sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Valor da Transferência Eletrônica Disponível (TED) cai para R$ 500

A partir de hoje (16/01/2015) o valor mínimo para a realização de uma Transferência Eletrônica Disponível (TED) cai de R$ 750 para R$ 500. Transferência de valores inferiores à R$ 750 são feitas através do Documento de Crédito (DOC).

A maior virtude da TED em relação ao DOC é a velocidade. A transferência entre as contas correntes se dá em poucos minutos com a TED, enquanto a transferência via DOC é realizada no dia útil seguinte.

Um pouco de história...

A TED é uma transação de transferência interbancária de valores. A TED foi instituída através da Circular do Banco Central do Brasil n.º 3.115, de 23 de abril de 2002. A TED, assim como o DOC, pode ser entre diferentes titulares ou para a mesma titularidade. Para realização desta transferência é necessário informar os dados do destinatário dos recursos (nome e CPF), além dos dados bancários (número do banco e número da conta corrente). Caso haja inconsistência nas informações fornecidas a operação não será processada e  o recurso voltará para a conta do emitente.

Tanto na TED como DOC são cobradas tarifas sobre o cliente emissor (o receptor dos recursos não paga tarifas). 

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

4º aniversário do ABC do Dinheiro

Hoje faz quatro anos que o Blog ABC do Dinheiro iniciou suas atividades. Em 8 de janeiro de 2011, publicamos os dois primeiros artigos. Para os amigos que ajudaram a manter este blog durante os anos de 2011, 2012, 2013 e 2014 e especialmente para os caros leitores que nos prestigiam e são nossa razão de existir, nosso muito obrigado.

Durante o ano de 2014, o blog navegou pelos mais variados assuntos, mas nunca deixou de lado seu principal objetivo, expresso no primeiro artigo intitulado O que é o ABC do Dinheiro. Nele podemos ler que "O Blog ABC do Dinheiro tem como missão descomplicar sua relação com o dinheiro, tornando-a mais saudável, sem truques ou promessas milagrosas, apenas com a difusão de conhecimento de educação financeira.".

Foram muitos artigos sobre todos os assuntos afetos às finanças pessoais, com destaque para os artigos sobre educação financeira, impostos, investimentos e previdência. Também não podemos deixar de destacar as calculadoras financeiras, que de uma forma lúdica, rápida e prática auxiliam nossos leitores nas mais diversas situações.

Em 2015 esperamos continuar nosso trabalho, com algumas novidades e contando sempre com a ajuda de nossos leitores e amigos que, por meio do espaço destinado aos comentários, ou através da página "Fale Conosco", contribuíram para o amadurecimento do projeto, seja com críticas, elogios e sugestões.

Antes de terminar esse post de agradecimento, vamos a alguns números do Blog:
  • 1.017.629 mil pageviews;
  • 708.201 sessões;
  • 185 artigos;
  • 208 curtidas no Facebook;
  • 678 seguidores no Twitter.
Entre os artigos mais populares, podemos destacar:
Mais uma vez, nosso muito obrigado!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Imposto de Renda: restituição 2014

A Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) disponibilizou em seu site na internet a consulta ao sétimo e último lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física 2014 (ano-base 2013). Os contemplados neste lote receberão sua restituição no dia 16 de dezembro. Os valores serão corrigidos pela Taxa Selic do período, 7,21%. Para consultar se você foi ou não contemplado neste lote de restituição, clique aqui.

Calendário de restituição

Abaixo, apresentamos o calendário da de restituição do Imposto de Renda 2014 (ano-base 2013):
  1. 16/06/2014 - correção de 1,87%;
  2. 15/07/2014 - correção de 2,69%;
  3. 15/08/2014 - correção de 3,64%;
  4. 16/09/2014 - correção de 4,51%;
  5. 15/10/2014 - correção de 5,42%;
  6. 18/11/2014 - correção de 6,37%;
  7. 16/12/2014 - correção de 7,21%.

e-CAC

A RFB disponibiliza em sua página na internet um extrato simplificado da declaração de imposto de renda e, através deste extrato, é possível verificar a situação das últimas declarações. Se as mesmas foram processadas ou se já foram encontradas pendências. Caso existam pendências de fácil solução, basta encaminhar à RFB uma declaração retificadora e aguardar o processamento. Caso as pendências sejam corretamente retificadas, você pode vir a receber a restituição em um próximo lote de restituição.

O Blog ABC do Dinheiro disponibilizou um artigo com o passo-a-passo para acessar o Centro Virtual de Atendimento da RFB, também conhecido como e-CAC, bem como o extrato das últimas declarações. Para acessar o artigo, clique  aqui.

    segunda-feira, 17 de novembro de 2014

    Risco de Crédito

    Cuidado! Risco!

    Risco de Crédito = Calote

    O risco crédito é o risco de perda de capital ou perda de um valor a receber que advém da incapacidade de um devedor reembolsar um empréstimo ou não cumprir uma obrigação contratual. Em geral, os investidores são compensados por assumir o risco de crédito.

