quarta-feira, 9 de março de 2011
Análise semanal de 09/03 a 11/03
IMPORTANTE: As análises contidas não devem ser consideradas como recomendações de compra ou venda de ativos, tendo como principal objetivo o aprimoramento e difusão dos conhecimentos de Análise Técnica (AT). O leitor deve ter em mente que ele é o único responsável por suas decisões dentro do mercado, levando sempre em conta o risco inerente a este tipo de operação.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Dívidas: o que fazer para começar a sair delas?
No ano passado, o endividamento dos brasileiros atingiu o seu maior nível na história. As dívidas chegaram a mais de R$ 500 bilhões. Em média, o brasileiro tinha dívidas equivalentes a cinco vezes a sua renda mensal. A situação fica ainda mais grave quando se verifica que boa parte desta dívida está vinculada ao cartão de crédito e/ou cheque especial, que possuem juros “estratosféricos”.
As dívidas aparecem quando gastamos mais do que podemos. Os motivos de sua formação são variados e, em alguns casos, fogem ao planejamento. O problema surge quando criamos dívidas desnecessariamente, por pura falta de planejamento e controle. Quando fazemos isso, o juro composto começa a trabalhar contra, quando o ideal seria termos ele a nosso favor.
Não existe fórmula mágica para se livrar das dívidas, mas algumas atitudes podem ser tomadas para estancá-las e liquidá-las. O ponto de partida é fazer um levantamento do perfil da dívida. Saber o montante total da dívida, quais são os seus credores e quais são os juros que a oneram.
Feito este primeiro levantamento, devemos criar um ranking dos credores, levando em conta os juros cobrados, do maior para o menor, conforme exemplo abaixo:
Com este levantamento em mãos, o próximo passo é procurar os credores para renegociar suas dívidas. A renegociação de dívidas é uma prática comum e possui a vantagem de ser mais rápida e barata que as ações judiciais. Os credores estão dispostos a renegociarem suas dívidas, já que têm o interesse em receber este montante de volta. Para aumentar a probabilidade de se conseguir uma boa negociação, seja sincero e exponha a sua real situação.
Durante as negociações, é possível conseguir a redução dos juros, retirada das multas, honorários advocatícios, taxa de cobrança e/ou dilatação do prazo. As dívidas devem ser renegociadas e liquidadas com a priorização dada pelo ranking acima, começando pela dívida de maior juro.
Se houverem recursos investidos em alguma aplicação financeira, este é o momento certo para resgatá-los e cobrir a totalidade da dívida ou parte dela, já que não faz sentido algum ter um recurso parado rendendo juros muito inferiores aos juros que oneram suas dívidas. Assim, primeiro devemos pagar as dívidas para, depois de totalmente liquidadas, nos organizarmos para gerar poupança. Durante a renegociação, não se esqueça de pedir a retirada do seu nome do SERASA, SPC ou equivalente. Retirar o seu nome destes órgãos permite que você tenha acesso novamente a crédito mais “barato”, estratégia importante na caminhada para sair do vermelho.
Com a renegociação de suas dívidas, o próximo passo é a “troca” de dívidas. Assim, se você tiver algum bem que possa se desfazer para cobrir, pelo menos, as dívidas com maiores juros, não hesite. Por exemplo, no caso acima, se o sujeito tiver um carro quitado, pode se desfazer do mesmo para amortizar suas dívidas, financiando a compra de outro automóvel, caso seja imprescindível ter um automóvel. Essa é uma boa estratégia, já que os juros dos financiamentos de automóveis são menores que os juros das dívidas de empréstimos. Aproveitando a troca do seu automóvel, procure um automóvel que gere menos custos (calcule aqui o quanto custa seu carro).
Se as dívidas estiverem muito altas, ao ponto de serem quase impagáveis, é a hora de pensar em se desfazer de um bem de maior valor, como um imóvel. Venda o imóvel, quite suas dívidas e financie a compra de outro imóvel no prazo mais longo que conseguir, aos menores juros possíveis. Os juros dos financiamentos imobiliários costumam ser menores que os juros que oneram o saldo devedor de suas dívidas.
