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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Poupança X Fundo DI X CDB X LFT X LCI/LCA

Atualizado em 16/06/2016. É sempre recomendável ter uma reserva financeira para emergências. Ter à disposição algo equivalente a seis meses de despesas é o mínimo desejável. Desta forma, você poderá enfrentar imprevistos com tranquilidade, tal como uma doença na família ou a perda inesperada do emprego.

Para esse tipo de reserva, aconselha-se aplicações com liquidez, baixo risco de crédito e baixo risco de mercado, mesmo que isso implique em uma baixa remuneração. Por essa razão, apresentamos a Calculadora: Poupança X Fundo DI X CDB X LFT X LCI/LCA, que compara o rendimento dos investimentos mais líquidos e menos arriscados do país.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Criando o hábito da poupança

Boa parte da população brasileira sente dificuldade em poupar dinheiro. Assim que se recebe o salário, ele já está praticamente todo comprometido com contas, parcelas de financiamento, dívidas, entre outros. A poupança acontece apenas quando sobra algum dinheiro na conta no fim do mês e, como este é um fato raro, dificilmente se consegue poupar.

Pague primeiro a você mesmo

Para mudar este cenário, o ideal é que você pague primeiro a você mesmo. Como assim? É possível programar (a maioria dos bancos permite este tipo de operação) uma transferência automática de recursos para uma conta poupança ou algum investimento específico. Programe esta transferência para o dia seguinte ao do recebimento de seu salário. Desta maneira, a primeira destinação de parte do seu salário será a sua poupança, ou seja, você será o primeiro a receber.

Você começará a tratar sua poupança como mais uma conta a pagar, como mais uma obrigação do mês. Assim como você tem a obrigação de pagar todos os meses contas como luz, água, telefone, entre outras, terá mais uma conta a pagar no mês, que é a sua poupança. Esta pequena mudança de hábito pode fazer toda diferença.

Artigo escrito por Gustavo Garcia.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Calculadora: Rentabilidade da poupança

Há algumas semanas o Comitê de Política Monetária (COPOM), do Banco Central do Brasil (BCB) alterou a a taxa Selic para 12,75% ao ano. A alteração da Taxa Selic tem uma série de implicações para a economia brasileira, mas, para o pequeno investidor, a mais importante das implicações é a alteração da rentabilidade da caderneta de poupança.

A nova regra da poupança só afeta os depósitos realizados após o dia 4 de maio de 2012. Para os depósitos realizados até o dia 4 de maio, vale a regra antiga, ou seja, rentabilidade de 0,50% ao mês acrescidos da variação da Taxa Referencial (TR).


Remuneração da poupança

Já os depósitos novos seguem a seguinte regra: a poupança renderá 70% do valor da Taxa Selic, limitados a 0,50% ao mês, acrescidos da variação da TR. Para calcular o valor da rentabilidade da poupança, utilize a calculadora abaixo:

Como utilizar nossa calculadora?

1) coloque o valor do depósito realizado na poupança no campo "Depósito poupança";
2) escolha o valor da Taxa Selic (ao ano); e
3) escolha o valor da TR (ao mês).


Dica: os valores da apresentados na calculadora são atualizados cada vez que a taxa Selic é alterada pelo Copom. Para obter o valor da Taxa Referencial, clique aqui.

Pronto! A calculadora mostra qual é rentabilidade esperada para o mês e a rentabilidade esperada para o ano do seu depósito de poupança.


Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Fale conosco: Poupança X Fundo DI X CDB X Tesouro Direto X LCI/LCA

Segue uma consulta feita em nossa página Fale Conosco que gostaria de compartilhar com os leitores do Blog.

"Olá Pessoal,

Parabéns pelo ótimo site. A Calculadora do Poupança X Fundo DI X CDB X Tesouro Direto X LCI/LCA é ótima, estou me divertindo com ela. Estou muito mais segura agora para poupar/investir meu dinheiro! Quero tirar 2 dúvidas:

1- Estou acompanhando as notícias, e estou ficando bem preocupada, os especialistas estão cada vez mais negativos sobre a economia do Brasil, os mais negativos apostam que em 2014/15 terão medidas bem parecidas com as que foram tomadas no Governo Collor. Vocês acreditam nisso? Quais os riscos que nossas poupanças e investimentos podem sofrer com a crise da economia brasileira? É necessário/ interessante poupar fora do Brasil?

