domingo, 11 de setembro de 2011

Análise semanal ativos Bovespa - 12/09 a 16/09/2011

IBOVESPA

TENDÊNCIA DE BAIXA. O IBOV se encontra em uma forte tendência de baixa. Vem testando e respeitando a resistência nos 58.000 pontos nas duas últimas semanas. Entrada na compra se e somente se esta resistência for rompida, de preferência com um candle de força (alta amplitude e volume).  Resistência: 58.000 pontos. Suporte: 48.000 pontos.
USIM5

TENDÊNCIA DE BAIXA. Ainda dentro do trade de VENDA que começou em R$ 17,30. Houve realização parcial nos R$ 16,00 (8% de lucro). O stop da posição remanescente está posicionado nos R$ 14,31, acima do topo anterior (resistência mais próxima). O ativo encontra-se em uma forte tendência de baixa.  Resistência: R$ 14,25. Suporte: R$ 11,00.

PETR4
TENDÊNCIA DE BAIXA. Dentro do trade de VENDA com entrada em R$ 25,93. Houve realização parcial ou total em R$ 24,00 (8% de lucro). O stop encontra-se nos R$ 23,56. O ativo encontra-se em uma forte tendência de baixa. Ainda não há sinal de reversão desta tendência. O próximo suporte encontra-se no fundo de novembro de 2008 em R$ 14,69. Resistência: R$ 23,56. Suporte: R$ 14,69.

VALE5
TENDÊNCIA DE BAIXA. O ativo encontra-se em uma forte tendência de baixa.  A resistência mais próxima, nos R$ 39,00, foi testada e rompida por um candle de baixa amplitude e volume, o que gera pouca confiança neste rompimento. Como a tendência é de baixa e o rompimento ocorreu com baixa amplitude e volume, ainda não é recomendado entrar na compra neste momento. Resistência: R$ 48,00. Suporte: R$ 39,00.

ITUB4

TENDÊNCIA DE BAIXAO ativo encontra-se em uma tendência clara e forte de baixa. Testando e rompendo importante suporte nos R$ 30,00, que passou a ser a resistência mais próxima, já tendo sido testada e respeitada nas duas últimas semanas. Suporte: R$ 25,00. Resistência: R$ 30,00.

BVMF3

TENDÊNCIA DE BAIXAPapel em tendência de baixa. Rompeu importante suporte nos R$ 9,50. Caso rompa e feche abaixo dos R$ 9,06 (fundo da semana passada), gera entrada na VENDA. O alvo para realização parcial deste trade seriam os R$ 8,38. O stop ficaria localizado em R$ 9,81 (um pouco acima do topo anterior). Resistência: R$ 10,50. Suporte: R$ 5,17.

Por problemas técnicos, não foi possível atualizar a tabela nesta semana, então segue a tabela da semana retrasada. Os trades de VENDA em PETR4 e USIM5 continuam em aberto:

Análise feita por Gustavo Garcia

IMPORTANTE: As análises contidas não devem ser consideradas como recomendações de compra ou venda de ativos, tendo como principal objetivo o aprimoramento e difusão dos conhecimentos de Análise Técnica (AT). O leitor deve ter em mente que ele é o único responsável por suas decisões dentro do mercado, levando sempre em conta o risco inerente a este tipo de operação.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Copom: taxa Selic

Nesta quinta-feira, o Banco Central do Brasil divulgou a ata da reunião de número 161 do Comitê de Política Monetária (Copom), ocorrida nos dias 30 e 31 de agosto, quando a taxa Selic foi fixada para 12,00% ao ano.

Utilizando a Calculadora Transformação de Taxas de Juros, do ABC do dinheiro, calculamos a taxa Selic equivalente diária, mensal e semestral:
  • taxa Selic diária = 0,04%
  • taxa Selic mensal = 0,95%;
  • taxa Selic semestral = 5,83%
Para acessar a ata da reunião de número 161 do COPOM, acesse http://www.bcb.gov.br/?COPOM161.

Após a reunião, foi divulgada a seguinte nota:

Brasília – O Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 12,00% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pela manutenção da taxa Selic em 12,50% a.a. Reavaliando o cenário internacional, o Copom considera que houve substancial deterioração, consubstanciada, por exemplo, em reduções generalizadas e de grande magnitude nas projeções de crescimento para os principais blocos econômicos. O Comitê entende que aumentaram as chances de que restrições às quais hoje estão expostas diversas economias maduras se prolonguem por um período de tempo maior do que o antecipado. Nota ainda que, nessas economias, parece limitado o espaço para utilização de política monetária e prevalece um cenário de restrição fiscal. Dessa forma, o Comitê avalia que o cenário internacional manifesta viés desinflacionário no horizonte relevante.