Se você não possui nenhum bem que possa se desfazer, troque os credores com maiores juros por credores com menores. No exemplo acima, o sujeito poderia verificar a possibilidade de se conseguir mais recursos no crédito consignado para poder amortizar as dívidas junto ao cartão de crédito e/ou cheque especial.
Junto à renegociação das dívidas e o começo de sua amortização têm que haver uma mudança de hábito, readequando seus gastos a sua renda, para que não sejam feitas novas dívidas, desnecessariamente. Pode chegar o momento em que não haverá mais nenhum ativo e restarão apenas os passivos. É a hora de cortar na própria carne, não tem como fugir disto.
Artigo escrito por Gustavo Garcia
Veja também:
Fundo DI x CDB x Poupança - março 2011
Nossas calculadoras: quanto custa seu carro e reajuste de aluguel
FUNCINE: o melhor investimento em 2011?
Em breve teremos o lançamento do Ranking dos melhores fundos de investimento do país, aguardem!
As dívidas aparecem quando gastamos mais do que podemos. Os motivos de sua formação são variados e, em alguns casos, fogem ao planejamento. O problema surge quando criamos dívidas desnecessariamente, por pura falta de planejamento e controle. Quando fazemos isso, o juro composto começa a trabalhar contra, quando o ideal seria termos ele a nosso favor.
Não existe fórmula mágica para se livrar das dívidas, mas algumas atitudes podem ser tomadas para estancá-las e liquidá-las. O ponto de partida é fazer um levantamento do perfil da dívida. Saber o montante total da dívida, quais são os seus credores e quais são os juros que a oneram.
Feito este primeiro levantamento, devemos criar um ranking dos credores, levando em conta os juros cobrados, do maior para o menor, conforme exemplo abaixo:
Com este levantamento em mãos, o próximo passo é procurar os credores para renegociar suas dívidas. A renegociação de dívidas é uma prática comum e possui a vantagem de ser mais rápida e barata que as ações judiciais. Os credores estão dispostos a renegociarem suas dívidas, já que têm o interesse em receber este montante de volta. Para aumentar a probabilidade de se conseguir uma boa negociação, seja sincero e exponha a sua real situação.
Durante as negociações, é possível conseguir a redução dos juros, retirada das multas, honorários advocatícios, taxa de cobrança e/ou dilatação do prazo. As dívidas devem ser renegociadas e liquidadas com a priorização dada pelo ranking acima, começando pela dívida de maior juro.
Se houverem recursos investidos em alguma aplicação financeira, este é o momento certo para resgatá-los e cobrir a totalidade da dívida ou parte dela, já que não faz sentido algum ter um recurso parado rendendo juros muito inferiores aos juros que oneram suas dívidas. Assim, primeiro devemos pagar as dívidas para, depois de totalmente liquidadas, nos organizarmos para gerar poupança. Durante a renegociação, não se esqueça de pedir a retirada do seu nome do SERASA, SPC ou equivalente. Retirar o seu nome destes órgãos permite que você tenha acesso novamente a crédito mais “barato”, estratégia importante na caminhada para sair do vermelho.
Com a renegociação de suas dívidas, o próximo passo é a “troca” de dívidas. Assim, se você tiver algum bem que possa se desfazer para cobrir, pelo menos, as dívidas com maiores juros, não hesite. Por exemplo, no caso acima, se o sujeito tiver um carro quitado, pode se desfazer do mesmo para amortizar suas dívidas, financiando a compra de outro automóvel, caso seja imprescindível ter um automóvel. Essa é uma boa estratégia, já que os juros dos financiamentos de automóveis são menores que os juros das dívidas de empréstimos. Aproveitando a troca do seu automóvel, procure um automóvel que gere menos custos (calcule aqui o quanto custa seu carro).
Se as dívidas estiverem muito altas, ao ponto de serem quase impagáveis, é a hora de pensar em se desfazer de um bem de maior valor, como um imóvel. Venda o imóvel, quite suas dívidas e financie a compra de outro imóvel no prazo mais longo que conseguir, aos menores juros possíveis. Os juros dos financiamentos imobiliários costumam ser menores que os juros que oneram o saldo devedor de suas dívidas.