2- Estou vendendo um imóvel por R$ 120 mil, e estou comprando um apto em outra cidade por R$ 130 mil. Já dei R$ 18 mil de entrada e tenho a opção por financiar o restante com juros de 5,64% a. a. + variação da TR. Com a venda da casa devo quitar o apto ou investir o dinheiro?

Obrigada.

JS"

O fim do mundo está próximo?

Não. Espera-se que 2015 seja um ano de ajustes na economia, independente de quem seja eleito presidente nas próximas eleições. O país vem passando por uma transição de um modelo econômico baseado no consumo das famílias e farto crédito para um crescimento sustentado em investimentos, especialmente em infraestrutura. Tal transição, porém, dificilmente demandará medidas tão drásticas como as vistas no Governo Collor, como congelamento de preços, "sequestro de poupança" etc. O país hoje é um país completamente diferente. E para melhor.

Porém, o final de 2014 será marcado por muita instabilidade no mercado financeiro. Isso é muito, muito comum em períodos pré-eleitorais. Portanto, caso você queira se proteger de tal estabilidade, invista seus recursos em ativos com baixo risco de crédito (calote do emissor) e baixo risco de mercado (oscilação de preços). Tais ativos são exatamente aqueles retratados na Calculadora do Poupança X Fundo DI X CDB X Tesouro Direto X LCI/LCA.

Investir fora do país

Investir parte de suas reservas fora do país ou em fundos que aplicam em investimentos denominados em moedas estrangeiras é sempre interessante. Como explicamos no artigo Por que diversificar. Ou: devo colocar todos os ovos na mesma cesta?, a diversificação de investimentos pode promover a redução do risco da sua carteira. E a diversificação deve ser um hábito, e não uma estratégia para ser utilizada somente em momentos de volatilidade.

Quitar ou não quitar o imóvel?

Você informou que tem a opção de quitar um imóvel recentemente adquirido, ou então financiar o saldo devedor com juros de 5,64% ao ano + variação da TR. O que fazer? Bem, como deixamos claro em nossa página Fale Conosco, nos reservamos ao direito de não recomendar investimentos. Tal decisão cabe somente a você.

Porém, lembre-se que atualmente a taxa Selic está fixada em 11% ao ano (aqui). Ou seja, a princípio, você consegue investimentos com baixo risco que rendem mais do que o custo do seu empréstimo. Neste caso, vale mais a pena financiar o imóvel e, com os recursos não utilizados, investir. Mas, se você é daquelas que não conseguem ver um dinheirinho parado na conta que já querem gastar, corra e quite seu imóvel o mais rápido possível.

Resposta escrita por Flávio Girão Guimarães.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Parte dos Fundos DI sequer ganha da poupança

A velha e boa caderneta de poupança está sob fogo cerrado. As críticas sobre esse tradicional investimento se acumulam a cada dia. Não é por menos, com a elevação da taxa Selic para 11% ao ano, muitos investimentos de baixo risco vem conquistando espaço nos corações e bolsos dos investidores brasileiros.

Boa parte das críticas é válida. A poupança de fato vem rendendo muito, muito pouco. Mas não é todo e qualquer investimento que o supera. Vamos apresentar neste artigo uma comparação da poupança com os fundos DI, que são os produtos de investimento que mais se aproximam das características da poupança.

Cálculo da poupança

Para os depósitos realizados até o dia 4 de maio de 2012, a rentabilidade da poupança será igual a 0,50% ao mês acrescidos da variação da Taxa Referencial (TR). Já os depósitos realizados após o dia 12 de maio de 2012 seguem a seguinte regra: a poupança renderá 70% do valor da Taxa Selic, limitados a 0,50% ao mês, acrescidos da variação da TR. Para calcular o valor da rentabilidade da poupança, utilize nossa Calculadora Rentabilidade da Poupança.

Atualmente, a taxa Selic está fixada em 11% ao ano. Ou seja, a poupança renderá 0,50% ao mês. Com a TR variando em torno de 0,05% ao mês, temos uma rentabilidade próxima a 0,55% ao mês (em torno de 7.44% ao ano).