    Risco de Crédito X Retorno

    Quanto maior o risco de crédito, maior será o retorno que os investidores irão exigir para financiar um emissor de dívida. Para exemplificar a afirmação anterior, vamos utilizar um exemplo corriqueiro: suponha que dois parentes seus peçam a você R$ 5 mil emprestados, cada.

    Um dos parentes é seu irmão, que tem um bom emprego, um bom patrimônio e costuma honrar com todos os seus compromissos. O empréstimo de R$ 5 mil que ele te pediu terá como destino o pagamento da última parcela de uma reforma no apartamento dele.

    Já o outro parente é a sua irmã que, apesar de um bom emprego, gasta toda a renda em futilidades. O empréstimo de R$ 5 mil servirá para ela amortizar parte de sua substancial dívida com o cartão de crédito. Além da dívida com o cartão, sua irmã está devendo várias prestações do financiamento do automóvel e o limite do cheque-especial já está estourado há muito tempo.

    Por serem seus irmãos, você decide emprestar R$ 5 mil, para cada. Porém, no seu íntimo, você tem esperança de receber de volta os R$ 5 mil emprestados para o seu irmão. Já o dinheiro emprestado para a sua irma...

    Esse exemplo caricato serve para exemplificarmos o risco de crédito. O risco de crédito percebido pelo nosso personagem em relação à irmã é maior que o risco de crédito do irmão. Se, ao invés de irmãos, os personagens não tivessem nenhuma ligação de parentesco e afinidade um com o outro, provavelmente nosso personagem cobraria mais pelo empréstimo à personagem perdulária (ou sequer emprestaria o recurso) do que pelo empréstimo ao personagem financeiramente equilibrado.

    Colateral

    O risco de crédito, por sua vez, pode ser reduzido através da oferta de garantias por parte do tomador do empréstimo, tal como o imóvel, nos financiamentos imobiliários. Neste caso, o custo do financiamento será menor do que o custo de um empréstimo sem qualquer garantia. Tais garantias são conhecidas no mercado financeiro como "colaterais".

    Agência de Rating

    Por fim, existem empresas especializadas na avaliação de risco de crédito, entre outros, de companhias, instituições financeiras e até governos soberanos. Tais empresas são chamadas de agências de rating. Tais agências classificam o risco dos emissores com notas que distinguem os emissores com baixo risco de crédito, até aqueles que se encontram insolventes. Abaixo apresentamos uma tabela com as notas das principais agência de rating do mundo. São elas: Standard & Poor's (S&P), a Moody's e Fitch Ratings (Fitch).

    Moody's
    S&P
    Fitch
    Descrição
    Aaa
    AAA
    AAA
    Prime
    Aa1
    AA+
    AA+
    Grau elevado
    Aa2
    AA
    AA
    Aa3
    AA-
    AA-
    A1
    A+
    A+
    Grau médio elevado
    A2
    A
    A
    A3
    A-
    A-
    Baa1
    BBB+
    BBB+
    Grau médio baixo
    Baa2
    BBB
    BBB
    Baa3
    BBB-
    BBB-
    Ba1
    BB+
    BB+
    Grau de não-investimento especulativo
    Ba2
    BB
    BB
    Ba3
    BB-
    BB-
    B1
    B+
    B+
    Altamente especulativo
    B2
    B
    B
    B3
    B-
    B-
    Caa1
    CCC+
    Risco substancial
    Caa2
    CCC
    Extremamente especulativo
    Caa3
    CCC-
    CCC
    Em moratória com uma pequena expectativa de recuperação
    Ca
    CC
    C
    C
    C
    D
    DDD
    Em moratória
    DD
    D


    Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

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    quarta-feira, 22 de outubro de 2014

    LTN - Letra do Tesouro Nacional

    A Letra do Tesouro Nacional, também conhecida por LTN, é um título público de emissão do Tesouro Nacional prefixado e sem pagamento de cupom.

    Como funciona a LTN

    O valor da LTN é sempre igual a R$ 1.000,00 na data de vencimento. Por isso, dizemos que a LTN é um título prefixado. Outra característica da LTN é que não são feitos pagamentos de juros (cupom) entre a data da compra do título e a data de vencimento do título.

    Abaixo, reproduzimos o fluxo de pagamento da LTN, disponível na página do Tesouro Direto na internet (aqui).


    Para quem é indicada a LTN?

    Por ser um título prefixado, a rentabilidade da LTN é pré-determinada pelo preço de compra do título e o prazo para seu vencimento. Porém, isso só é verdade se o investidor mantiver o título em carteira até a data de vencimento. Para ilustrar, suponha que você adquiriu uma LTN hoje, por R$ 890,00, com vencimento em um ano. Neste caso, a rentabilidade do título, até seu vencimento será de:

    R$ 1.000,00/R$ 890,00 - 1 = 0,1236 ou 12,36% ao ano.

    O preço da LTN no dia a dia, porém, sofre influencia das taxas de juros de mercado. Quanto maior for a taxa de juros vigente, menor será o preço do título público (e vice-versa). Portanto, o investidor que não se dispuser a manter o título até seu vencimento pode, a depender da taxa de juros vigente, obter uma rentabilidade maior (ou menor) que a rentabilidade pré-determinada na compra do título.

