segunda-feira, 13 de abril de 2015

Calculadora: quanto você precisa poupar para se aposentar

Infelizmente, poucos brasileiros se preocupam com a formação de uma poupança para complementar a aposentadoria oficial. Para quem se preocupa, estamos lançando mais uma calculadora, que permite estimar o montante necessário para obter uma renda mensal complementar à pensão do INSS.


Adicionalmente, com base na sua idade atual e na idade na qual você pretende se aposentar, nossa calculadora informa o valor que você deve poupar mensalmente para obter a renda que você deseja.

Quanto eu preciso poupar para poder me aposentar?

Primeiramente, é necessário escolher seu sexo e idade desejada para a aposentadoria. Com esses dados e utilizando informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é possível estimar sua expectativa de vida. 

Depois, é necessário preencher as informações financeiras: a renda desejada na aposentadoria, se você quer ou não um décimo terceiro salário, bem como o rendimento esperado para um investimento conservador.

Quanto aos juros, é importante salientar que nossa calculadora trabalha com os juros reais, ou seja, o rendimento estimado para um investimento acima da inflação. Desta forma, se você espera obter um rendimento de 9% ao ano em um investimento, mas a inflação esperada para o ano é de 6% ao ano, você obterá um juros reais no seu investimento de 3% ao ano.

Com todas essas informações a calculadora mostra qual é o montante necessário para se obter a renda desejada durante a aposentadoria, de acordo com a expectativa de vida estimada pelo IGBE.


Exemplo prático: um homem que deseja se aposentar aos 65 anos de idade, com uma renda mensal de R$ 5.000,00, com direito a um décimo terceiro salário, deverá acumular R$ 830.151,80, caso utilize um investimento que gere um rendimento real (acima da inflação) de 3,00% ao ano.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Nova página - Imposto de Renda 2015

 Como já é tradição, estamos lançando uma página especial para reunir artigos, comentários, dúvidas e respostas sobre o Imposto de Renda da Pessoa Física. Nessa página, selecionaremos os artigos referentes ao IRPF 2015 publicados no Blog ABC do Dinheiro, com a disponibilização dos links para para facilitar a navegação e leitura. A página estará disponível até o fim do prazo para a entrega da declaração, prazo esse que se encerra em 30 de abril de 2015. Para acessar à página clique aqui.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Livro: Adeus, aposentadoria (Gustavo Cerbasi)

Terminei de ler há poucos dias mais um livro do Gustavo Cerbasi. Desta vez, o tema escolhido pelo autor, famoso por seus livros de finanças pessoais, tais como Investimentos Inteligentes, Os Segredos dos Casais Inteligentes, e Pais Inteligentes Enriquecem Seus Filhos, foi aposentadoria.

O livro começa com um fato: estamos vivendo mais e as estratégias clássicas para aposentadoria não estão funcionando mais, pois, além de uma maior sobrevida, vimos nos últimos anos uma redução gradual dos retornos dos investimentos. Ou seja, teremos que continuar trabalhando durante a aposentadoria, ou pelo menos trabalhar por mais tempo, economizar mais ou um pouco de cada. Ou não...

Mudança de paradigma

A reflexão que o autor nos apresenta é que temos que encarar a aposentadoria como uma nova fase em nossas carreiras. Deixamos de ser empregados assalariados para termos nosso próprio negócio, em uma área de nosso interesse. Para tanto, é necessário planejar com antecedência de décadas cada passo que deve ser dado. O livro reúne cinco capítulos:
  1. Não dá pra contestar os fatos
  2. Por que as atuais soluções não solucionam
  3. Como garantir renda e liberdade crescentes ao longo da vida
  4. Transformando a teoria em prática;
  5. Um plano para garantir bem-estar e renda adequada para toda a vida;
  6. Uma sociedade mais rica e melhor.

Recomendação

Trata-se de um livro rápido de fácil compreensão, recomendado especialmente para quem não se prepara para o dia fatídico da aposentadoria e, do dia seguinte, não sabe o que fazer. Esqueça aquela imagem do aposentado de chinelão na praia, curtindo uma cervejinha e tomando sol. Isso são águas passadas. Preparação é método é bom para todas as tarefas que nós realizamos, inclusive a aposentadoria. Recomendo!

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

segunda-feira, 23 de março de 2015

2ª Semana de Educação Financeira

Do dia 9 a 15 de março foi realizada a 2ª Semana Nacional de Educação Financeira. O evento, realizado anualmente, tem por objetivo divulgar a ações da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF). Nesse artigo, vamos destacar as principais novidades da ENEF em 2015.

Para quem não sabe, a ENEF é uma política pública lançada por meio do Decreto nº 7.397, de 22 de dezembro de 2010, com a finalidade de "promover a educação financeira e previdenciária da população, bem como contribuir para o fortalecimento da cidadania, a eficiência e solidez do sistema financeiro nacional e a tomada de decisões conscientes por parte dos consumidores.".