Cuidado com a taxa de administração dos Fundos DI

O passo natural para quem quer alto além da poupança, são os fundos de investimento referenciados DI (ou simplesmente Fundos DI). Tal classe de fundos costumam ter baixíssimo risco e um retorno bruto próximo à variação do DI, que por sua vez tem um retorno muito semelhante à variação da taxa Selic. Porém, diferentemente da poupança, os ganhos de rendimento são tributados pelo imposto de renda (IR), com alíquotas que variam de 22.50% a 15%. Para saber um pouco mais sobre a tributação dos Fundos DI, leia nosso artigo Tributação de investimentos: fundos de investimento em renda fixa.

Além da tributação pelo imposto de renda, é descontado da rentabilidade dos Fundos DI a taxa de administração, que nada mais é do que a remuneração do gestor do fundo. Tal taxa é cobrada sobre o patrimônio administrado. Portanto, ao investir em um Fundo DI, procure os fundos com a menor taxa de administração possível.

Para demonstrar a importância da taxa de administração, elaboramos a tabela abaixo, onde apresentamos a rentabilidade esperada para a poupança e para um Fundo DI (líquida de IR), ao longo de 6 meses, 1 ano, 2 anos, 3 anos, 4 anos e, por fim 5 anos. Na elaboração da tabela, utilizamos a rentabilidade atual da poupança, em torno de 0,55% ao mês, e a rentabilidade do DI, atualmente em 10,80% ao ano.

Poupança
Meses
6 meses
1 ano
2 anos
3 anos
4 anos
5 anos
retorno
3,35%
6,80%
14,07%
21,83%
30,12%
38,97%
Fundo Referenciado DI
tx. Adm
6 meses
1 ano
2 anos
3 anos
4 anos
5 anos
1,50%
3,52%
7,44%
16,06%
25,99%
36,31%
47,59%
1,75%
3,43%
7,24%
15,61%
25,23%
35,20%
46,08%
2,00%
3,34%
7,04%
15,16%
24,47%
34,11%
44,59%
2,25%
3,25%
6,84%
14,71%
23,72%
33,02%
43,11%
2,50%
3,15%
6,64%
14,26%
22,97%
31,93%
41,64%
2,75%
3,06%
6,44%
13,82%
22,22%
30,86%
40,18%
3,00%
2,97%
6,24%
13,37%
21,48%
29,79%
38,74%
3,25%
2,87%
6,04%
12,93%
20,74%
28,73%
37,31%
3,50%
2,78%
5,84%
12,48%
20,01%
27,67%
35,90%

Como podemos ver, os Fundos DI com taxa de administração iguais ou superiores a 3% ao ano são, apresentam uma rentabilidade inferior à rentabilidade da poupança, independentemente do horizonte de investimento. Já os Fundos DI com taxa de administração iguais ou inferiores a 1,75% ao ano apresentam retornos superiores ao retorno da poupança. Os Fundos DI com taxa de administração entre 1.75% ao ano e 3% ao ano apresentam rentabilidade ora superior à rentabilidade da poupança, ora inferiores, dependendo do prazo de investimento.

Portanto, cuidado com a taxa de administração do Fundo DI!

Comparador de Fundos

A revista Exame.com disponibiliza em seu site uma excelente ferramenta, o Comparador de Fundos. Através dessa ferramenta é possível comparar, entre outros, os Fundos DI. O Comparador de Fundos foi feito em parceria com o sistema de informações financeiras Comdinheiro (comdinheiro.com.br). Use e abuse da ferramenta para encontrar um Fundo DI que atenda às suas expectativas, seja no seu atual banco, ou em outra instituição que faça mais pelo seu dinheiro. Para acessar o Comparador de Fundos, clique aqui.

Outros investimentos de baixo risco

Existem também outros investimentos com baixo risco e liquidez, que podem eventualmente substituir a velha poupança, por serem de baixo risco e fácil compreensão. Entre eles destacamos: os fundos de investimento referenciados DI, os Certificados de Depósito Bancário (CDB), Letras Financeiras do Tesouro (LFT), as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras do Crédito do Agronegócio (LCA).

Para conferir qual dos investimentos acima rende mais, verifique nossa Calculadora Poupança X Fundo DI X CDB X Tesouro Direto X LCI/LCA.

