direto era a falta de liquidez na hora de revender os títulos públicos de volta para o Tesouro Nacional. Até então, o Tesouro Nacional recomprava os títulos públicos apenas às quartas-feiras. A partir de agora, os investidores poderão revender seus títulos todos os dias úteis, a partir das 18h até às 5h. Nos fins de semana e feriados a plataforma ficará aberta todo o dia para tal operação. Já a liquidação financeira será realizada no dia útil subsequente.

      Nome fantasia dos títulos públicos

      Muitos investidores reclamavam (com razão) do nome dos títulos públicos, pois eles eram pouco explicativos das características de cada um dos títulos. O Tesouro Nacional decidiu então que cada título público receberá um nome fantasia. Os velhos investidores, porém, podem ficar despreocupados. Os nomes de batismo de cada título permanecerão. Abaixo, segue a lista de títulos públicos, com nome de batismo e o novo nome fantasia:
      • Letra Financeira do Tesouro - Tesouro Selic;
      • Letra do Tesouro Nacional - Tesouro Prefixado;
      • Nota do Tesouro Nacional Série F - Tesouro Prefixado com Juros Semestrais;
      • Nota do Tesouro Nacional Série B Principal - Tesouro IPCA;
      • Nota do Tesouro Nacional Série B - Tesouro IPCA com Juros Semestrais.

      Novos títulos

      Junto com as novidades do Tesouro Direto, foram disponibilizados dois novos títulos públicos na plataforma do Tesouro Direto. São eles:
      • Tesouro Selic (LFT), com vencimento em 7 de março de 2021;
      • Tesouro Prefixado (LTN), com vencimento em 1º de janeiro de 2021.

      Novo ambiente de transação

      Para coroar todas as mudanças, o pessoal do Tesouro Nacional reformulou o ambiente de transações do Tesouro Direto, tornando-o mais amigável, mais limpo, bonito e fácil de navegar.

      Na tela inicial é possível uma rápida consulta à composição de sua carteira, em um gráfico do tipo "pizza", além de uma área destinada aos avisos do Tesouro Direto. Ainda na página inicial, o Tesouro Nacional disponibiliza um orientador financeiro e a tabela com os títulos disponíveis para compra, taxas e preços.

      Antes de terminar o artigo, eu não podia deixar de parabenizar a equipe do Tesouro Nacional responsável pelas mudanças no Tesouro Direto. Sem exceção, foram todas positivas.

      Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

      sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

      Comprar ou alugar um imóvel?

      O que você faria se tivesse R$ 1.500.000,00 para investir? Uma afortunada leitora do Blog deixou um comentário em nosso artigo Rentabilidade passada do Tesouro Direto, que gostaríamos de compartilhar com vocês:
      "Agradeço a iniciativa e paciência de vocês conosco. Terei uma boa quantia para investir, mas não tenho a menor ideia onde. Por exemplo: alugo um apartamento novo em vez de comprá-lo por R$ 1.500.000,00 e invisto esse dinheiro em LTNs ou outros títulos do governo? Nesse caso, a locação é mais interessante que a compra, considerando os rendimentos?"

      Comprar ou alugar um imóvel?

      Como tudo em finanças a resposta é: depende. Os preços dos imóveis no Brasil, na média, subiram muito nos últimos anos. Muita gente séria tem apontado que algumas cidades brasileiras estão vivenciando um excesso de oferta ou até uma bolha imobiliária, ou seja, que os preços dos imóveis subiram muito rapidamente nos últimos anos, acima do que seria razoável dados os custos de construção e o crescimento da renda. SE ISSO FOR REALMENTE VERDADE, não valeria a pena investir em imóveis neste momento, pois, você estaria investindo em um ativo sem liquidez e com pouco ou nenhum potencial de valorização no curto e médio prazo.

      Mas (e sempre há um mas), não é nada fácil descobrir se a tal bolha imobiliária existe ou se o preço de venda dos imóveis não reflete os fundamentos econômicos (renda, custo de construção, financiamento etc). Nenhum economista sério pode afirmar categoricamente isso. Porém, há alguns indícios que podem evidenciar que as coisas estão um tanto fora de seu devido lugar. Um desses indícios, mas não o único, que a razão “aluguel/preço do imóvel”. Caso essa razão seja inferior ao rendimento líquido investimentos conservadores, pode ser que o preço do imóvel esteja um pouco salgado.

      Exemplo prático: quando vale a pena alugar ao invés de comprar um imóvel

      Aqui em Brasília, por exemplo, encontramos apartamentos de três quartos em excelentes bairros cujo valor de venda é em torno de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) e cujo aluguel é de aproximadamente R$ 3.000,00 (três mil reais). Ou seja, a razão aluguel/ preço do imóvel = 0,30%.