A principal ferramenta de divulgação da ENEF é o site Vida&Dinheiro (www.vidaedinheiro.gov.br). Nele, é possível acessar a inúmeros guias de orientação para seu planejamento financeiro, consumo consciente, contratação de seguros e previdência, investimentos e crédito. A página tem como organizadores um time da pesada, no bom sentido, é claro.


Outra novidade da 2ª Semana de Educação Financeira foi o lançamento da excelente página Cidadania Financeira, organizada pelo Banco Central do Brasil. O site é dividido em seções, com dicas, vídeos, ferramentas e links relacionados aos seguintes temas:
  • Nossa Relação com o Dinheiro
  • Orçamento Pessoal ou Familiar
  • Crédito e Gestão de Dívidas
  • Consumo Planejado e Consciente
  • Poupança e Investimento
  • Prevenção e Proteção
  • Relacionamento com o SFN
Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.


terça-feira, 17 de março de 2015

Imposto de Renda (IRPF) 2015: Como declarar um LEASING para o leão do Imposto de Renda

Como falamos no artigo Imposto de Renda (IRPF) 2015: Como declarar um financiamento ou um empréstimo? a população brasileira está aproveitando o aumento de renda e o alongamento e queda nas taxas de juros para antecipar a realização de vários sonhos utilizando mecanismos de dívida.

Além do financiamento, muito utilizado para compra de bens móveis e imóveis, um outro instrumento utilizado para antecipar consumo, principalmente para bens móveis, são os contratos de leasing. Contudo, quando chega o momento de fazer a Declaração de Ajuste Anual (DAA) fica a dúvida, como lançar o contrato de leasing do meu carro?


Conforme descrito no livro "Imposto Sobre a Renda - Pessoa Física: Perguntas e Respostas", de autoria da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), o leasing deve ser declarado da seguinte forma:

Para leasing realizado:


a) com opção de compra exercida no final do contrato em 2014, utilize o código relativo ao bem, e:
  • no campo “Discriminação”, informe os dados do bem e do contratante;
  • no campo ”Situação em 31/12/2013 (R$)”, informe os valores pagos até 31/12/2013, para leasing contratado até 2013, ou, no caso de leasing contratado em 2014, deixe este campo “em branco”;
  • no campo ”Situação em 31/12/2014 (R$)”, informe o valor constante no campo ”Situação em 31/12/2013 (R$)”, se for o caso, acrescido dos valores pagos em 2014, inclusive o valor residual;

b) em 2014, com opção de compra a ser exercida no final do contrato, utilize o código 96, e:
  • no campo “Discriminação”, informe os dados do bem, do contratante e o total dos pagamentos efetuados;
  • não preencha os campos “Situação em 31/12/2013 (R$)” e ”Situação em 31/12/2014 (R$)”;

c) até 2013, com opção de compra exercida no ato do contrato, utilize o código relativo ao bem, e:
  • no campo “Discriminação”, informe os dados do bem e do contratante;
  • nos campos ”Situação em 31/12/2013 (R$)” e ”Situação em 31/12/2014 (R$)”, informe o valor do bem;
  • em Dívidas e Ônus Reais, informe nos campos ”Situação em 31/12/2013 (R$)” e ”Situação em 31/12/2014 (R$)”, respectivamente, o saldo remanescente da dívida em 31/12/2013 e em 31/12/2014.

d) em 2014, com opção de compra exercida no ato do contrato, utilize o código relativo ao bem, e:
  • no campo “Discriminação”, informe os dados do bem e do contratante;
  • não preencha o campo ”Situação em 31/12/2013 (R$)”;
  • no campo ”Situação em 31/12/2014 (R$)”, informe o valor do bem;
  • em Dívidas e Ônus Reais, informe o valor da dívida no campo ”Situação em 31/12/2014 (R$)”.
    Vejam que o importante é definir o momento da opção da compra, pois até esse momento o bem não faz parte dos BENS E DIRETOS do contribuinte, é apenas uma expectativa de direito.

    Artigo escrito por Pedro Borges Neto, CFP e Flávio Girão Guimarães.

    segunda-feira, 16 de março de 2015

    Calculadora: quanto custa um carro?

    A primeira resposta que vem a cabeça é o valor pago no momento da aquisição do automóvel ou seu atual valor de mercado. Porém, estes não refletem os custos de um carro. Na maior parte dos casos, o carro é, antes de tudo, um passivo, pois tende a se desvalorizar com o tempo, gerando despesas para seu proprietário. Além disso, há o combustível, o IPVA, DPVAT, estacionamento, revisão etc. Então, quanto custa o seu carro? Quanto você tem que desembolsar, direta ou indiretamente, para mantê-lo a cada ano?