Se você não possui nenhum bem que possa se desfazer, troque os credores com maiores juros por credores com menores. No exemplo acima, o sujeito poderia verificar a possibilidade de se conseguir mais recursos no crédito consignado para poder amortizar as dívidas junto ao cartão de crédito e/ou cheque especial.
Junto à renegociação das dívidas e o começo de sua amortização têm que haver uma mudança de hábito, readequando seus gastos a sua renda, para que não sejam feitas novas dívidas, desnecessariamente. Pode chegar o momento em que não haverá mais nenhum ativo e restarão apenas os passivos. É a hora de cortar na própria carne, não tem como fugir disto.
Artigo escrito por Gustavo Garcia
Veja também:
Fundo DI x CDB x Poupança - março 2011
Nossas calculadoras: quanto custa seu carro e reajuste de aluguel
FUNCINE: o melhor investimento em 2011?
Em breve teremos o lançamento do Ranking dos melhores fundos de investimento do país, aguardem!
sexta-feira, 4 de março de 2011
Fale Conosco: Tesouro Direto 2011 - parte 2
![]() |
| Sprechen mit mir, bitte! |
Caros leitores,
A página Fale Conosco é feita para vocês. Temos o maior prazer em auxiliar nossos leitores com suas dúvidas, estudos de caso e outros assuntos relacionados ao mundo das finanças. Quando achamos que a dúvida pode ser estendida a outros leitores e, quando autorizados, publicamos nesse espaço.
Na última quinta-feira, publicamos um "Fale Conosco", com uma dúvida do leitor Rafael Pinheiro, do Rio de Janeiro/RJ:
O Amigo Rafael aproveitou para enviar outra mensagem, solicitando novas explicações do ABC do Dinheiro, que reproduzimos abaixo, junto com a resposta de nossos especialistas:
Bom dia, Flavio!
Obrigado pela resposta! Eu ja andei lendo alguns artigos e sites sobre o Tesouro Direto mas a explicação que voce me enviou esclareceu bastante. Estou pensando em investir um CDB (pós-fixado) por causa do aumento da taxa de juros Selic. Pelo o que entendi com o seu e-mail, o investimento pós-fixado é para tempo curto porque o cenário da economia pode mudar e não ser mais vantajoso.
Mas ainda estou com uma grande dúvida. Investir ou não no Tesouro Direto porque os 2 parecem ter um "rendimento" parecido e também tem o desconto do IR ( favor, me corriga se eu estiver enganado).
OBS1: Eu andei conversando com o gerente do meu banco e ele disse que a ordem dos investimentos que tem maior rendimento para o menor é( no cenário atual ): CDB, TESOURO DIRETO e POUPANÇA. Isso é verdade? Eu li em varios lugares que o tesouro direto tem melhores rendimentos.
Att
Rafael Pinheiro
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Caro Rafael,
Investir em um CDB pós-fixado e investir em uma Letra Financeira do Tesouro (LFT para os íntimos) é praticamente a mesma coisa. O CDB é corrigido pela variação do DI e a LFT evolui de acordo com a variação da taxa Selic. E você sabe qual é a diferença entre o DI e a Selic? Se souber me avisa, pois os dois andam de mãos dadas.
A tributação incidente sobre o ganhos com o CDB e com os títulos públicos é a mesma, ou seja, há cobrança de IOF para investimentos de prazo inferior a 30 dias, e de Imposto de Renda na fonte sobre os rendimentos, segundo as seguintes alíquotas:
- 22,5% em aplicações com prazo de até 180 dias;
- 20% em aplicações com prazo de 181 a 360 dias;
- 17,5% em aplicações com prazo de 361 a 720 dias;
- 15% em aplicações com prazo acima de 720 dias.
Entretanto, como diferenças, podemos destacar:
- no CDB pós-fixado geralmente é dado um desconto na variação do DI. Logo, seu gerente deve lhe oferecer um CDB que rende 80% da variação do DI, ou 70% e por aí vai. Nesse caso, quanto mais recursos você tiver para investir, maior será o seu poder de barganha com o banco. Já no caso da LFT, não há descontos;
- para operar o Tesouro Direto é necessário o pagamento de duas taxas: operacionais (pagas para a CBLC) e custódia (corretora ou banco). A primeira taxa é de 0,10% no ato da transação e 0,30% ao ano. A segunda taxa varia de corretora para corretora (existem algumas corretoras que não cobram nada).