Mas antes de resgatar sua poupança, saiba os riscos de se investir em CDBs, especialmente aqueles oferecidos por bancos de pequeno e médio porte, que geralmente oferecem retornos mais atrativos (aqui), 

Caso você se interessou pelas LCI ou LCA, saiba quais são as vantagens e riscos envolvidos na aquisição de tais títulos (aqui).

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Poupança X Fundo DI X CDB X Tesouro Direto X LCI/LCA

Atualizado em 07/04/2014.

É extremamente recomendável ter uma poupança para emergências. Ter à disposição algo como seis meses de despesas é o mínimo recomendável. Desta forma você poderá enfrentar imprevistos com tranquilidade.

Além disso, caso tenha a infelicidade de perder o emprego, uma poupança equivalente a seis meses de salário permitirá que você procure outra ocupação, compatível com a sua formação e experiência, sem ter que aceitar a primeira vaga que te oferecem.

Para esse tipo de reserva, é recomendável a escolha de aplicações que lhe garantam liquidez imediata e baixo risco, mesmo que isso implique em uma remuneração mais modesta. Por essa razão, o Blog ABC do Dinheiro apresenta a Calculadora: Poupança X Fundo DI X CDB X LFT X LCI/LCA.

Nossa calculadora permite que você escolha, livremente:
  • o valor que deseja investir;
  • o período que se pretende investir (de 1 a 60 meses);
  • a taxa Selic (ao ano), que remunera as Letras Financeiras do Tesouro (LFT);
  • a variação do DI (ao ano), que remuneram os fundos DI e os CDBs pósfixados;
  • a taxa de administração do fundo DI;
  • a taxa de custódia da corretora/banco, para compras no Tesouro Direto;
  • o percentual do DI para os CDBs pósfixados; e
  • o percentual do DI para as LCI/LCA.

1 insira neste campo a taxa de administração (% ao ano) do fundo de investimento;
2 insira neste campo a taxa do agente de custódia (% ao ano) utilizado nas operações do Tesouro Direto;
3 insira neste campo o percentual do DI que o CDB rende (ex: 85% do DI);
4 insira neste campo o percentual do DI que o LCI/LCA rende (ex: 75% do DI);

Com essas informações você pode obter uma estimativa do valor gerado pelo seu investimento inicial, já líquido do imposto de renda.

Lembro que tanto o CDB como as LCI e LCA são títulos de crédito emitido por bancos, ou seja, representam dívidas dos bancos com o investidor e, portanto, estão sujeitos ao risco de crédito da instituição financeira que os emite. Tais investimentos são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos - FGC, (em até R$ 250 mil por CPF). O FGC também cobre os depósitos em poupança. Já os fundos de investimentos e as aplicações no Tesouro Direto não contam com a cobertura do FGC.

Importante ressaltar que este este artigo é meramente informativo e não deve ser considerado como recomendação de investimento, nem deve servir como única base para tomada de decisões de investimento. Antes de efetuar seus investimentos.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Calculadora: Rentabilidade da poupança

Há algumas semanas o Comitê de Política Monetária (COPOM), do Banco Central do Brasil (BCB) alterou a a taxa Selic para 10,50% ao ano. A alteração da Taxa Selic tem uma série de implicações para a economia brasileira, mas, para o pequeno investidor, a mais importante das implicações é a alteração da rentabilidade da caderneta de poupança.

A nova regra da poupança só afeta os depósitos realizados após o dia 4 de maio de 2012. Para os depósitos realizados até o dia 4 de maio, vale a regra antiga, ou seja, rentabilidade de 0,50% ao mês acrescidos da variação da Taxa Referencial (TR).


Já os depósitos novos seguem a seguinte regra: a poupança renderá 70% do valor da Taxa Selic, limitados a 0,50% ao mês, acrescidos da variação da TR. Para calcular o valor da rentabilidade da poupança, utilize a calculadora abaixo:

Como utilizar nossa calculadora?

1) coloque o valor do depósito realizado na poupança no campo "Depósito poupança";
2) escolha o valor da Taxa Selic (ao ano);

Pronto! A calculadora mostra qual é rentabilidade esperada para o mês e a rentabilidade esperada para o ano do seu depósito de poupança.


Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A poupança é um bom investimento?