      Atualmente, mais simples aplicação financeira, a poupança, garante um rendimento mensal, isento de Imposto de Renda, de 0,60%. Portanto alguém que possua R$ 1.000.000,00 obteria de rendimento mensal exatos R$ 6.000,00 (seis mil reais). Com esse valor, seria possível pagar o aluguel e ainda economizar R$ 3.000,00 (três mil reais) para o próximo mês. Supondo que o valor do imóvel permaneça relativamente estável, vale a pena então investir e pagar o aluguel com parte do rendimento auferido.

      Aliás, se você quiser simular o rendimento dos principais investimentos com baixíssimo risco, oferecidos no país, consulte nossa Calculadora: Poupança X Fundo DI X CDB X Tesouro Direto X LCI/LCA

      Quanto vale a pena comprar um imóvel?

      Se o rendimento que você obtiver for inferior ao valor do aluguel, ou até da prestação de um financiamento imobiliário, talvez seja a hora de comprar um imóvel. Por serem ativos reais, os imóveis tendem a se valorizar e, no mínimo, a superar o valor da inflação no longo prazo.

      Porém, se a compra do imóvel tiver como objetivo unicamente investimento, talvez valha a pena conhecer um pouco mais dos Fundos de Investimento Imobiliário (FII), que permitem que um investidor adquira um valor mobiliário atrelado ao mercado imobiliário, com maior liquidez, maior diversificação e, no caso dos FII de Renda de Aluguel, isenção do Imposto de Renda. Para saber um pouco mais sobre os FII, sugerimos a leitura dos artigos abaixo, organizados em uma série de VI capítulos:

      Parte I - Quer investir em imóveis? Conheça os FII;
      Parte II - Como funciona o Fundo de Investimento imobiliário (FII);
      Parte III - Quais são as principais categorias de Fundos de Investimento imobiliário - FII?;
      Parte IV - A vantagem da liquidez dos Fundos de Investimento imobiliário - FII;
      Parte V - A vantagem da diversificação dos Fundos de Investimento Imobiliários - FII;
      Parte VII - Fundos de Fundos Imobiliários.

      Recomendações finais

      Recomendação n.º 1: invista seu tempo para aprender um pouco mais sobre finanças.

      Caso você tenha conseguido economizar, ou teve a sorte de herdar, uma quantia generosa de recursos, certamente não faltarão palpiteiros de plantão para te “ajudar”. Vai ter muito amigo da onça dizendo para você “apostar” tudo em uma única ação na bolsa. Você vai encontrar vários gerentes de banco oferecendo “maravilhosos” títulos de capitalização. Vai ter aquele amigo corretor de imóveis dizendo que tudo o que eu escrevi é baboseira, que bom mesmo é imóvel. Tem também aquela amiga da academia que entre um abdominal e outro lhe diz que está encantada com os tais fundos imobiliários. E o que dizer daquele parente distante, que só confia na velha e boa caderneta de poupança?

      Sabe qual é o melhor investimento de todos? Invista seu tempo para aprender um pouco mais sobre as finanças pessoais, os investimentos disponíveis no mercado, suas características, seus riscos, a tributação de cada um deles etc. Não querendo puxar a sardinha para o nosso lado, o Blog ABC do Dinheiro é um excelente começo. Mas há muitas outras fontes de informação excelentes (algumas gratuitas) na internet e nas livrarias. Basta garimpar.

      Recomendação n.º 2: diversifique seus investimentos.

      Não invista seu rico dinheirinho em um único investimento, pois, neste caso estará concentrando todo seu patrimônio em um único risco (seja ele imobiliário, de juros, de mercado etc.). Para saber um pouco mais sobre as vantagens da diversificação, sugiro a leitura do artigo Por que diversificar. Ou: devo colocar todos os ovos na mesma cesta?

      Recomendação n.º 3: investimento em imóvel.

      Caso você esteja convencida em comprar um imóvel, sugiro a leitura artigo O imóvel como investimento, aqui mesmo do Blog, bem como a leitura do livro Seu Imóvel: Como Comprar Bem, do Mauro Halfeld, já resenhado pelo Blog (aqui).