- lembre-se que adquirindo um CDB você está adquirindo junto o risco de crédito do banco. Ou seja, se o banco quebrar você fica a ver navios (lembre-se que o Fundo Garantidor de Créditos só garante até R$ 70 mil). Já adquirindo uma LFT, você estará adquirindo junto o risco de crédito do Tesouro Nacional. Não preciso nem explicar qual dos riscos é o maior.
- as regras para resgate do CDB variam de banco para banco. Alguns bancos exigem que o dinheiro fique aplicado por um prazo mínimo, a partir do qual se obtém uma liquidez diária. Já no Tesouro Direto, é possível adquirir títulos públicos todos os dias, mas o Tesouro Nacional apenas recompra às quartas-feiras. Ou seja, para revender os títulos públicos é necessário esperar até as quartas-feiras.
Se você quer saber a minha escolha pessoal? Prefiro ficar com as LFT.
Quanto ao seu gerente de banco, lembre-se que ele recebe salários, comissões e cumpre metas estabelecidas pelo próprio banco. Logo, vender um CDB para eles é ótimo. Além disso, os recursos que você paga para adquirir um CDB vão diretamente para os cofres do banco. Já o Tesouro Direto...
Espero ter ajudado.
Abraços,
Flávio Girão Guimarães
ABC do Dinheiro
Fale Conosco: Tesouro Direto 2011 - parte 2
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A página Fale Conosco é feita para vocês. Temos o maior prazer em auxiliar nossos leitores com suas dúvidas, estudos de caso e outros assuntos relacionados ao mundo das finanças. Quando achamos que a dúvida pode ser estendida a outros leitores e, quando autorizados, publicamos nesse espaço.
Na última quinta-feira, publicamos um "Fale Conosco", com uma dúvida do leitor Rafael Pinheiro, do Rio de Janeiro/RJ:
http://www.abcdodinheiro.com.br/2011/02/fale-conosco-tesouro-direto-2011.html
O Amigo Rafael aproveitou para enviar outra mensagem, solicitando novas explicações do ABC do Dinheiro, que reproduzimos abaixo, junto com a resposta de nossos especialistas:
Bom dia, Flavio!
Obrigado pela resposta! Eu ja andei lendo alguns artigos e sites sobre o Tesouro Direto mas a explicação que voce me enviou esclareceu bastante. Estou pensando em investir um CDB (pós-fixado) por causa do aumento da taxa de juros Selic. Pelo o que entendi com o seu e-mail, o investimento pós-fixado é para tempo curto porque o cenário da economia pode mudar e não ser mais vantajoso.
Mas ainda estou com uma grande dúvida. Investir ou não no Tesouro Direto porque os 2 parecem ter um "rendimento" parecido e também tem o desconto do IR ( favor, me corriga se eu estiver enganado).
OBS1: Eu andei conversando com o gerente do meu banco e ele disse que a ordem dos investimentos que tem maior rendimento para o menor é( no cenário atual ): CDB, TESOURO DIRETO e POUPANÇA. Isso é verdade? Eu li em varios lugares que o tesouro direto tem melhores rendimentos.
Att
Rafael Pinheiro
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Caro Rafael,
Investir em um CDB pós-fixado e investir em uma Letra Financeira do Tesouro (LFT para os íntimos) é praticamente a mesma coisa. O CDB é corrigido pela variação do DI e a LFT evolui de acordo com a variação da taxa Selic. E você sabe qual é a diferença entre o DI e a Selic? Se souber me avisa, pois os dois andam de mãos dadas.
A tributação incidente sobre o ganhos com o CDB e com os títulos públicos é a mesma, ou seja, há cobrança de IOF para investimentos de prazo inferior a 30 dias, e de Imposto de Renda na fonte sobre os rendimentos, segundo as seguintes alíquotas:
- 22,5% em aplicações com prazo de até 180 dias;
- 20% em aplicações com prazo de 181 a 360 dias;
- 17,5% em aplicações com prazo de 361 a 720 dias;
- 15% em aplicações com prazo acima de 720 dias.