Depende. Como qualquer investimento, a poupança tem qualidades e defeitos, mas, em hipótese alguma, deve ser desprezada. Para quem não a conhece sua história, a poupança é uma das modalidades de investimento mais antigas existente no Brasil. Para se ter ideia de quão antiga é a poupança, a Caixa Econômica Federal já oferecia tal produto em 1861 (ainda no reinado de Dom Pedro II).

Para quem não sabe, a regra de remuneração da poupança foi alterada no dia 4 de maio de 2012. Os depósitos realizados até esta data rendem 0,50% ao mês (a.m.), acrescidos da variação da Taxa Referencial (TR). Para fins de informação, a poupança (regra velha) gerou uma rentabilidade média mensal em torno de 0,52% a.m. em 2013 (até julho).


A partir do dia 4 de maio de 2012, os depósitos realizados na poupança passam a obedecer a seguinte regra:
  • sempre que a taxa básica de juros (taxa Selic), estiver em 8,50% ao ano (a.a.) ou abaixo desse patamar, o rendimento da poupança é equivalente a 70% da taxa Selic acrescido da variação da TR;
  • quando a taxa Selic for superior a 8,50% a.a., vale a regra antiga de reajuste pela TR mais 0,5%.

Para facilitar a vida do leitor que queira estimar quanto irá render a poupança, criamos a Calculadora: Rentabilidade da Poupança. Para saber o valor exato da poupança, visite a página do Banco Central do Brasil.

Além da remuneração vista acima, a poupança conta com isenção total do imposto de renda (IR) sobre o ganho de capital, bem como isenção de recolhimento do Imposto Sobre Operações Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF). 

Outra vantagem da poupança é a sua simplicidade. Não existe valor mínimo de aplicação, tampouco valor máximo. Pode-se aplicar ou resgatar qualquer valor, sem limites. Por fim, não são cobradas taxas de administração e performance. No linguajar dos financistas, a poupança é um investimento bem simples, plain vanilla. 

Por outro lado, um dos pontos negativos da poupança reside no fato de os recursos nela aplicados serem capitalizados apenas mensalmente, ou seja, para obter o rendimento prometido é necessário aguardar trinta dias após cada depósito. Supondo, por exemplo, que você necessite resgatar os recursos aplicados na poupança há 29 dias, não receberá sequer R$ 0,01 acima do valor inicial. A capitalização dos recursos é feita para cada depósito, separadamente.

Existem investimentos similares à poupança. São os fundos de investimento Referenciados DI e o Certificado de Depósito Bancário – CDB, ambos com rentabilidade bruta próxima ou atrelada à variação do certificado de Depósito Interbancário – DI, que geralmente é um pouco inferior à taxa Selic.

Mas, ao contrário do que ocorre na poupança, tanto os rendimentos auferidos nos fundos de investimento referenciados DI, como os rendimentos obtidos em um CDB estão sujeitos ao recolhimento de IR, à alíquotas que variam de 22,50% a 15,00%.

Além disso, os fundos de investimento referenciados DI têm como custo a taxa de administração, recolhida em favor da instituição financeira que administra o fundo, que equivale a um percentual do valor investido. Já no CDB não é cobrada taxa de administração, mas, geralmente, sua rentabilidade sofre um deságio em relação à variação do DI (exemplo: rentabilidade de 90% da variação do DI). 

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Valor Econômico: Metade dos DIs não ganha da poupança

A redução da taxa Selic para inéditos 8,00% ao ano já começa a fazer suas primeiras vítimas, os fundos DI, especialmente aqueles cujas taxas de administração são iguais ou superiores a 1,4% ao ano.

Mesmo com a redução do rendimento da caderneta de poupança, que agora tem variação igual a 70% do valor da taxa Selic (quando esta for igual ou inferior a 8,50% ao ano), tal modalidade de investimento traz melhores retornos quando comparados aos retornos gerados pelos fundos DI com taxa de administração superiores a 1,4% ao ano. É o que indica a excelente reportagem de Luciana Seabra, publicada no jornal Valor Econômico em sua edição de 17 de junho de 2012.

Metade dos DIs não ganha da poupança

Por Luciana Seabra, para o Valor Econômico em 17/07/2012 

De opção confortável para investidores conservadores, os fundos DI passaram a alternativa complexa. Até podem valer a pena, mas só depois de se fazer uma série de contas. Entre os fundos DI hoje oferecidos no varejo, 47% perdem para a poupança ou empatam com ela, ainda que o investidor esteja disposto a deixar o dinheiro parado por mais de dois anos para pagar a menor alíquota de Imposto de Renda (IR). O levantamento, com base na Economática, foi feito pelo economista Marcelo d’Agosto, autor do blog “O Consultor Financeiro”, no portal Valor. 