    Tal título é especialmente indicado para quem tem um compromisso financeiro em data certa, como por exemplo o pagamento das chaves de um imóvel, ou a compra de um automóvel, já que o investidor saberá exatamente quanto terá na data de vencimento do título, já que, como dissemos no início deste artigo, cada LTN valerá, no seu vencimento, R$ 1.000,00.

    A LTN é o segundo passo para quem está iniciando  na plataforma do Tesouro Direto, pois diferentemente do que ocorre com a LFT, as LTN carrega algum risco de risco de mercado, já que seu preço oscila no dia a dia ao sabor das variações nas taxas de juros de mercado. Porém, tal como ocorre com os demais títulos públicos, a LTN tem baixíssimo risco de crédito.

    Para conhecer a metodologia completa de precificação da LTN, clique aqui.

    Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

    Outros artigos recomendados:

      segunda-feira, 13 de outubro de 2014

      COPOM


      O Comitê de Política Monetária (Copom) é um órgão do Banco Central do Brasil (BCB), que tem por objetivo definir o valor da taxa Selic. Além disso, o Copom é responsável pelas demais diretrizes da política monetária brasileira. Criado em junho de 1996, o Copom é constituído pelos diretores do BCB e suas reuniões ocorrem a cada 45 dias.

      Sistema de Metas para a Inflação

      O Copom é parte fundamental do sistema de metas para a inflação, adotado no Brasil desde 1999, através do Decreto 3.088, em 21 de junho de 1999. Desta forma, a meta de inflação é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cabendo ao Copom a tarefa de ajustar a política monetária adotada no Brasil (especialmente o valor da taxa Selic) para cumprir a meta de inflação estabelecida.

      Segundo o mesmo Decreto, em seu art. 4º, se as metas não forem atingidas, o presidente do BCB deverá divulgar, em carta aberta ao Ministro da Fazenda, os motivos do descumprimento, providências e prazo para o retorno da inflação aos limites estabelecidos, bem como o prazo para que as providências produzam efeitos.

      As reuniões do Copom dividem-se em dois dias. No primeiro dia (terça-feira) os chefes de departamento do BCB apresentam uma ampla análise economia brasileira (inflação, atividade, contas públicas, balança de pagamento, câmbio etc.). No segundo dia (quarta-feira) os diretores do BCB decidem a taxa Selic, em votação.

      Para saber mais informações sobre o Copom, bem como as atas, apresentações técnicas, calendário das reuniões, comunicados, e o histórico da taxa Selic, acesse a página do comitê no sítio do BCB (aqui).

      domingo, 14 de setembro de 2014

      Risco de mercado

      Risco de Mercado = Risco Sistemático

      O risco de mercado pode ser definido como a possibilidade de um investidor experimentar perdas em seus investimentos por conta de fatores que afetam a performance do mercado(s) através do qual ele realiza seus investimentos. O risco de mercado, também conhecido como risco sistemático, não pode ser reduzido ou eliminado através da diversificação. Porém, em alguns casos, tal risco pode ser compensado através de operações de hedge.

      O que causa o risco de mercado?

      Desastres naturais e seus efeitos sobre o mercado financeiro são exemplos de risco de mercado. Outras fontes de risco de mercado incluem recessões econômicas, crises políticas, mudanças na taxa básica de juros e ataques terroristas.

      Risco não-sistemático

      O risco de mercado não deve ser confundido com o risco específico. O risco específico, também conhecido como risco não-sistemático, é atrelado diretamente à performance de um ativo específico e, em contraste com o risco sistemático, pode ser reduzido através da diversificação. Um exemplo de risco não-sistemático é o preço internacional do petróleo para empresas petrolíferas, como a Petrobrás.

      Quando a Petrobrás produz mais petróleo do que o necessário para o consumo interno, ela irá exportar o excedente. Neste caso, preços elevados do petróleo no mercado internacional são positivos para a empresa e podem impulsionar as cotações da Petrobrás no mercado de ações. A queda do preço do petróleo, porém, terá efeito contrário.

      Por outro lado, se a Petrobrás produzir menos petróleo que o necessário para o consumo interno, ela irá importar o excedente. Neste caso, preços elevados do petróleo no mercado internacional serão negativos para a empresa e terão como efeito a queda das cotações da Petrobrás na bolsa de valores. O contrário também é verdade. Uma queda do petróleo no mercado internacional, beneficiará a Petrobrás.

      Outra empresa, como a Vale, que produz minério de ferro, não será afetada pelos preços internacionais do petróleo. Portanto, vemos que o preço do petróleo é um risco específico de empresas petrolíferas, como a Petrobrás.

      Para reduzir o risco, o investidor deve diversificar seu portfólio. Assim, cada ação de seu portfólio estará exposta a um risco específico diferente e, no final, o risco da carteira de ações será menor que o risco de uma ação isolada.

      Em geral, o risco de mercado de operações com derivativos é superior ao risco de mercado de ações e, por sua vez, é superior ao risco de mercado de ativos de renda fixa.

      Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

      Leia também:

      Risco de crédito