Entretanto, como diferenças, podemos destacar:
- no CDB pós-fixado geralmente é dado um desconto na variação do DI. Logo, seu gerente deve lhe oferecer um CDB que rende 80% da variação do DI, ou 70% e por aí vai. Nesse caso, quanto mais recursos você tiver para investir, maior será o seu poder de barganha com o banco. Já no caso da LFT, não há descontos;
- para operar o Tesouro Direto é necessário o pagamento de duas taxas: operacionais (pagas para a CBLC) e custódia (corretora ou banco). A primeira taxa é de 0,10% no ato da transação e 0,30% ao ano. A segunda taxa varia de corretora para corretora (existem algumas corretoras que não cobram nada).
- lembre-se que adquirindo um CDB você está adquirindo junto o risco de crédito do banco. Ou seja, se o banco quebrar você fica a ver navios (lembre-se que o Fundo Garantidor de Créditos só garante até R$ 70 mil). Já adquirindo uma LFT, você estará adquirindo junto o risco de crédito do Tesouro Nacional. Não preciso nem explicar qual dos riscos é o maior.
- as regras para resgate do CDB variam de banco para banco. Alguns bancos exigem que o dinheiro fique aplicado por um prazo mínimo, a partir do qual se obtém uma liquidez diária. Já no Tesouro Direto, é possível adquirir títulos públicos todos os dias, mas o Tesouro Nacional apenas recompra às quartas-feiras. Ou seja, para revender os títulos públicos é necessário esperar até as quartas-feiras.
Quanto ao seu gerente de banco, lembre-se que ele recebe salários, comissões e cumpre metas estabelecidas pelo próprio banco. Logo, vender um CDB para eles é ótimo. Além disso, os recursos que você paga para adquirir um CDB vão diretamente para os cofres do banco. Já o Tesouro Direto...
Espero ter ajudado.
Abraços,
Flávio Girão Guimarães
ABC do Dinheiro
quarta-feira, 2 de março de 2011
Fundo DI X CDB X Poupança - março de 2011
| Atualizado em 26/06/11 |
Aviso: a análise foi atualizada em 26/06/11, no artigo Fundo DI x CDB x Poupança x Tesouro Direto. Abaixo, apresentamos o texto original de março de 2011.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
A inflação persistente, que já ameaça superar o teto da meta para 2011 (hoje em 6,5% ao ano) e o super aquecimento da economia brasileira induziram o COPOM a elevar novamente a taxa Selic em reunião realizada hoje. Junto com a alteração da Taxa Selic, entre outros, alteram-se a remuneração de alguns investimentos populares, tais como o CDB, o Fundo DI.
Portanto, vamos atualizar nosso comparativo, baseado na nova taxa Selic, que a partir de hoje está fixada em 11,75% ao ano. Além da alteração da Taxa Selic, outra novidade do nosso comparativo é o aumento do rendimento da poupança para algo em torno de 0,65% ao mês, devido à elevação da Taxa Referencial.
Apenas para relembrar, a poupança gera um rendimento fixo de 0,5% ao mês, acrescido da variação mensal da Taxa Referencial. Portanto, poderia ser comparado com modalidades de investimento que também geram rendimentos constantes (ou quase constantes). Entre os investimentos com tais características, utilizamos em nossa análise os Fundos DI e o CDB.
Sem delongas, vamos às hipóteses de nossa comparação:
- variação do DI: 11,75% ao ano (a.a.) (0,93% a.m.); e
- variação da poupança: 8,08% a.a. (0,65% a.m.).
Abaixo, apresentamos três tabelas, com o resultado de nossa simulação. Na primeira temos a rentabilidade dos fundos DI de curto prazo. A segunda tabela apresenta a rentabilidade simulada dos fundos DI de longo prazo, cuja única diferença para os fundos DI de curto prazo são as alíquotas de IR. Por fim, apresentaremos
a rentabilidade simulada de um CDB pósfixado (cuja rentabilidade é atrelada à variação do DI):
Logo, utilizando-se os resultados acima, mesmo com uma remuneração inferior à remuneração dos fundos DI, dependendo do prazo, a poupança pode ter rentabilidade superior à rentabilidade dos fundos DI cujas taxas de administração superiores a 2,00% a.a.
