domingo, 17 de julho de 2011

Análise semanal ativos bovespa - 18/07 a 22/07/2011

IBOVESPA

TENDÊNCIA DE BAIXA. O IBOV continua em tendência de baixa no semanal, com topos e fundos descendentes. Após formar um findo abaixo do anterior, caminha para formar um fundo abaixo do anterior. Resistência: 65.000 pontos. Suporte: 60.500 pontos.


USIM5

TENDÊNCIA DE BAIXA. Ainda dentro do trade de VENDA que começou em R$ 17,30. Houve realização parcial nos R$ 16,00 (8% de lucro). O stop da posição remanescente pode ser reposicionado para R$ 14,31, acima do topo anterior. Resistência: R$ 14,25. Suporte: R$ 11,00.

PETR4

INDEFINIÇÃO. Dentro do trade de VENDA com entrada em R$ 25,93. Houve realização parcial ou total em R$ 24,00 (8% de lucro). O stop pode ser reposicionado para R$ 24,01, um pouco acima da resistência anterior. O ativo vem testando importante suporte próximo aos R$ 23,30. Resistência: R$ 24,68. Suporte: R$ 23,30.


VALE5


INDEFINIÇÃO. O ativo formou um fundo levemente acima do anterior e parece formar uma topo acima do anterior. Esperar por uma definição do ativo. Resistência: R$ 48,00. Suporte: R$ 42,40.


ITUB4

TENDÊNCIA DE BAIXASaiu da congestão que se encontrava desde o começo do ano. Rompeu os R$ 33,24 com candle de força (alta amplitude e volume). O ativo entra em tendência de baixa. Suporte: R$ 30,00. Resistência: R$ 35,00.


BVMF3

TENDÊNCIA DE BAIXAPapel com topos e fundos descendentes. Testa importante suporte nos R$ 9,50. Esperar por um topo abaixo do anterior para entrar na VENDA.

Segue planilha publicada na semana retrasada, lembrando que os trades de VALE5 foram encerrados, um com lucro e outro com prejuízo, na semana passada. Os trades em PETR4 e USIM5 continuam em aberto:

Análise feita por Gustavo Garcia

IMPORTANTE: As análises contidas não devem ser consideradas como recomendações de compra ou venda de ativos, tendo como principal objetivo o aprimoramento e difusão dos conhecimentos de Análise Técnica (AT). O leitor deve ter em mente que ele é o único responsável por suas decisões dentro do mercado, levando sempre em conta o risco inerente a este tipo de operação.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Bolha imobiliária

Diante do expressivo e generalizado aumento dos preços dos imóveis nos últimos anos, surge a pergunta: tais preços são sustentáveis? Ou estamos diante de uma bolha no preço dos imóveis, ou uma bolha imobiliária?

Como vimos no artigo Por que os preços dos imóveis sobem tanto?, há razões econômicas para o aumento do preço dos imóveis nos últimos anos. Entretanto, um movimento racional e “explicável” do aumento dos preços de imóveis acaba atraindo o interesse de investidores e especuladores, cujo interesse reside unicamente na possibilidade de obter lucro na compra e revenda de um imóvel.


Então são os “terríveis” e “malvados” investidores e especuladores que geram as bolhas imobiliárias? Não! Dizemos que os especuladores e investidores costumam “surfar” ondas de preços, mas não são eles que as criam.

Mas afinal de contas, o que é uma bolha imobiliária? O termo bolha foi cunhado para designar situações onde os preços de determinados ativos não são sustentados por fatores reais, mas por movimentos especulativos, como se os preços estivessem sendo sustentados por bases frágeis, tais como uma simples bolha de sabão.

Logo, quando de fato existe uma bolha e, quando tal bolha estoura, não há sustentação dos preços, que caem rápida e subitamente. Apesar de todos os esforços, os economistas ainda não descobriram uma fórmula confiável para detectar uma bolha em formação. Aliás, se fosse possível detectar uma bolha em formação, dificilmente ela se sustentaria (ou surgiria).

O investidor profissional e/ou que tem tempo dedicado para acompanhar de perto um mercado ou ativo que supostamente tem seus preços sustentados por uma bolha pode até ganhar muito com as oscilações de preço. Mas, quem não tem conhecimento e/ou tempo deve evitar tais ativos, para não sair no prejuízo, caso uma bolha venha a estourar.