    Para responder estas perguntas, temos que conhecer quais são os custos envolvidos na utilização e manutenção de um automóvel. São eles:
    1. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), seguro obrigatório (DPVAT), licenciamento anual e, em alguns estados, inspeção veicular;
    2. seguro;
    3. manutenção e/ou revisão;
    4. combustível;
    5. depreciação;
    6. outros gastos menores, mas não menos relevantes, como estacionamento, lavagem entre outros;
    7. custo de oportunidade.
    Dentre os custos supracitados, os custos indiretos são os menos intuitivos e mais relevantes. A depreciação pode ser entendida como a perda de valor do veículo ao longo do tempo. A depreciação costuma ser inversamente proporcional ao ano do veículo. Quanto mais antigo um veículo, menor é a sua depreciação, seja em termos percentuais, seja em valores monetários. Inclusive, existem veículos que se apreciam com o passar dos anos. Um carro antigo desejado por colecionadores é um bom exemplo deste fenômeno.

    O custo de oportunidade é um termo desconhecido da maioria. Termo proveniente da economia, representa o custo de aquisição de uma determinada coisa em detrimento da melhor oportunidade perdida. Em outras palavras, é aquilo que se deixou de ganhar para se adquirir um determinado bem. Por exemplo, se o automóvel não fosse adquirido, os recursos teriam outro destino. A melhor opção de investimento poderia ser a aquisição de um título público. Assim, para adquirir o automóvel, o proprietário abriu mão dos rendimentos deste título. O custo de oportunidade desta operação seria o rendimento do título, já que esta seria a melhor oportunidade perdida por ocasião da aquisição do automóvel.

    Os custos diretos são intuitivos e fáceis de calcular. Alguns têm seus valores conhecidos, como seguro, IPVA, seguro DPVAT e licenciamento anual. Gastos com combustível, manutenção, revisão, estacionamento e lavagem necessitam ser estimados.

    Para que você possa calcular o custo anual de seu carro, colocamos a disposição uma calculadora que leva em consideração todos estes fatores, inclusive depreciação e custo de oportunidade. Divirta-se!



    Campos da calculadora:
    1. Valor do veículo: valor atual do veículo no mercado;
    2. Ano de fabricação: ano de fabricação do veículo;
    3. Desempenho (km/l): quantos quilômetros seu veículo faz para cada litro de combustível;
    4. Valor do combustível (por litro): custo do litro do combustível utilizado para calcular o rendimento do carro;
    5. Km rodados por mês (em média): média de quilômetros rodados por mês. Essa conta pode ser estimada pelo total de quilômetros rodados em um ano divididos por 12.
    6. Seguro: valor gasto com seguro em um ano. Se não foi contratado nenhum seguro, escolha zero.
    7. IPVA/DPVAT/Inspeção etc: valores pagos anualmente ao Detran;
    8. Revisões/Manutenções (ano): gasto anual com revisões e/ou manutenções. Nesse campo deve-se considerar as tocar periódicas de óleo, pneus, alinhamento, balanceamento e outros gastos de manutenção. No caso de carros novos, deve ser considerado o custo das revisões periódicas.
    9. Lavagem/Estacionamentos (mês): considerar os gastos mensais com lavagens, estacionamento e outras despesas não considerados nos campos anteriores.
    10. Custo de oportunidade (% ao ano): rentabilidade que você obteria em aplicações financeiras com baixo risco.
    Artigo escrito por Gustavo Garcia.

    quarta-feira, 11 de março de 2015

    Calculadora: Rentabilidade da poupança

    Há algumas semanas o Comitê de Política Monetária (COPOM), do Banco Central do Brasil (BCB) alterou a a taxa Selic para 12,75% ao ano. A alteração da Taxa Selic tem uma série de implicações para a economia brasileira, mas, para o pequeno investidor, a mais importante das implicações é a alteração da rentabilidade da caderneta de poupança.

    A nova regra da poupança só afeta os depósitos realizados após o dia 4 de maio de 2012. Para os depósitos realizados até o dia 4 de maio, vale a regra antiga, ou seja, rentabilidade de 0,50% ao mês acrescidos da variação da Taxa Referencial (TR).


    Remuneração da poupança

    Já os depósitos novos seguem a seguinte regra: a poupança renderá 70% do valor da Taxa Selic, limitados a 0,50% ao mês, acrescidos da variação da TR. Para calcular o valor da rentabilidade da poupança, utilize a calculadora abaixo:

    Como utilizar nossa calculadora?

    1) coloque o valor do depósito realizado na poupança no campo "Depósito poupança";
    2) escolha o valor da Taxa Selic (ao ano); e
    3) escolha o valor da TR (ao mês).


    Dica: os valores da apresentados na calculadora são atualizados cada vez que a taxa Selic é alterada pelo Copom. Para obter o valor da Taxa Referencial, clique aqui.

    Pronto! A calculadora mostra qual é rentabilidade esperada para o mês e a rentabilidade esperada para o ano do seu depósito de poupança.


    Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.