      Ainda sobre a aquisição de imóveis, caso seja esta a sua opção, pense na possibilidade de adquirir um ou mais imóveis de menor valor (apartamentos menores, lojas, salas comerciais, quitinetes), ao invés de um único imóvel com valor elevado, pois:
      • imóveis menores costumam ter um aluguel proporcionalmente maior;
      • a vacância de imóveis menores costuma ser também menor; e
      • no caso de necessidade, imóveis menores são mais fáceis de vender.
       Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

      quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

      Vida e morte de uma LTN: LTN 01012015


      O ano de 2015 começou com o vencimento de um título público. Trata-se da Letra do Tesouro Nacional (LTN) com vencimento em 1º de janeiro de 2015. Neste artigo, vamos analisar como tal título se comportou, desde o seu lançamento, em janeiro de 2011. Assim, será possível ao leitor entender um pouco melhor o funcionamento de uma LTN, desde seu lançamento (nascimento), até seu vencimento (morte).

      Como funciona uma LTN?

      Para começar, o básico. A LTN é um título prefixado sem pagamento de juros semestrais. Ou seja, ao comprar o título, o investidor pode revendê-lo no mercado secundário, antes de seu vencimento, ou então aguardar até o vencimento do título, quando então a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) fará o repagamento do título. Para entender um pouco mais do funcionamento de uma LTN, leia nosso artigo abaixo:


      A LTN que iremos analisar no presente artigo venceu em 1º de janeiro de 2015 (01/01/2015). Por essa razão, tal título é apresentado na plataforma do Tesouro Direto como LTN 01012015.

      Rentabilidade da LTN 01012015

      O lançamento da LTN 01012015 aconteceu em 3 de janeiro de 2011. Neste dia, a STN vendeu, através de leilão, as LTN para o primeiro grupo de investidores. Essa operação é chamada de oferta primária. A partir de então e até o vencimento, toda é qualquer negociação é conhecida como oferta secundária (ou mercado secundário). No seu lançamento, a LTN 01012015 rendia 12,25% ao ano.

      A partir de então, a rentabilidade da LTN 01012015 passou a ser determinada pelas condições de mercado e pelos juros vigentes na economia brasileira. Para ilustrar a rentabilidade do título ao longo de sua vida, preparamos um gráfico com a evolução de seu prêmio, do lançamento ao vencimento:

      Prêmio LTN 01012015 (% ao ano)

      Abaixo apresentamos a evolução da LTN 01012015, para os investidores que adquiriram o título na oferta primária e que carregaram os títulos até o vencimento. Iremos comparar a evolução da LTN 01012015 com a evolução da Letra Financeira do Tesouro (LFT), com vencimento em 7 de março de 2015 (ou LFT 07032015). A LFT é um título posfixado, com rentabilidade atrelada à variação da taxa Selic. Por essa razão, a LFT é o título público com o menor risco de mercado disponível na plataforma do Tesouro Direto. Para saber um pouco mais sobre o funcionamento da LFT, clique aqui.

      LTN 01012015 vs. LFT 07032015 (03/01/2011 = 100)

      Para facilitar a comparação, nós simulamos a variação de dois portfólios com valor igual a 100 em 3 de janeiro de 2011 (data de lançamento da LTN 01012015). A partir de então, um portfólio passou a variar de acordo com a evolução dos preços da LTN 01012015, enquanto o outro portfólio acompanhou os preços da LFT 07032015. No fim das contas, o investidor que escolheu a LTN, terminou com um portfólio de 158,47, enquanto o investidor que escolheu a LFT acabou com um portfólio valendo 145,53. Em outras palavras, o investidor que apostou na LTN 01012015 ganhou 58,47% desde 3 de janeiro de 2011 até 1º de janeiro de 2015. Já o investidor da LFT ganhou 45,53% no mesmo período. Uma diferença de 12,95% ao longo de 4 anos.

      Porém, como vimos anteriormente, as taxas da LTN variam de acordo com as condições macroeconômicas do país e especialmente com as taxas de juros praticadas. Durante sua vida, a LTN 01012015 alcançou a máxima em 4 de abril de 2011 (13,19% ao ano). Abaixo, apresentamos a evolução da LTN 01012015, em comparação com a LFT 07032015, desde 4 de abril de 2011 até o vencimento do título, em 1º de janeiro de 2015:

      LTN 01012015 vs. LFT 07032015 (01/04/2011 = 100)

      Ou seja, o investidor que adquiriu a LTN 01012015 em 1º de abril de 2011, e carregou o título até seu vencimento (1º de janeiro de 2015), obteve uma rentabilidade de 58,87% no período. Já o investidor que no mesmo período carregou a LFT 07032015, obteve rentabilidade de 41,57%. Uma diferença de 17,18%.