Para o Copom, a transmissão dos desenvolvimentos externos para a economia brasileira pode se materializar por intermédio de diversos canais, entre outros, redução da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e piora no sentimento de consumidores e empresários. O Comitê entende que a complexidade que cerca o ambiente internacional contribuirá para intensificar e acelerar o processo em curso de moderação da atividade doméstica, que já se manifesta, por exemplo, no recuo das projeções para o crescimento da economia brasileira. Dessa forma, no horizonte relevante, o balanço de riscos para a inflação se torna mais favorável. A propósito, também aponta nessa direção a revisão do cenário para a política fiscal.

Nesse contexto, o Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012.

O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do ambiente macroeconômico e os desdobramentos do cenário internacional para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária.

Brasília, 31 de agosto de 2011
Banco Central do Brasil

    Independência financeira, ou morte!

    Ouviram do Ipiranga às margens plácidas...
    Hoje é dia de comemorarmos a Independência do Brasil. Para os mais patrióticos, dia de relembrar das aulas de história, dos personagens e símbolos nacionais. Para os menos nacionalistas, um dia de merecido descanso.


    Mas já que o assunto é independência, você sabe responder o que é independência financeira? Aliás, você já conquistou sua independência financeira?

    Muita gente acha que ser independente financeiramente é ganhar muito dinheiro. Uma bolada que possibilite gastar à vontade, sem restrições. Não é bem assim...


    Ser independente financeiramente é gastar de acordo com os nossosrendimentos, seja qual for esse rendimento. Parece simples, mas para tanto énecessário muita disciplina e uma pitada de autocontrole.

    Primeiro, é necessário evitar todo e qualquer tipo de dívida. Em um paísonde as taxas de juros para consumo facilmente ultrapassam 5% ao mês, endividar-seé perder um pouco da independência financeira.

    Em segundo lugar, devemos resistir ao bombardeio de ofertas e anúnciosque nos alcançam a todo o momento. Seja quando assistimos a um programa detelevisão, ouvimos rádio ou navegamos na internet, lá está o anúncio, ocomercial, que tenta a todo criar uma necessidade de consumo que raramenteexiste.

    Terceiro: quando formos consumir, devemos tentar poupar antes e pagar àvista (pedindo um bom desconto). Assim, ao invés de pagarmos, recebemos juros.

    Quarto: lembre-se que imprevistos sempre acontecem. Uma doença inesperada,um problema familiar, uma demissão etc. Imagine encarar um problema desses semum tostão? Portanto, é necessário sempre dispormos de uma reserva paraeventuais emergências.

    Por fim, lembre-se que uma reserva de emergência não terá qualquervalidade se você não puder dispor imediatamente do dinheiro. Portanto,recomenda-se que tal reserva seja mantida em investimentos com baixo risco ealta liquidez, tais como a poupança, os CDB’s com liquidez diária, fundos deinvestimento referenciados DI e Tesouro Direto.

    Como disse anteriormente, não é nada fácil. Mas seseguidas tais recomendações, será mais fácil descansar nesse feriado e curtir a SUA INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA.


    Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.


    Leia também:


    Época: Está na hora de ficar milionário
    Financeiro: Cofrinho Cheio
    Dívidas: o que fazer para começar a sair delas?

    domingo, 4 de setembro de 2011

    Análise semanal ativos Bovespa - 05/09 a 09/09/2011

    IBOVESPA

    TENDÊNCIA DE BAIXA. O IBOV se encontra em uma forte tendência de baixa. Fez uma correção mais forte na semana passada, ainda dentro da tendência de baixa. Testou e respeitou a resistência em 58.000 pontos. Resistência: 58.000 pontos. Suporte: 48.000 pontos.
    USIM5

    TENDÊNCIA DE BAIXA. Ainda dentro do trade de VENDA que começou em R$ 17,30. Houve realização parcial nos R$ 16,00 (8% de lucro). O stop da posição remanescente está posicionado nos R$ 14,31, acima do topo anterior (resistência mais próxima). O ativo encontra-se em uma forte tendência de baixa.  Resistência: R$ 14,25. Suporte: R$ 11,00.

    PETR4
    TENDÊNCIA DE BAIXA. Dentro do trade de VENDA com entrada em R$ 25,93. Houve realização parcial ou total em R$ 24,00 (8% de lucro). O stop encontra-se nos R$ 23,56. O ativo encontra-se em uma forte tendência de baixa. Ainda não há sinal de reversão desta tendência. O próximo suporte encontra-se no fundo de novembro de 2008 em R$ 14,69. Resistência: R$ 23,56. Suporte: R$ 14,69.

    VALE5
    TENDÊNCIA DE BAIXA. O ativo encontra-se em uma forte tendência de baixa. O próximo suporte está situado nos R$ 39,00, já sendo testado e respeitado nas últimas semanas. Resistência: R$ 48,00. Suporte: R$ 39,00.