Quando comparada com os CDBs, a poupança gera ganhos maiores quando o deságio é superior a 20% (ou a rentabilidade do CDB é igual ou inferior a 80% da variação do DI). Entretanto, lembre-se que o CDB representa uma dívida do banco com o investidor e, portanto, está sujeito ao risco de crédito da instituição financeira que o emite para valores de investimento superiores a R$ 70 mil (valores inferiores a R$ 70 mil são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos - FGC)
Esta é a fotografia da situação atual, com a Selic variando 11,75% ao ano. Lembremo-nos que os rendimentos gerados pela poupança atualmente tem um piso (0,5% a. m.) e os rendimentos dos fundos DI e do CDB são atrelados à variação do DI que, grosso modo, seguem a variação da Selic. Logo, quanto maior for a variação da Selic, maior será a rentabilidade do fundo DI e do CDB. Ou seja, novas elevações da Selic irão melhorar o rendimento do CDB e do Fundo DI, sem entretanto alterar a remuneração da poupança.
Por outro lado, a elevação da TR nos últimos meses, por conta da elevação da inflação, elevou o rendimento da poupança para algo em torno de 0,65% ao mês! Isso explica a felicidade do porquinho da poupança que ilustra esse artigo. Entretanto, os prognósticos de mercado apontam que a alta da Selic de hoje não foi a última deste ciclo. Logo, a velha e boa poupança deve amargar a lanterninha do campeonato dos investimentos de renda fixa neste início de 2011. A conferir.
Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.
Fundo DI X CDB X Poupança - março de 2011
| Atualizado em 26/06/11 |
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A inflação persistente, que já ameaça superar o teto da meta para 2011 (hoje em 6,5% ao ano) e o super aquecimento da economia brasileira induziram o COPOM a elevar novamente a taxa Selic em reunião realizada hoje. Junto com a alteração da Taxa Selic, entre outros, alteram-se a remuneração de alguns investimentos populares, tais como o CDB, o Fundo DI.
Portanto, vamos atualizar nosso comparativo, baseado na nova taxa Selic, que a partir de hoje está fixada em 11,75% ao ano. Além da alteração da Taxa Selic, outra novidade do nosso comparativo é o aumento do rendimento da poupança para algo em torno de 0,65% ao mês, devido à elevação da Taxa Referencial.
Apenas para relembrar, a poupança gera um rendimento fixo de 0,5% ao mês, acrescido da variação mensal da Taxa Referencial. Portanto, poderia ser comparado com modalidades de investimento que também geram rendimentos constantes (ou quase constantes). Entre os investimentos com tais características, utilizamos em nossa análise os Fundos DI e o CDB.
Sem delongas, vamos às hipóteses de nossa comparação:
- variação do DI: 11,75% ao ano (a.a.) (0,93% a.m.); e
- variação da poupança: 8,08% a.a. (0,65% a.m.).
Abaixo, apresentamos três tabelas, com o resultado de nossa simulação. Na primeira temos a rentabilidade dos fundos DI de curto prazo. A segunda tabela apresenta a rentabilidade simulada dos fundos DI de longo prazo, cuja única diferença para os fundos DI de curto prazo são as alíquotas de IR. Por fim, apresentaremos
a rentabilidade simulada de um CDB pósfixado (cuja rentabilidade é atrelada à variação do DI):
Logo, utilizando-se os resultados acima, mesmo com uma remuneração inferior à remuneração dos fundos DI, dependendo do prazo, a poupança pode ter rentabilidade superior à rentabilidade dos fundos DI cujas taxas de administração superiores a 2,00% a.a.