      Já o "azarado" investidor que adquiriu a LTN 01012015 em 7 de dezembro de 2012, quando o título alcançou a mínima de 7,50% ao ano, viu seu investimento crescer a taxa menor que a taxa obtida pelo investidor que apostou na LFT:

      LTN 01012015 vs. LFT 07032015 (07/12/2012 = 100)

      Ou seja, o investidor que adquiriu a LTN 01012015 em 12 de dezembro de 2012, e carregou o título até seu vencimento (1º de janeiro de 2015), obteve uma rentabilidade de 16,04% no período. Já o investidor que no mesmo período carregou a LFT 07032015, obteve rentabilidade de 20,44%. Uma diferença de -4,51%.

      Risco da LTN 01012015

      Por ser um título prefixado, o preço da LTN no vencimento não é alterado, qualquer que seja o nível das taxas de juros praticados no mercado. Porém, alterações na curva de juros impactam no preço corrente da LTN. Aumentos nos juros praticados no mercado tem como efeito uma diminuição no valor das LTN. Por outro lado, queda nos juros de mercado tem efeito contrário, aumentando o preço dos títulos prefixados, como as LTN.

      Quanto mais distantes do vencimento, mais pronunciadas serão as variações de preços de um título prefixado decorrentes de alterações nos juros. Um efeito já explicado aqui mesmo no blog no artigo Tesouro Direto: títulos longos vs. títulos curtos. E nossa LTN 01012015 não fugiu dessas duas características. Na figura abaixo apresentamos o desvio-padrão dos retornos de nossa LTN. Quanto maior o desvio-padrão, maior a oscilação do retorno em relação à sua média.

      Desvio-padrão dos retornos: LTN 01012015 vs. LFT 07032015

      Como pode ser visto, o desvio-padrão dos retornos não se comporta de forma linear, pois é diretamente correlacionado com o desvio-padrão dos preços da LTN 01012015. Já os preços das LTN está diretamente correlacionado às taxas de juros de mercado e ao prazo para o vencimento. Porém, podemos perceber a tendência de queda do risco, na medida que a LTN 01012015 se aproxima de seu vencimento. A partir de meados de 2014, seis meses antes de seu vencimento, os retornos da LTN 01012015 apresentaram desvio-padrão muito baixos, semelhantes aos percebidos pelos detentores de títulos posfixados, como a LFT 07032015, também apresentada na figura acima.

      Porém, o investidor que adquire uma LTN e decide mantê-la até o vencimento, deve relativizar o desvio-padrão dos retornos. Já que o preço do título no momento da aquisição irá determinar o retorno do investidor. O que torna a LTN um título excepcional para quem tem um compromisso financeiro em uma data futura, visto que o valor da LTN será R$ 1 mil no vencimento, faça chuva, faça sol. Já o investidor que deseja negociar a LTN antes de seu vencimento, ficará exposta às variações e humores do mercado, como vimos acima. 

      Conclusão

      A LTN 01012015 surgir em janeiro de 2011. No seu lançamento, o preço de cada título era de R$ 630,77. Em 1º de janeiro de 2015, no vencimento, tal título valia exatos R$ 1 mil, gerando um retorno de 58,47% no período (12,25% ao ano).

      O melhor retorno da LTN 01012015 aconteceu em 1º de abril de 2014. Quem comprou o título nesse dia teve retorno de 13,19% ao ano*. Já o pior retorno ficou com os investidores que adquiriram o papel em 07/12/2012, pois nessa data os juros pagos pelo papel se situaram na mínima de 7,50% ao ano.*

      As LTN são títulos prefixados, cujo valor no vencimento é exatamente R$ 1 mil. A LTN 01012015 não é exceção. Por essa razão, tais títulos são indicados para os investidores que tem um compromisso financeiro certo e futuro, como o pagamento das chaves de um apartamento, ou pagamento das mensalidades da faculdade de um filho etc. 

      Os preços das LTN oscilam ao sabor dos juros vigentes no país. Quanto maior os juros, menor o preço das LTN. Juros menores, por sua vez, impulsionam o preço dos títulos prefixados. Como pode ser visto no artigo, a LTN 01012015 apresentou exatamente esse comportamento.

      Assim sendo, um investidor que adquire uma LTN saberá de antemão a rentabilidade de seu investimento. Porém isso somente será verdade se ele mantiver o título até o vencimento. Se no meio do caminho ele resolver vender o título, estará sujeito às taxas de juros correntes, o que pode implicar em perdas ou ganhos.

      Por fim, ao analisarmos o comportamento da LTN 01012015, demonstramos que as oscilações no preço das LTN são maiores quanto maior for o prazo para o vencimento. Os preços (e retornos) dos títulos com prazo de vencimento curto costumam oscilar menos que os.preços (e retornos) dos títulos com prazo de vencimento mais dilatados.