No caso dos imóveis, meu conselho é o seguinte: caso você esteja procurando um imóvel para morar ou para trabalhar, não se preocupe com possíveis bolhas. Sua preocupação deve limitar-se a escolher um bom imóvel e adequar sua escolha à sua capacidade de pagamento, de forma responsável e prudente. Neste caso, você não está comprando um investimento, mas uma moradia ou um local para trabalhar. Depois da compra, não se preocupe com possíveis oscilações do valor do seu imóvel.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

Outros artigos sobre imóveis:

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Por que os preços dos imóveis sobem tanto?

O mercado imobiliário brasileiro vive um momento único. Tornou-se corriqueiro o lançamento de novos empreendimentos, o surgimento de novos bairros e até o aparecimento de novos condomínios que até se confundem com pequenas cidades, de tão grandes.

Para chegar até esse ponto, foram necessárias mudanças macroeconômicas relevantes, tais como a estabilização da moeda brasileira (queda da inflação) e a paulatina redução das taxas de juros praticadas no Brasil.

Não podemos deixar de lado algumas mudanças microeconômicas, tais como: criação da alienação fiduciária, que facilitou a retomada de imóveis de mutuários inadimplentes, a nova lei do inquilinato, que aumentou a proteção de proprietários de imóveis destinados ao aluguel.


A combinação de tais mudanças, combinadas com um expressivo aumento do crédito imobiliário resultou na explosão da demanda por imóveis, pois, como sabido, há um déficit histórico de moradias no país e, conforme os axiomas fundamentais da economia, um aumento de demanda não compensado por um aumento proporcional de oferta, implica em aumento dos preços.

Entretanto, ao contrário do que ocorre nas indústrias de bens de consumo e prestação de serviços, a indústria da construção civil não consegue ajustar a oferta de imóveis rapidamente e a explicação para a demora neste ajuste se explica facilmente.

Primeiro, não se fabricam imóveis de um dia para outro. Até a entrega de um imóvel, são necessários anos, desde a compra de um terreno, preparação dos projetos arquitetônicos e de engenharia, aprovação de tais projetos pelo poder público, obtenção de financiamento para a incorporação, a construção propriamente dita, obtenção de habite-se etc. Logo, um empreendimento imobiliário iniciado hoje pode demorar vários anos até ficar pronto.

Além disso, o rápido aumento da construção civil nos últimos anos não foi acompanhado de um aumento da capacidade da indústria fornecedora de material de construção. Neste cenário, já nãoé incomum ouvirmos sobre a falta de material de construção ou o aumento de seus preços.

Diante destes cenários, muitos se perguntam: estamos diante de uma bolha dos preços dos imóveis? Assunto para um próximo artigo.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães

Outros artigos sobre imóveis:




Por que os preços dos imóveis sobem tanto?

O mercado imobiliário brasileiro vive um momento único. Tornou-se corriqueiro o lançamento de novos empreendimentos, o surgimento de novos bairros e até o aparecimento de novos condomínios que até se confundem com pequenas cidades, de tão grandes.

Para chegar até esse ponto, foram necessárias mudanças macroeconômicas relevantes, tais como a estabilização da moeda brasileira (queda da inflação) e a paulatina redução das taxas de juros praticadas no Brasil.

Não podemos deixar de lado algumas mudanças microeconômicas, tais como: criação da alienação fiduciária, que facilitou a retomada de imóveis de mutuários inadimplentes, a nova lei do inquilinato, que aumentou a proteção de proprietários de imóveis destinados ao aluguel.


A combinação de tais mudanças, combinadas com um expressivo aumento do crédito imobiliário resultou na explosão da demanda por imóveis, pois, como sabido, há um déficit histórico de moradias no país e, conforme os axiomas fundamentais da economia, um aumento de demanda não compensado por um aumento proporcional de oferta, implica em aumento dos preços.

Entretanto, ao contrário do que ocorre nas indústrias de bens de consumo e prestação de serviços, a indústria da construção civil não consegue ajustar a oferta de imóveis rapidamente e a explicação para a demora neste ajuste se explica facilmente.