    ITUB4

    TENDÊNCIA DE BAIXASaiu da congestão que se encontrava desde o começo do ano. Rompeu os R$ 33,24 com candle de força (alta amplitude e volume). O ativo entrou em uma tendência clara e forte de baixa. Testando e rompendo importante suporte nos R$ 30,00, que passou a ser a resistência mais próxima, já tendo sido testada e respeitada na semana passada. Suporte: R$ 25,00. Resistência: R$ 30,00.

    BVMF3

    TENDÊNCIA DE BAIXAPapel com topos e fundos descendentes. Rompeu importante suporte nos R$ 9,50. Esperar por um topo abaixo do anterior para entrar na VENDA. O ativo tem ainda muito espaço para cair, podendo ir buscar os R$ 5,17,  que é o próximo suporte. Resistência: R$ 10,50. Suporte: R$ 5,17.

    Por problemas técnicos, não foi possível atualizar a tabela nesta semana, então segue a tabela da semana retrasada. Os trades em PETR4 e USIM5 continuam em aberto:

    Análise feita por Gustavo Garcia

    IMPORTANTE: As análises contidas não devem ser consideradas como recomendações de compra ou venda de ativos, tendo como principal objetivo o aprimoramento e difusão dos conhecimentos de Análise Técnica (AT). O leitor deve ter em mente que ele é o único responsável por suas decisões dentro do mercado, levando sempre em conta o risco inerente a este tipo de operação.

    quarta-feira, 31 de agosto de 2011

    O que é Dinheiro? Série Educativa do Banco Central

    Com o objetivo de ajudar na educação financeira das crianças, o Banco Central do Brasil lançou algumas cartilhas (Cadernos BC - Série Educativa) que explicam de forma simples o funcionamento dos instrumentos e agentes do mercado financeiro. As cartilhas que estão disponíveis atualmente são:
    A Cartilha O que é dinheiro (editada em 2002) conta de forma leve e descontraída a história da invenção do dinheiro, uma criação relativamente recente, na história da humanidade, sendo um primeiro passo que permitiu construir todo o sistema financeiro que conhecemos hoje.

    Como podemos observar na história da cartilha, o dinheiro surgiu inicialmente da necessidade de facilitar as trocas de mercadoria e serviços, que antes da sua criação eram trocados entre as pessoas das pequenas sociedades. Nesse momento, surge a 1ª função da moeda, funcionar como Meio de Trocas.


    No decorrer da história, entretanto, verificamos que a evolução da sociedade obrigou as pessoas a encontrar uma forma de quantificar o valor das trocas e de permitir o acúmulo de recursos de um período para outro de forma não perecível, o que deu origem às outras duas funções da moeda, Unidade de Conta e Reserva de Valor.

    Vale a pena baixar a cartilha e ler com seus filhos, sobrinhos e netos, pois ensinar nossas crianças a lidar de forma saudável com dinheiro é um desafio e tanto num mundo que incentiva o consumo indiscriminado a todo o momento.


    Artigo escrito por Pedro Borges Neto, CFP

    O que é Dinheiro? Série Educativa do Banco Central

    Com o objetivo de ajudar na educação financeira das crianças, o Banco Central do Brasil lançou algumas cartilhas (Cadernos BC - Série Educativa) que explicam de forma simples o funcionamento dos instrumentos e agentes do mercado financeiro. As cartilhas que estão disponíveis atualmente são:
    A Cartilha O que é dinheiro (editada em 2002) conta de forma leve e descontraída a história da invenção do dinheiro, uma criação relativamente recente, na história da humanidade, sendo um primeiro passo que permitiu construir todo o sistema financeiro que conhecemos hoje.

    Como podemos observar na história da cartilha, o dinheiro surgiu inicialmente da necessidade de facilitar as trocas de mercadoria e serviços, que antes da sua criação eram trocados entre as pessoas das pequenas sociedades. Nesse momento, surge a 1ª função da moeda, funcionar como Meio de Trocas.


    No decorrer da história, entretanto, verificamos que a evolução da sociedade obrigou as pessoas a encontrar uma forma de quantificar o valor das trocas e de permitir o acúmulo de recursos de um período para outro de forma não perecível, o que deu origem às outras duas funções da moeda, Unidade de Conta e Reserva de Valor.

    Vale a pena baixar a cartilha e ler com seus filhos, sobrinhos e netos, pois ensinar nossas crianças a lidar de forma saudável com dinheiro é um desafio e tanto num mundo que incentiva o consumo indiscriminado a todo o momento.


    Artigo escrito por Pedro Borges Neto, CFP

    segunda-feira, 29 de agosto de 2011

    Estadão: Sócio do barulho na Petrobrás

    As ações da Petrobrás não param de cair. Desde o dia 21 de maio de 2008, quando as ações preferenciais da Petrobrás alcançaram o valor máximo de R$ 52,51 até o pregão da última sexta-feira (26/08/2011), quado a cotação atingiu R$ 19,90, houve uma desvalorização de aproximadamente 60% (já considerando os proventos pagos durante o período).