      Rest in peace, LTN 01012015!

      Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

      * supondo que o investidor mantenha o título até o seu vencimento.

      segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

      Restituição do IRPF: lotes residuais

      Nesta segunda-feira, dia 9 de fevereiro de 2015, a Receita Federal do Brasil (RFB) disponibilizou consulta de lotes residuais de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) dos exercícios de 2014, 2013, 2012, 2011, 2010, 2009 e 2008. 

      Os felizardos incluídos neste lote multiexercício de restituição do IRPF receberão o crédito bancário no 18 de fevereiro. Para saber se você foi contemplado neste lote de restituição, clique aqui.

      Correção da restituição

      Abaixo, apresentamos a correção aplicável a cada um dos exercícios. A correção é equivalente à variação da taxa Selic do período:
      • 2014 - correção de 9,11%;
      • 2013 - correção de 18,01%;
      • 2012 - correção de 25,26%;
      • 2011 - correção de 36,01%;
      • 2010 - correção de 46,16%;
      • 2009 - correção de 54,62%;
      • 2008 - correção de 66,69%.

      Caí na malha fina. E agora?

      Caso você caiu na malha fina nos exercícios anteriores e não foi contemplado, saiba que a RFB disponibiliza uma ferramenta para consulta de eventuais pendências. Trata-se do extrato da DIRPF. Para saber como utilizar essa ferramenta, leia nosso artigo Imposto de Renda - extrato da DIRPF.

      Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

      sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

      Valor da Transferência Eletrônica Disponível (TED) cai para R$ 500

      A partir de hoje (16/01/2015) o valor mínimo para a realização de uma Transferência Eletrônica Disponível (TED) cai de R$ 750 para R$ 500. Transferência de valores inferiores à R$ 750 são feitas através do Documento de Crédito (DOC).

      A maior virtude da TED em relação ao DOC é a velocidade. A transferência entre as contas correntes se dá em poucos minutos com a TED, enquanto a transferência via DOC é realizada no dia útil seguinte.

      Um pouco de história...

      A TED é uma transação de transferência interbancária de valores. A TED foi instituída através da Circular do Banco Central do Brasil n.º 3.115, de 23 de abril de 2002. A TED, assim como o DOC, pode ser entre diferentes titulares ou para a mesma titularidade. Para realização desta transferência é necessário informar os dados do destinatário dos recursos (nome e CPF), além dos dados bancários (número do banco e número da conta corrente). Caso haja inconsistência nas informações fornecidas a operação não será processada e  o recurso voltará para a conta do emitente.

      Tanto na TED como DOC são cobradas tarifas sobre o cliente emissor (o receptor dos recursos não paga tarifas). 

      Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

      quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

      4º aniversário do ABC do Dinheiro

      Hoje faz quatro anos que o Blog ABC do Dinheiro iniciou suas atividades. Em 8 de janeiro de 2011, publicamos os dois primeiros artigos. Para os amigos que ajudaram a manter este blog durante os anos de 2011, 2012, 2013 e 2014 e especialmente para os caros leitores que nos prestigiam e são nossa razão de existir, nosso muito obrigado.

      Durante o ano de 2014, o blog navegou pelos mais variados assuntos, mas nunca deixou de lado seu principal objetivo, expresso no primeiro artigo intitulado O que é o ABC do Dinheiro. Nele podemos ler que "O Blog ABC do Dinheiro tem como missão descomplicar sua relação com o dinheiro, tornando-a mais saudável, sem truques ou promessas milagrosas, apenas com a difusão de conhecimento de educação financeira.".

      Foram muitos artigos sobre todos os assuntos afetos às finanças pessoais, com destaque para os artigos sobre educação financeira, impostos, investimentos e previdência. Também não podemos deixar de destacar as calculadoras financeiras, que de uma forma lúdica, rápida e prática auxiliam nossos leitores nas mais diversas situações.

      Em 2015 esperamos continuar nosso trabalho, com algumas novidades e contando sempre com a ajuda de nossos leitores e amigos que, por meio do espaço destinado aos comentários, ou através da página "Fale Conosco", contribuíram para o amadurecimento do projeto, seja com críticas, elogios e sugestões.

      Antes de terminar esse post de agradecimento, vamos a alguns números do Blog:
      • 1.017.629 mil pageviews;
      • 708.201 sessões;
      • 185 artigos;
      • 208 curtidas no Facebook;
      • 678 seguidores no Twitter.
      Entre os artigos mais populares, podemos destacar:
      Mais uma vez, nosso muito obrigado!