Quando comparada com os CDBs, a poupança gera ganhos maiores quando o deságio é superior a 20% (ou a rentabilidade do CDB é igual ou inferior a 80% da variação do DI). Entretanto, lembre-se que o CDB representa uma dívida do banco com o investidor e, portanto, está sujeito ao risco de crédito da instituição financeira que o emite para valores de investimento superiores a R$ 70 mil (valores inferiores a R$ 70 mil são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos - FGC)
Esta é a fotografia da situação atual, com a Selic variando 11,75% ao ano. Lembremo-nos que os rendimentos gerados pela poupança atualmente tem um piso (0,5% a. m.) e os rendimentos dos fundos DI e do CDB são atrelados à variação do DI que, grosso modo, seguem a variação da Selic. Logo, quanto maior for a variação da Selic, maior será a rentabilidade do fundo DI e do CDB. Ou seja, novas elevações da Selic irão melhorar o rendimento do CDB e do Fundo DI, sem entretanto alterar a remuneração da poupança.
Por outro lado, a elevação da TR nos últimos meses, por conta da elevação da inflação, elevou o rendimento da poupança para algo em torno de 0,65% ao mês! Isso explica a felicidade do porquinho da poupança que ilustra esse artigo. Entretanto, os prognósticos de mercado apontam que a alta da Selic de hoje não foi a última deste ciclo. Logo, a velha e boa poupança deve amargar a lanterninha do campeonato dos investimentos de renda fixa neste início de 2011. A conferir.
Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.
Artigos relacionados:
A poupança é um bom investimento?
Fundo DI X CDB X Poupança - Fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Imposto de renda (IRPF) 2011: quem deve declarar?
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| Miau! |
Ao longo deste período, o ABC do Dinheiro irá auxiliar seus leitores com tutoriais, dicas e respondendo às principais dúvidas que afligem a todos os contribuintes.
Nesse primeiro artigo, iremos responder a mais básica das dúvidas: quem deve declarar o IRPF 2011? Abaixo, elaboramos um questionário com algumas perguntas. Caso você responda SIM a qualquer uma das perguntas abaixo, será obrigado a preencher o IRPF 2011.
Pergunta 1: recebeu, em 2010, rendimentos tributáveis cuja soma ultrapassou R$ 22.487,25? São exemplos de rendimentos tributáveis: salários, bônus, honorários, pró-labore, aluguéis etc.
Pergunta 2: recebeu, em 2010, rendimentos isentos (ex: rendimentos da poupança), não-tributáveis (ex: bolsas de estudo), ou tributados na fonte (ex: rendimentos de fundos de investimento), cuja soma ultrapassou R$ 40 mil?
Pergunta 3: obteve, em 2010, ganho de capital na alienação de bens e direitos? O exemplo mais comum de ganho de capital sobre bens e direitos é a venda de um imóvel, por valor superior ao valor de aquisição.
Pergunta 4: realizou operações em bolsa de valores, mercadorias e futuros?
Pergunta 5: obteve receita bruta superior a R$ 112.436,25 em atividade rural, no ano de 2010?
Pergunta 6: ainda sobre atividade rural, pretende compensar prejuízos de anos anteriores ao ano-calendário 2010?
Pergunta 7: teve a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro de 2010, de bens ou direitos, de valor igual ou superior a R$ 300 mil?
Pergunta 8: passou à condição de residente no Brasil em 2010 e manteve-se nessa condição em 31 de dezembro de 2010?
Lembre-se que este questionário visa tão somente auxiliar nossos leitores. Para maiores detalhes (e olha que o IRPF tem muitos detalhes), consulte a Página do IRPF 2011 no site da Secretaria da Receita Federal do Brasil na internet.
Outros posts sobre Imposto de renda 2011:
1) Como declarar PGBL e Fundo de Pensão para o Leão do Imposto de Renda - IR2011
2) Como declarar seu VGBL para o Leão do Imposto de Renda - IR2011
3) Como declarar um FINANCIAMENTO para o leão do Imposto de Renda - IR2011
4) Como declarar os dependentes no Imposto de renda 2011? Quem pode ser considerado dependente no IRPF 2011?
Outros posts sobre Imposto de renda 2011:
1) Como declarar PGBL e Fundo de Pensão para o Leão do Imposto de Renda - IR2011
2) Como declarar seu VGBL para o Leão do Imposto de Renda - IR2011
3) Como declarar um FINANCIAMENTO para o leão do Imposto de Renda - IR2011
4) Como declarar os dependentes no Imposto de renda 2011? Quem pode ser considerado dependente no IRPF 2011?
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