As novas regras da poupança, que vinculam o rendimento da caderneta à taxa básica de juros, e a última queda da Selic, que está em 8% ao ano desde quarta-feira passada, deixam os fundos DI ainda menos competitivos. Para o investidor que vai pagar a menor alíquota de IR (15%), é preciso que a taxa de administração seja menor do que 1,4% para que o retorno do fundo supere o da poupança. 

Para quem busca uma opção de curto prazo, o DI se torna quase inviável. Apenas 22% dos fundos ganham em rentabilidade da caderneta em aplicações de menos de seis meses, em que é preciso pagar 22,5% de IR sobre o rendimento. 

Para aplicações de seis meses a um ano, 70% dos fundos de varejo não satisfazem mais em termos de rentabilidade. Se o dinheiro ficar investido entre um e dois anos, 55% empatam com a caderneta ou perdem para ela. 

A taxa média para fundos DI voltados ao varejo é de 1,28%, segundo o último relatório da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) sobre taxas, referente a maio. Na média, portanto, os fundos DI só ganham da poupança para aplicações de mais de dois anos. 

Com a Selic em 8%, a Taxa Referencial (TR), que faz parte do rendimento da caderneta, na prática se anula, segundo o matemático José Dutra Vieira Sobrinho, vice-presidente da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB). “Pode haver uma TR positiva em um ou outro dia, mas a expectativa é que na média seja zero”, diz o professor. O cálculo da taxa é complexo e, segundo Dutra, não precisa mais ser feito ao realizar simulações para decidir pela melhor aplicação. Se a Selic passar por mais um corte, chegando a 7,5%, aí a TR será definitivamente nula, diz o professor. 

Considerando TR igual a zero, as regras da nova poupança determinam que a caderneta pague 70% da Selic, enquanto o fundo DI, em geral, rende a Selic inteira. No caso do fundo, entretanto, é preciso descontar a taxa de administração e o imposto de renda, que varia de acordo com o prazo da aplicação. É assim que Marcelo d’Agosto chega a uma regra prática para aplicações em fundos DI de seis meses a um ano. Elas só ganham da poupança se a taxa for menor do que 12,5% da Selic. No momento, portanto, fundos com taxa de 1% não atraem mais para esse prazo. 

Fazer contas, afirma Dutra, é cada vez mais necessário. A quem já tem dinheiro aplicado no fundo DI, ele sugere olhar a rentabilidade do mês imediatamente anterior. Ao divulgá-la, os gestores já descontam a taxa de administração, mas não o imposto. Então, é preciso verificar, de acordo com o prazo da aplicação, em qual das quatro alíquotas a aplicação se encaixa. Retirado o IR, é só comparar com o retorno da poupança. Dutra recomenda que essa análise seja feita mês a mês. 

“Os gestores vão ter de melhorar a rentabilidade dos fundos e diminuir a taxa de administração ou vão ter problemas”, diz Dutra. Um caminho, espera o professor, deve ser a inclusão de mais títulos do setor privado na carteira, que em geral rendem mais do que os papéis públicos. 

Os bancos estão resistindo a cortar as taxas dos fundos grandes, afirma d’Agosto, porque isso pesaria em suas receitas. “Para o investidor pequeno, em geral a saída é a poupança mesmo”. É bom lembrar que, nesse caso, é preciso esperar a chamada data de aniversário, quando a aplicação completa um mês, para garantir o retorno. Para o fundo DI, a liquidez é diária. 

Em relação à rentabilidade, a taxa de administração que faz o fundo DI valer a pena para qualquer prazo – menor de 0,77% – só é vista, em média, nos fundos com aplicação inicial entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, de acordo com a Anbima. Para quem pode deixar o dinheiro investido por mais de dois anos, a taxa necessária somente pode ser encontrada, na média, para tíquetes de entrada de mais de R$ 10 mil. 