Primeiro, não se fabricam imóveis de um dia para outro. Até a entrega de um imóvel, são necessários anos, desde a compra de um terreno, preparação dos projetos arquitetônicos e de engenharia, aprovação de tais projetos pelo poder público, obtenção de financiamento para a incorporação, a construção propriamente dita, obtenção de habite-se etc. Logo, um empreendimento imobiliário iniciado hoje pode demorar vários anos até ficar pronto.

Além disso, o rápido aumento da construção civil nos últimos anos não foi acompanhado de um aumento da capacidade da indústria fornecedora de material de construção. Neste cenário, já nãoé incomum ouvirmos sobre a falta de material de construção ou o aumento de seus preços.

Diante destes cenários, muitos se perguntam: estamos diante de uma bolha dos preços dos imóveis? Assunto para um próximo artigo.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães

Outros artigos sobre imóveis:

O imóvel como investimento

Livro: Imóvel: Como Comprar Bem

G1: Fundo é opção para investir em imóveis sem comprar um: entenda

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Imposto de Renda – ações

A tributação do Imposto de Renda (IR) sobre o ganho líquido auferido nos investimento em ações é um tema que gera dúvidas. O presente artigo pretende simplificar seu entendimento, possibilitando a sua correta aplicação.

A tributação sobre os investimentos em ações possui duas alíquotas distintas: 20% e 15%. A alíquota a ser aplicada dependerá da espécie da operação realizada. Assim, as operações de day trade, onde a compra e a venda de um mesmo ativo são realizadas dentro de um mesmo dia, são tributadas à uma alíquota de 20%, com a retenção de 1% na fonte. As demais operações são tributadas à uma alíquota de 15%, com retenção de 0,005%, se a soma das operações no mês for superior a R$ 20.000,00. O IR recolhido na fonte pode ser compensado no momento da apuração do imposto a pagar no mês. A retenção do IR na fonte é de responsabilidade da instituição intermediadora que receber a ordem do cliente.

Os ganhos líquidos das alienações, em um mesmo mês, com valores inferiores ou iguais a R$ 20.000,00 estão isentas de IR, com exceção de operações day trade. As despesas e custos efetivamente pagos, que constam nas notas de corretagem (ex: corretagem, emolumentos, taxa de custódia etc), podem ser deduzidas na apuração do ganho líquido. É permitida, ainda, a compensação das perdas com os ganhos no mesmo mês ou nos meses subsequentes, desde que tenham a mesma espécie. As perdas com day trade somente poderão ser compensadas com os ganhos em day trade no mesmo mês ou nos meses subsequentes do mesmo ano calendário. Nas demais operações, as perdas poderão ser compensadas no mesmo mês ou nos meses subsequentes, independentemente do ano calendário. Cabe ressaltar, ainda, que as perdas não podem ser compensadas com os ganhos auferidos nos meses antecedentes, somente no mês corrente ou nos meses subsequentes.

O imposto deve ser recolhido via Documento de Arrecadação de Receitas Federais - DARF até o último dia útil do mês subsequente àquele em que o ganho líquido foi auferido. A Receita Federal disponibiliza o SIC@LCWEB para preenchimento do DARF online. O código para preenchimento do DARF de ganhos líquidos em operações com ações é 6015.

Artigo escrito por Gustavo Garcia

Imposto de Renda – ações

A tributação do Imposto de Renda (IR) sobre o ganho líquido auferido nos investimento em ações é um tema que gera dúvidas. O presente artigo pretende simplificar seu entendimento, possibilitando a sua correta aplicação.

A tributação sobre os investimentos em ações possui duas alíquotas distintas: 20% e 15%. A alíquota a ser aplicada dependerá da espécie da operação realizada. Assim, as operações de day trade, onde a compra e a venda de um mesmo ativo são realizadas dentro de um mesmo dia, são tributadas à uma alíquota de 20%, com a retenção de 1% na fonte. As demais operações são tributadas à uma alíquota de 15%, com retenção de 0,005%, se a soma das operações no mês for superior a R$ 20.000,00. O IR recolhido na fonte pode ser compensado no momento da apuração do imposto a pagar no mês. A retenção do IR na fonte é de responsabilidade da instituição intermediadora que receber a ordem do cliente.