    Muita coisa explica a queda das ações da petroleira, a começar pela queda generalizada o mercado de ações brasileiro. Para efeito de comparação, o Ibovespa, índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, amargou uma desvalorização de aproximadamente 11%. Outros fatores específicos explicam a queda das ações da Petrobrás. Entre os mais relevantes, destacamos o preço do barril de petróleo que, desde julho de 2008, desvalorizou aproximadamente 40%.

    Mas apesar do mercado de ações em queda e dos preços declinantes do petróleo, é necessário manter a vigilância. É o que mostra a reportagem de Sabrina Valle, para O Estado de São Paulo, sobre a batalha de um acionista minoritário contra a estatal, por supostos problemas de conflitos de interesses de conselheiros da petroleira.

    Sócio do Barulho na Petrobrás
    Acionista minoritário já protocolou nove reclamações na CVM contra a estatal. A disputa mais recente é sobre conflitos de interesse no conselho

    Clique aqui para ler a reportagem diretamente: O Estado de São Paulo.

    Pequeno e barulhento, o acionista minoritário Romano Allegro abriu uma cruzada em prol da boa governança da Petrobrás. Já protocolou nove reclamações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) solicitando intervenções corretivas à petroleira, entrou com representação no Ministério Público Federal e montou um instituto para lhe dar respaldo jurídico.

    As queixas vão da diluição de acionistas na megacapitalização de 2010, passando por um processo de recompra de ações que não saiu, chegando à perda de credibilidade e consequente desvalorização dos papéis empresa.

    Nesta semana, Allegro deixou o restaurante da família que comanda em Salvador, na Bahia, pegou um avião e desembarcou no Rio para ler um manifesto na assembleia de acionistas da estatal que será realizada na próxima terça-feira.

    Dessa vez, a reclamação, que foi anexada à ata, é sobre o suposto conflito de interesse dos conselheiros da estatal Fábio Barbosa, Jorge Gerdau e Nelson Rocha Augusto. "Não há ilegalidade. Mas há um conflito de interesse absurdo, não me sinto representado. Acontece que ninguém tem coragem de falar nada contra a Petrobrás", diz Allegro.

    Ele recebeu o apoio do presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), Fernando Siqueira, que direta e indiretamente representa 15 mil pessoas entre funcionários e minoritários do sindicato dos petroleiros: "Desta vez alguém botou nossa reclamação no papel", afirma Siqueira.

    Membro do conselho de cinco empresas, um orgulhoso ex-funcionário do Banco do Brasil e um estudioso da área financeira, "sempre gostei, é quase um hobby", o "acionista ativista" alega que os membros do conselho de administração Barbosa e Gerdau trabalham em instituições com relações comerciais com a Petrobrás, além de também representarem os controladores em outros cargos.

    "Como vão atender a dois senhores? São ótimos empresários, só não podem representar os minoritários", defende Allegro, administrador de empresas, de 55 anos, que viu no último ano boa parte de suas economias derreterem com a queda das ações.

    Barbosa e Gerdau são membros do conselho desde janeiro de 2003 e outubro de 2001, respectivamente. A Petrobrás destaca que foram eleitos e reeleitos pelos minoritários ordinaristas (Barbosa) e preferencialistas (Gerdau) em assembleia com abstenção da União.

    "Não há conflito de interesse, simplesmente porque os dois conselheiros mencionados não foram eleitos pela Petrobrás, nem pelo seu acionista controlador que é a União Federal", informa a estatal em nota.
    O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) diz que há conflito quando alguém não é independente em relação à matéria em discussão e pode influenciar ou tomar decisão motivada por interesses contrários à organização.

    Mas um especialista em governança ressalva que é preciso provar que houve ação conflituosa: "A regra é ampla, como o próprio minoritário reconhece, não há ilegalidade. A realidade é que quase sempre o conselheiro, mesmo que independente, tem alguma ligação com a empresa, é assim aqui é no exterior", afirma.

    Allegro alega que os conselheiros só são eleitos graças aos votos de fundos de pensão e outros acionistas minoritários da Petrobrás também controlados pelo governo. "A mim, minoritário pessoa física, eles não representam."

    A CVM abriu em maio um processo para apurar a reclamação. Em abril, Allegro fundou em ata o Instituto Brasileiro de Ativismo Societário e Governança, para lhe blindar juridicamente na briga com a Petrobrás e empresas que desrespeitem os minoritários.

    A indignação deste dono de restaurante vem da queda de valor da Petrobrás. "Não aguentei, vendi metade. Mas nem faço mais isso pelo dinheiro. Quero defender a Petrobrás e ajudar o País."