Apesar da desvantagem competitiva, as aplicações em fundos DI superaram os resgates em R$ 18,67 bilhões no primeiro semestre, na maior captação líquida para o período. O resultado, segundo a Anbima, foi influenciado pelas operações de um único fundo, que captou R$ 20 bilhões. Em balanço do setor no semestre, o vice-presidente da Anbima, Robert van Djik, afirmou que a indústria vai se adaptar naturalmente, ajustando as taxas. 

Na pesquisa Focus, a mediana das projeções apuradas pelo Banco Central junto a cerca de cem instituições financeiras aponta para uma Selic de 7,5% ao ano no fim de 2012. Se a autoridade monetária promover esse corte adicional, com base nos cálculos de d’Agosto, o fundo DI só vai ganhar da poupança para taxas de administração entre 0,73% e 1,3%.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Como equilibrar suas contas?

O endividamento dos brasileiros atingiu seus níveis mais altos na história em 2011. Muitos já perderam o crédito e vivem adquirindo dívidas atrás de dívidas para honrarem outras dívidas, entrando em um desconfortável e perigoso circulo vicioso. Alguns se endividaram para cobrir gastos imprevistos, outros, infelizmente, se endividaram por pura falta de controle sobre suas finanças, gastando mais do que teriam capacidade de honrar. É importante ressaltar que não existe uma solução milagrosa e que algum sacrifício será necessário para se livrar desta situação desconfortável.

A primeira atitude a ser tomada é fazer um mapeamento do seu estilo de vida, fazendo um levantamento minucioso de suas contas, sua renda e despesas do dia-a-dia, inclusive as pequenas despesas. Três meses já seriam o suficiente para se ter uma idéia do seu perfil de consumo. Esta fase é chata e cansativa, principalmente por prever uma mudança de hábito, mas é uma fase importante no processo de equilíbrio de contas e deve ser feito em conjunto com o(a) cônjuge, quando for o caso. Estes levantamentos podem ser armazenados em uma planilha Excel, em um caderno de anotações ou em sistemas próprios para isso. É importante anotar tudo nesta fase. O controle sobre suas finanças permitirá que você tome decisões conscientes sobre o seu consumo, mantendo seu padrão de vida de maneira consciente, equilibrada e planejada.

A parte crucial do seu equilíbrio é a sua renda e seus rendimentos. Em última instância, são eles que determinam qual será o seu padrão de vida. As despesas mais os investimentos devem ser menores do que a sua renda. Isto parece trivial e lógico, mas poucos seguem esta regra. O hábito da poupança é fundamental na vida de qualquer pessoa, independentemente do nível de renda.

Após o mapeamento dos seus gastos e agrupá-los em Moradia, Alimentação, Transporte, Lazer etc, passaremos para o segundo passo que é a identificação dos gastos que podem sofrer cortes apenas com mudanças de hábitos, como:

1) restaurantes: passar a comer mais em casa e menos na rua, evitando os restaurantes caros;

2) academia: mudar para uma caminhada na rua ou comprar equipamentos para fazer ginástica em casa. Esta pode ser uma medida temporária até que as contas estejam equilibradas;

3) tv a cabo: talvez você possa mudar para um pacote mais barato e que possa satisfazer as suas necessidades ou mesmo cortar temporariamente a tv a cabo;

4) telefonia: criar hábitos de falar menos ao celular ou mudar para uma operadora com tarifas mais baixas ou para planos mais em conta. As vezes, apenas com uma mudança de plano já é possível diminuir os gastos. Em muitos casos pagamos por planos mais caros, que contemplam serviços que nunca utilizamos;

5) eletricidade: apagar as luzes, trocar chuveiros elétricos por outros, retirar os aparelhos da tomada;

Em suma, devemos identificar os desperdícios e evitá-los. A soma dos pequenos gastos faz toda a diferença.

Qual o problema de se contrair dívidas? O principal é que as dívidas diminuem o seu padrão de vida e, por consequência, o seu bem estar e o de sua família. Por exemplo, os altos juros pagos nas dívidas de cartão de crédito ou cheque especial é um recurso que estaria sendo destinado para outra finalidade, como uma viagem de férias, um novo automóvel, um fundo de previdência ou um novo apartamento. Gastos que aumentariam o seu bem estar e de sua família, mas que acabam indo para uma instituição financeira, enriquecendo terceiros.

Artigo escrito por Gustavo Garcia.