Os ganhos líquidos das alienações, em um mesmo mês, com valores inferiores ou iguais a R$ 20.000,00 estão isentas de IR, com exceção de operações day trade. As despesas e custos efetivamente pagos, que constam nas notas de corretagem (ex: corretagem, emolumentos, taxa de custódia etc), podem ser deduzidas na apuração do ganho líquido. É permitida, ainda, a compensação das perdas com os ganhos no mesmo mês ou nos meses subsequentes, desde que tenham a mesma espécie. As perdas com day trade somente poderão ser compensadas com os ganhos em day trade no mesmo mês ou nos meses subsequentes do mesmo ano calendário. Nas demais operações, as perdas poderão ser compensadas no mesmo mês ou nos meses subsequentes, independentemente do ano calendário. Cabe ressaltar, ainda, que as perdas não podem ser compensadas com os ganhos auferidos nos meses antecedentes, somente no mês corrente ou nos meses subsequentes.

O imposto deve ser recolhido via Documento de Arrecadação de Receitas Federais - DARF até o último dia útil do mês subsequente àquele em que o ganho líquido foi auferido. A Receita Federal disponibiliza o SIC@LCWEB para preenchimento do DARF online. O código para preenchimento do DARF de ganhos líquidos em operações com ações é 6015.

Artigo escrito por Gustavo Garcia

domingo, 10 de julho de 2011

Análise semanal ativos bovespa - 11/07 a 15/07/2011

IBOVESPA

TENDÊNCIA DE BAIXA. O IBOV continua em tendência de baixa no semanal, com topos e fundos descendentes. Formou um fundo abaixo do anterior e agora parece estar formando topo abaixo do anterior. Após correção da semana retrasada, o IBOV volta a cair dentro de uma tendência de baixa. Resistência: 65.000 pontos. Suporte: 60.500 pontos.

USIM5

TENDÊNCIA DE BAIXA. Ainda dentro do trade de VENDA que começou em R$ 17,30. Houve realização parcial nos R$ 16,00 (8% de lucro). O stop da posição remanescente está em R$ 15,41, acima do topo anterior. O ativo formou um fundo mais baixo que o anterior. Após subir na semana retrasada, o ativo volta a cair. Resistência: R$ 15,38. Suporte: R$ 12,85.

PETR4

INDEFINIÇÃO. Dentro do trade de VENDA com entrada em R$ 25,93. Houve realização parcial ou total em R$ 24,00 (8% de lucro). O stop se encontra em R$ 24,71, um pouco acima da resistência anterior. O ativo vem testando importante suporte próximo aos R$ 23,30. Resistência: R$ 24,68. Suporte: R$ 23,30.


VALE5


INDEFINIÇÃO. O ativo formou um fundo levemente acima do anterior e parece formar uma topo acima do anterior. Esperar por uma definição do ativo. Resistência: R$ 48,00. Suporte: R$ 42,40.


ITUB4

INDEFINIÇÃOPermanece em um cenário de indecisão. Esperar até que o ativo saia da congestão atual, entre R$ 33,27 e R$ 39,41.


BVMF3

TENDÊNCIA DE BAIXAPapel rompeu suporte em R$ 11,00, porém o volume no rompimento foi baixo. Um rompimento de um suporte tão importante, como é o caso dos R$ 11,00, requer um volume expressivo que dê mais segurança para uma entrada na ponta vendedora. O papel faz uma realização e volta a testar os R$ 11,00. Caso forme um topo abaixo do anterior (R$ 11,54), pode gerar entrar em um trade de VENDA. Por enquanto, o aconselhável é esperar.

Segue planilha publicada na semana retrasada, lembrando que os trades de VALE5 foram encerrados, um com lucro e outro com prejuízo, na semana passada. Os trades em PETR4 e USIM5 continuam em aberto:

Análise feita por Gustavo Garcia

IMPORTANTE: As análises contidas não devem ser consideradas como recomendações de compra ou venda de ativos, tendo como principal objetivo o aprimoramento e difusão dos conhecimentos de Análise Técnica (AT). O leitor deve ter em mente que ele é o único responsável por suas decisões dentro do mercado, levando sempre em conta o risco inerente a este tipo de operação.